Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 16-09-2013

SECÇÃO: Informação

Casa do Pão e Núcleo Interpretativo de Vida Selvagem atraem pessoas a Moinhos de Rei

Núcleo Interpretativo da Vida Selvagem leva visitantes a conhecer a biodiversidade do território
Núcleo Interpretativo da Vida Selvagem leva visitantes a conhecer a biodiversidade do território
"A Casa do Pão e o Núcleo Interpretativo de Vida Selvagem são uma homenagem aos agricultores, à gente da serra e àqueles que trabalharam, durante anos e anos, na floresta, preservando-a e valorizando-a".

Através da Casa do Pão valoriza-se e afirma-se o passado, transmitindo-o de geração em geração
Através da Casa do Pão valoriza-se e afirma-se o passado, transmitindo-o de geração em geração
Os presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal de Cabeceiras de Basto, Eng. Joaquim Barreto e Dr. China Pereira, inauguraram no dia 31 de agosto, dois equipamentos municipais cuja criação têm como objetivo valorizar e promover a identidade e as potencialidades do concelho cabeceirense.
Estamos a falar da Casa do Pão e do Núcleo Interpretativo de Vida Selva-gem, dois investimentos feitos em plena serra, concretamente na zona de Moinhos de Rei, que pretendem fomentar a presença humana nesta área de montanha, dando a conhecer aos cabeceirenses e turistas a riqueza e as mais-valias da floresta e, ao mesmo tempo, preservando e perpetuando os usos e costumes desta Terra de Basto, sensibilizando, ainda, a população para a defesa da floresta e do meio ambiente.
Casa do Pão foi inaugurada por Joaquim Barreto e China Pereira
Casa do Pão foi inaugurada por Joaquim Barreto e China Pereira

Autarcas do município
e da freguesia participaram
nas cerimónias
de inauguração

Os presidentes das Juntas de Freguesia de Abadim e Refojos, entre outros autarcas, convida-dos e população em geral, associaram-se aos presi-dentes da Câmara e da Assembleia Municipal na inauguração da Casa do Pão e do Núcleo Interpretativo de Vida Selvagem.
Segundo informação divulgada, na sua intervenção, o presidente da Câmara Municipal expressou o “amor à nossa terra” e falou do trabalho realizado, ao longo dos últimos 20 anos, em todas as freguesias em prol do desenvolvimento e do bem-estar dos cabeceirenses, afirmando que “o pior que nos pode acontecer nesta vida é esquecermos a nossa identidade e as nossas origens”. E precisa-mente para manter viva essa identidade, a Casa do Pão abriu ao público dando a conhecer aos visitantes o ciclo do pão, através de um espaço expositivo em que se encontram em destaque as alfaias agrícolas e os utensílios usados na produção dos cereais – milho e centeio – e na confeção do pão.
Estes dois equipamentos são o concretizar do compromisso eleitoral feito há cerca de quatro anos atrás. De acordo com as palavras de Joaquim Barreto, “nós estamos a cumprir aquilo que prometemos. Estamos a cumprir a nossa palavra”, disse, lamentando a atitude de alguns governantes que não são fiéis aos seus compromissos.
Através da Casa da Pão, “estamos a valorizar e a afirmar o nosso passado, transmitindo-o de geração em geração” porque “queremos que haja uma continuidade”, realçou Joaquim Barreto.
De salientar que as alfaias em exposição na Casa do Pão foram amavelmente cedidas pelas gentes do lugar de Travassô, da freguesia de Abadim, que aderiram ao projeto e deram um importantíssimo contributo para a sua concretização.

Núcleo Interpretativo de Vida Selvagem

O Núcleo Interpretativo de Vida Selvagem é, como o próprio nome indica, um local onde o visitante pode ficar a conhecer a biodiversidade do concelho Cabeceirense, designadamente a fauna (animais) e a flora (plantas) existente neste território.
Na oportunidade, Joaquim Barreto, lamentou os gastos do governo em ações de combate dos fogos florestais, apontando como solução para este flagelo a sensibilização da população para a riqueza da floresta e dos seus usos múltiplos. E garantiu: “é com a presença humana na serra que se previnem os incêndios”, dando como exemplo este tipo de investimentos nas áreas de montanha – Casa do Pão e do Núcleo Interpretativo de Vida Selvagem – que atraem as pessoas à serra e as despertam para a defesa do meio ambiente, funcionando como autênticos mecanismos de prevenção de fogos florestais.
O autarca destacou, ainda, que a Casa do Pão e o Núcleo Interpretativo de Vida Selvagem são uma homenagem aos agricultores, à gente da serra e àqueles que trabalharam, durante anos e anos, na floresta, preservando-a e valorizando-a.
A terminar, o presidente da Câmara Municipal agradeceu a todos aqueles que se envolveram neste projeto, enaltecendo a colaboração da Junta de Abadim e das associações da freguesia no projeto de desenvolvimento concelhio levado a efeito pela Câmara Municipal. E finalizou: “nunca nos esquecemos da gente da serra”.

Novos espaços de promoção cultural enriquecem concelho

Coube ao presidente da Assembleia Municipal finalizar a sessão de inauguração destes dois equipamentos, felicitando a Câmara por ter cumprido com a sua palavra. E assegurou: “são estes atos que dignificam os políticos e a política”.
Cabeceiras de Basto “fica enriquecido com estes novos espaços de promoção da cultura” pois “um concelho sem história não tem futuro”. E rematou: “Estamos muito orgulhosos pelo desenvolvimento operado na nossa terra. Cabeceiras de Basto cresceu, progrediu e oferece hoje melhores condições de vida aos cidadãos”.
Refira-se que estes dois equipamentos estão localizados no Parque de Moinhos de Rei, um espaço que integra, ainda, a Casa Florestal e o Posto de Fomento Cinegético. No total, o investimento ascendeu a 80 mil euros.
Depois das singelas inaugurações foi realizada a tradicional malhada do centeio, com degustação de produtos locais, a que se seguiu um convívio entre todos os presentes.

© 2005 Jornal Ecos de Basto - Produzido por ardina.com, um produto da Dom Digital. Comentários sobre o site: webmaster@domdigital.pt.