Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 16-09-2013

SECÇÃO: Entrevista

Joaquim Barreto: 20 anos ao serviço dos cabeceirenses

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Joaquim Barreto, presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, esteve no passado dia 7 de setembro na Rádio Voz de Basto para um balanço de vinte anos à frente dos destinos da Autarquia. Joaquim Barreto foi eleito em 1993, tendo tomado posse no dia 5 de janeiro de 1994 com quatro vereadores contra três do PSD. Em 1997 foi reeleito com cinco vereadores, em 2001 com quatro e em 2005 e 2009 com cinco vereadores, sendo que, neste último mandato, foi por poucos votos que não foi conseguida a eleição do sexto vereador. Ao longo de vinte anos a face do concelho mudou muito e foi isso mesmo que Joaquim Barreto afirmou e comprovou na longa entrevista que concedeu à Rádio Voz de Basto.


* Rádio Voz de Basto - Qual o balanço que faz destes vinte anos de presidência da Câmara Municipal?

Joaquim Barreto - Considero o balanço muito positivo. A melhor avaliação que tem sido feita é aquela que os eleitores fizeram ao longo dos sucessivos atos eleitorais quando me reelegeram para novo mandato. Isso aconteceu em 1997, 2001, 2005 e 2009. Isto foi possível graças ao trabalho que desenvolvemos na Câmara Municipal, na Assembleia Municipal mas também nas Juntas de Freguesia. Uma das mais-valias que me foi muito proveitosa foi aquela que resultou do facto de eu ter sido vereador da oposição o que me permitiu ganhar grande experiência. Mas também o facto de eu conhecer bem o concelho, as pessoas, as aldeias, os lugares, as suas carências, a que se junta um amor à terra, à terra que me viu nascer e crescer e onde vivo com grande satisfação.
Em 1994 começámos a combater o isolamento das populações melhorando as estradas e caminhos existentes, rasgando novas estradas, que ligaram as aldeias, os lugares as freguesias. Há já muita gente que se não lembra, mesmo aqueles que beneficiaram das novas estradas, mas havia em 1994 muitas localidades sem acessos condignos. Busteliberne, na freguesia de Cabeceiras de Basto, Torrinheiras, Porto d’Olho, Travassô, na freguesia de Abadim, Tarímbola, em Basto, Lameiros e Cucana, na freguesia sede do concelho, Refojos. Entre muitos outros casos de que lembro muitas das aldeias da freguesia de Riodouro.

RVB - Pelo que percebi a sua participação na oposição foi determinante para melhor conhecer o concelho?

JB - Sem dúvida nenhuma. Fizemos uma oposição construtiva. Em 1989 perdemos as eleições por 37 votos. Soubemos esperar porque tínhamos a sensação de que o povo haveria de nos dar razão e a vitória, o que veio a acontecer em 1993. Se lhe falei antes das estradas e caminhos, lembro-lhe que logo que ganhámos as eleições também nos virámos para a resolução do abastecimento de água ao domicílio. Percorremos um longo caminho em relativamente pouco tempo e hoje em Cabeceiras de Basto a taxa de cobertura de abastecimento de água é de 90%, um pouco acima da média nacional o que me deixa naturalmente muito feliz. A água é um recurso muito importante que temos e de que não podemos abdicar. A propósito do saneamento digo-lhe que não havia nenhuma estação de tratamento de águas residuais e os esgotos corriam para os rios sem qualquer tratamento. Hoje, temos várias estações de tratamento de esgotos e uma rede de saneamento com uma cobertura próxima dos 50% o que é muito bom e significa qualidade de vida.

RVB - Essas são obras que não se veem... ficam enterradas e aparentemente não dão votos.

