Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 18-11-2013

SECÇÃO: Opinião

Hipocrisia!

ia Municipal.
Mas, afinal nenhum sinal foi dado de que tinha essa intenção logo depois da miserável postura de histeria da sua claque naquela cerimónia de tomada de posse no passado dia 21 de outubro.
O professor Paulo Pinto, primeiro eleito pelo movimento IPC (Independentes Por Cabeceiras) para a Assembleia Municipal, disse, no passado dia 8 de novembro, em plena sessão da Assembleia Municipal que, quando no dia da tomada de posse pediu a palavra que lhe não foi dada, pretendia demarcar-se e condenar os apupos e os insultos que os seus apoiantes, instalados de forma estratégica imediatamente atrás de si e dos restantes elementos eleitos pelo IPC, proferiram. Atitude, diga-se, que chocou as centenas de convidados que assistiram à cerimónia porque jamais julgaram ser possível ouvir vociferar palavras como fascista e palhaço dirigidas a Joaquim Barreto numa cerimónia que se deveria pautar pela solenidade e respeito.
Escrevo no início desta crónica que aquele autarca não deu nenhum sinal dessa intenção de condenação, logo após a referida cerimónia, quando o podia ter feito. Na verdade, o movimento IPC, liderado por Jorge Machado, foi muito rápido a emitir, no dia seguinte, um comunicado sobre a tomada de posse, mas, sobre a pouca vergonha que lá se passou com gritaria, apupos, insultos e assobios, nem uma só palavra.
Nenhuma condenação, mui-to menos demarcação!
Sobre essa lamentável ignomínia o silêncio.
Pudera! Comprometidos como estavam, que iriam dizer?
Quis agora Paulo Pinto convencer os Cabeceirenses que, quando pediu para falar no decurso daquela cerimónia, era isso que queria fazer. Demarcar-se e condenar as atitudes inqualificáveis, vergonhosas e inadmissíveis dos seus apoiantes.
Apetece perguntar:
Se essa era a sua vontade, por que Paulo Pinto quando usou da palavra para apresentar a lista da sua bancada para a mesa e depois de já terem ocorrido os insultos e as vaias não aproveitou esse momento para condenar as calúnias e as vozeavas? Ainda mais, por que não o fez logo na primeira oportunidade quando escreveram o comunicado no dia seguinte?
Por que não relatou nessa comunicação esses factos e os condenou como era (?) sua intenção?
Muitas vezes é preferível ficar calado.
Pelo menos não mostrámos tanta hipocrisia.
Olhe, senhor Paulo Pinto, as pessoas não são burras!

MM

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