Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 16-09-2013

SECÇÃO: Opinião

A Nossa Governação nos últimos anos

Cada vez mais os cidadãos sentem que a política e os políticos não lhes trazem as soluções prometidas e necessárias para permanecer a sua qualidade de vida e a dos seus filhos. Em Portugal, a politica transformou-se nem anfiteatro, corrompendo a democracia que deveria ser uma actividade nobre, a mais nobre de todas no que diz respeito ao interesse público.
O problema começa, desde logo, nas campanhas eleitorais que mais não têm sido senão jogos de sedução. Ganhar quem é mais eficaz a enganar os cidadãos. Ou seja, as eleições transformaram-se em concursos para a escolha do melhor mentiroso e o troféu em jogos é a chefia do governo.
Foi assim nos últimos actos eleitorais. Passos Coelho, quando candidato nas últimas eleições, prometeu um paraíso. Em campanha, tinha garantido que jamais aumentaria impostos e que não seria necessário baixar salários, pensões e reformas ou retirar subsídios. O equilíbrio das contas públicas, dizia ele, far-se-ia com a redução
De gorduras nos sectores intermédios do Estado, a diminuição das rendas das parcerias publico - privadas e, a longo prazo, com uma profunda reforma da Administração. Dois anos volvidos, concluiu-se que Passos Coelho aplicou medidas precisamente opostas às que tinha prometido.
Mentiu-nos, numa atitude em que foi acompanhado pelo seu parceiro de coligação Paulo Portas, que também defendia a diminuição da carga fiscal, até chegarem ao governo e se tornou cúmplice do seu agravamento.
Mas neste não é um problema exclusivo deste governo.
O antecessor de Passos, José Sócrates, fez exactamente o mesmo. Prometendo não aumentar impostos, não tardou em fazê-lo assim que subiu ao poder. Mais um mentiroso. Da mesma forma, Durão Barroso tinha anunciado, na campanha de 2002, um choque fiscal, com uma brutal redução de impostos. Mal tomou posse, a primeira medida que tomou a sua ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite foi aumentar impostos. Mais outro mentiroso.
O comportamento de dirigentes que, deliberada-mente, enganam o povo em campanha, não é admissível. A democracia só é autêntica quando se contrapõe, nas eleições, projectos alternativos e se discutem soluções. Os eleitos devem sentir-se obrigados a honrar e implementar o programa vencedor.
Não há desculpas para não cumprir, nem mesmo o desconhecimento da realidade concreta. Quem se candidata a lugares desta importância não pode revelar tamanha incompetência.
A par desta angústia nacional da desconfiança e do descrédito do sistema político, os cidadãos sentem que também a Europa está sem rumo.
Passos Coelho, com o aumento brutal de impostos e outros em agenda para pensionistas e reformados é o líder das falências, dos impostos, do desemprego e fome, mas mantém a proteção dos ricos e às gorduras do Estado.
A tudo o que faço referencia pergunto: para onde vai o dinheiro dos nossos impostos? Para o Serviço Nacional de Saúde não vai, porque recente-mente uma doente cujo nome não vou revelar, teve de se dirigir com urgência a um determinado Centro de Saúde, pelo facto de sofrer de uma hérnia discal e foi mandada à farmácia comprar um frasco de soro para lhe ser ministrado. Esta situação só demonstra que a riqueza do nosso país foi destruída em plena democracia.

* Colaborador

Por: Manuel Sousa

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