JB - Aquilo que me interessou sempre foi trabalhar e servir as populações, trabalhar para dar respostas às pessoas sabendo que o reconhecimento aconteceria. Quando fui eleito e assumi funções uma das primeiras preocupações foi ganhar credibilidade para a Câmara, foi ganhar autoridade democrática para a Câmara. Há muita gente que confunde autoridade com autoritarismo. Quem é eleito deve exercer o poder democraticamente, ouvindo e pondo as pessoas a participar porque os projetos de desenvolvimento devem ser projetos coletivos. Não devem ser projetos pessoais a determinar o que deve ou não deve ser feito. Tenho ao longo da minha vida autárquica vários exemplos de projetos que se concretizaram a partir das ideias que me foram transmitidas pelos cidadãos anónimos.

RVB - A Câmara tem chamado e contado com vários parceiros para a gestão de equipamentos.

JB - Assim é. A verdade é que temos feito diversas parcerias para a gestão dos equipamentos que vamos construindo e colocando à disposição das populações. Mas também temos tido vários parceiros para concretizar obras que de outra forma dificilmente o poderíamos fazer. E temos privilegiado o movimento associativo para assumir essas tarefas. Assim aconteceu com a Pista de Pesca Desportiva de Cavez, com a Casa da Música, com o Parque Cabeceiras Aventura, com as Praias Fluviais, entre outros. Assim está agora a acontecer com a construção de um hangar na Pista de Aeronaves e com o Centro de Treinos de corridas de cavalos que vamos construir junto ao Hipódromo.
Mas há ainda outras parcerias como a que tivemos com a ARS Norte para a construção da nossa Unidade de Internamento, por exemplo, ou o Polo de Formação Profissional de Basto que é hoje gerido pelo próprio Instituto do Emprego e Formação Profissional.
Desta forma conseguimos para as populações serviços e respostas sediados no nosso concelho.

RVB - Assinala todos os anos o aniversário da tomada de posse, em 5 de janeiro...

JB - Assinalo essa data como uma data muito importante. É uma marca na minha vida, mas é também uma marca de viragem do concelho. Não esqueço de onde parti, nunca neguei o meu passado, nunca neguei as minhas origens. Quem faz, nem sempre faz bem, mas o importante é que, quem não faz bem, se saiba, humildemente, reconhecer os erros e corrigi-los. Nunca me esqueci que foi uma força partidária, a força do Partido Socialista que me deu o apoio para ser candidato. E nunca virei as costas ao Partido. Apesar de muitas vezes não concordar com as decisões do Partido, nem por isso deixei de ser socialista e apoiar o Partido Socialista. Não sou carreirista mas foi sempre dentro do Partido que travei muitas lutas. Outros, só porque as coisas lhes correram mal, num determinado momento, foram embora e estão hoje de fora a lutar contra o Partido que os acolheu de braços abertos e que lhes proporcionou o desempenho de tão nobres funções e responsabilidades.
Sou fiel aos princípios e valores democráticos e o exercício do poder tem sempre que ser entendido como um serviço público e uma missão e não para a autossatisfação de um qualquer candidato e das suas ambições pessoais.
Eu acredito nos Partidos Políticos, são pilares da democracia.

RVB - Como vê esta possibilidade de grupos de cidadãos se apresentarem aos eleitores?

JB - Acho muito bem que, por exemplo, um grupo de cidadãos se organize para formar um movimento e esse movimento dispute eleições, mas quando se trata efetivamente de um movimento verdadeiramente genuíno e parte, como disse, dos cidadãos, parte da população. Agora, quando nasce a partir de um grupo já organizado está a inverter-se o espírito da lei. E quando existe esta inversão de valores o projeto político não é consistente. Temos que ter coerência no pensamento, nas palavras e nos atos porque se assim não for, o eleitor distraído até pode ir atrás mas o povo é sábio e independentemente da sua formação académica, da sua condição socioeconómica, sabe ver quem trabalha, quem se envolve desinteressadamente num projeto para o defender, de quem se envolve para defender projetos pessoais. Eu não fui eleito para ser Presidente da Câmara de alguns, poucos, e por isso admito que haja um pequeno grupo que não concorde comigo. Estariam à espera que eu governasse em função dos seus interesses mas enganaram-se e por isso estão hoje contra mim e contra o Partido Socialista. Mas sabe que estou perfeitamente à vontade. Fui eleito para governar para todos os cidadãos não discriminando ninguém e o reconhecimento de que esse foi, e é o caminho certo esteve nos resultados de 2009 quando as populações de todas as freguesias do concelho votaram nas listas do Partido Socialista. E espero que em 29 de setembro os eleitores continuem a materializar em votos esse reconhecimento agora que sou candidato a Presidente da Assembleia Municipal e o Dr. China Pereira é candidato a Presidente da Câmara.

RVB - Como encara estas eleições?

JB - Encaro estas eleições com muita tranquilidade. Desde sempre que tenho gerido a Câmara Municipal numa relação muito próxima com aqueles que me acompanham. Pelo menos uma vez por semana converso com o Presidente da Assembleia Municipal sobre os mais variados temas da atividade municipal. Converso também com os vereadores que estão mais perto de mim e que fazem parte do grupo que tem a maioria. Por isso, e como já lhe disse anteriormente, com a participação de muitas pessoas, as decisões só podem ser boas e a concretização ainda melhor. Acredito que os Cabeceirenses saberão escolher aqueles que melhor podem servi-los pelas provas dadas e pela vontade, determinação e capacidade de trabalho demonstrada ao longo deste últimos vinte anos.


RVB - Foram muitos os investimentos realizados por exemplo na educação, património...

JB - Depois das estradas, depois do saneamento, da educação, apostámos forte na educação, nas escolas. Hoje, temos dois complexos educativos modelo, um no Arco de Baúlhe outro aqui em Refojos, com escolas básicas integradas com um conjunto de outros equipamentos que lhes dão apoio, seja as centrais de camionagem, as piscinas, a biblioteca, os pavilhões desportivos. Instalámos também na proximidade Espaços Internet. Tudo foi pensado e idealizado para que a comunidade educativa tivesse as melhores condições para o ensino e para a aprendizagem. Desde a aquisição de terrenos até à concretização das obras tudo foi, como lhe disse muito bem pensado. Mas, deixe-me que lhe diga que a construção da Escola da Ferreirinha, em Cavez foi também muito importante. Temos ainda outras escolas com ótimas condições como em Pedraça e na Faia. Servimos hoje mais de 800 refeições nas escolas do primeiro ciclo e jardins de Infância, transportamos mais de 1300 crianças, asseguramos as atividades de enriquecimento curricular e os prolongamentos de horário. Instalámos quadros interativos em todas as escolas. Assim, as oportunidades são para todos. Criámos o Observatório para o Sucesso Educativo e o Centro de Orientação Vocacional e Profissional e aqui deixo uma palavra de reconhecimento ao excelente trabalho que o Vereador, Dr. Domingos Machado tem feito no setor da Educação e na Cultura.

RVB - Encerraram escolas do primeiro ciclo e concentraram-se os alunos nos modernos centros escolares com todas as condições. A instalação de espaços de convívio e lazer nas escolas desativadas foi uma forma de valorização do património público.

JB - Nós temos procurado conservar e beneficiar as escolas e porque entendemos que são um ponto de referência para a população, são marcas que ficam para toda a vida, criámos espaços de convívio e lazer onde os nossos idosos se podem encontrar e ocupar os seus tempos livres. Noutros concelhos venderam escolas, nós demos-lhe outra função. Há muitas que estão cedidas ao movimento associativo e dessa maneira estão à disposição das populações. Estamos neste momento a recuperar outras para fins sociais. Não para Espaços de Convívio e Lazer, mas para dar resposta de retaguarda temporária a pessoas que não têm condições de habitabilidade e que nem sempre encontram nos Lares o acolhimento de que necessitam.

RVB - Falando de cultura, destaca-se a criação do Centro de Teatro da Câmara Municipal.

JB - No início do nosso mandato em 1994 a cultura não era a prioridade, como de resto já aqui foi referido. Mas aos poucos fomos construindo os equipamentos e depois procurámos os parceiros para o desenvolvimento da cultura. Recuperámos o coro alto da Igreja, o órgão de tubos. Adquirimos e recuperámos a Casa do Barão. Instalámos o Museu das Terras de Basto na antiga estação do Arco de Baúlhe. Criámos o Núcleo Museológico de Arte Sacra, a Casa da Lã, a Casa do Pão, o Núcleo de Vida Selvagem, a Biblioteca Municipal no Arco de Baúlhe e um polo em Cavez, e tantos outros.
O Centro de Teatro tem sido uma experiência muito importante que tem promovido o teatro enquanto expressão cultural ou artística numa lógica inclusiva de atração dos jovens e menos jovens locais para a representação. E isso tem sido conseguido até nos ateliês que o Centro de Teatro tem promovido. O resultado tem sido gratificante com a presença de numeroso público em todos os espetáculos. Há pouco tempo readaptámos parte do Edifício do Mercado Municipal para a Casa da juventude, do Associativismo, das Artes e Ofícios e das Gerações. Será um espaço que queremos de contacto e transmissão de conhecimento entre gerações, de ocupação salutar dos tempos livres.

RVB - Mas há muitos outros investimentos...

JB - Uma das nossas preocupações foi a Quinta do Mosteiro e o desenvolvimento urbanístico da Vila. Aprovámos um Plano de Pormenor e depois outros Planos de Urbanização para que ficassem asseguradas as condições de ordenamento adequado e equilíbrio ambiental. Na sede do concelho os espaços privados convivem com os diferentes equipamentos públicos. Desde o quartel da GNR, o Mercado Municipal o Centro de Saúde, a Unidade de Internamento, o Tribunal, o Parque do Mosteiro, tudo foi pensado.
Construímos nas três vilas do concelho Pavilhões Gimnodesportivos. Construímos em quase todas as freguesias Polidesportivos.
Mas investimos muito em equipamentos e infraestruturas inovadores: a Pista de Pesca Desportiva; o Centro de Educação Ambiental; o Centro Comunitário, em Cavez e a Casa do Povo do Arco de Baúlhe, entre outros de que destaco um dos últimos projetos a Casa do Tempo.

RVB - Também foram construídos diversos equipamentos sociais.

JB - De facto em 1994 só existia o Lar da Misericórdia. Hoje, temos um Lar do Centro Social e Paroquial de Bucos, em Bucos, outro Lar do Centro social e Paroquial de Cavez, em Cavez, outro, da ARCA, no Arco de Baúlhe e um outro, ainda, para pessoas portadoras de deficiência na Fundação A. J. Gomes da Cunha, em Cabeceiras de Basto (S. Nicolau). Todos beneficiaram do apoio da Câmara Municipal.
Gostaria de referir que quando cheguei à Câmara me apareceu a Dra. Fernanda Estela e a direção da Fundação que me vieram dar conta da degradação em que se encontrava o edifício. A Câmara apoiou sem reservas e a Fundação, com a Dra. Fernanda Estela, iniciou um patamar de desenvolvimento.
Aliás, deixe-me que lhe diga que nós temos estado em colaboração com todas as entidades para elas poderem cumprir de uma forma autónoma os seus objetivos e os fins para que foram criados. Um outro exemplo são os Bombeiros Voluntários. Com o Sr. Américo Magalhães Marques foi construído o Quartel, depois com O Dr. China Pereira foi preciso fazer obras e com a atual Direção, a Câmara Municipal não só colaborou nas obras como fez diligências junto do Governo para que os projetos fossem aprovados e apoiados financeiramente para a reconstrução do Quartel.

RVB - Os mandatos do Eng. Joaquim Barreto ficam também marcados pela grande preocupação de organizar iniciativas socioculturais para promover Cabeceiras de Basto.

JB - Sem dúvida. Quando chegámos à Câmara Municipal há vinte anos organizavam-se apenas a Agro-Basto, a Feira e Festa de S. Miguel e pouco mias. Hoje, ao longo do ano, são muitas as iniciativas que realizamos. Os Cantares das Janeiras, a Festa da Orelheira e do Fumeiro, a Semana da Primavera e da Floresta, as Comemorações do 25 de Abril, a Festa da Cultura, a Festa do Associativismo, a Festa das Comunidades, a Semana da Educação, as quadras de S. Martinho, etc,. Iniciativas que têm sido reveladoras da grande dinâmica associativa existente no concelho.

RVB - Mas ainda há mais projetos para concluir até ao final do mandato.

JB - É verdade. Dentro de dias iremos inaugurar o Parque Urbano da Vila de Cabeceiras de Basto. Trata-se da requalificação de uma zona nobre da nossa vila, as margens da Ribeira de Penoutas entre Praça da República e a Praça do Mercado. Há poucos dias inaugurámos também a piscina descoberta no Arco de Baúlhe. Estamos a construir uma piscina aquecida para as crianças em Refojos. Estamos a intervir nos Claustros do Mosteiro. Uma obra sensível, mas que nem por isso deixámos de a querer fazer. Os ciprestes estavam a danificar gravemente os telhados e o Mosteiro. Tornava-se necessária esta intervenção. E fomos encontrar ali a poucos centímetros de profundidade um cemitério com inúmeras sepulturas, muitas delas com ossadas completas. Os trabalhos estão a ser acompanhados por técnicos especializados em arqueologia e antropologia e que nos disseram que algumas das sepulturas poderão ter mais de 700 anos. As ossadas estão a ser recolhidas para investigação em laboratório. Uma investigação que será certamente um importante contributo para o conhecimento histórico desta terra.

RVB - Gostaria de lhe perguntar: o que é que gostaria de ter feito e não conseguiu fazer?

JB - Como o meu amigo e amigo de Cabeceiras de Basto, Dr. Vieira da Silva disse há tempos, eu sou um homem inquieto. Tenho de facto uma certa inquietude dentro de mim e essa inquietude não é uma ambição. Temos que estar sempre em atividade.
O que eu gostaria de fazer é continuar a atrair e a mobilizar as pessoas para aproveitar, para potenciar este território e as suas gentes, tendo por base tudo o que foi construído e realizado.
Desenvolver a Floresta, dinamizar a Terra+Verde cooperativa ligada à floresta e ao seu uso múltiplo, concluir o projeto do Aeródromo, do Hipódromo, a Quinta Pedagógica. Continuar as diligências para encontrar um investidor que construa um Hotel. São projetos que estão lançados, que não foram concluídos, mas que tenho a certeza vão ter continuidade.

RVB - O que gostaria de dizer por fim aos Cabeceirenses?

JB - Deixando a Presidência da Câmara vou estar por aqui, continuar a ser um Cabeceirense, continuar a envolver-me naquilo que é a vida dos Cabeceirenses, continuar a ter uma identidade política, o meu Partido Político, os meus camaradas de Partido. Vou estar por aqui para dar o meu contributo, para dar a minha opinião, para participar de uma forma desinteressada mas de uma forma séria. Na política não enriqueci. Estive na política porque quis, estive com vontade, estive com determinação a trabalhar com muita seriedade. Cumprimos o que prometemos e dessa forma contribuímos para qualificar e valorizar a democracia e o sistema democrático.
Não esperávamos chegar onde chegamos, admitia que não conseguíssemos chegar a este patamar de desenvolvimento, mas foi possível. Não é obra do Presidente da Câmara, é obra de muita gente e muito especialmente de muitos cidadãos anónimos de Cabeceiras de Basto que, como fui dizendo ao longo desta entrevista, influenciaram e impulsionaram os autarcas. Aqui quero deixar uma palavra de agradecimento e reconhecimento para os Conselhos Diretivos de Baldios, para as Juntas e Assembleias de Freguesia, para o Movimento Associativo, porque foram também eles que nos ajudaram a chegar a este patamar de desenvolvimento.
Para mim foi muito honroso e gratificante trabalhar para e com todos os Cabeceirenses nestes últimos vinte anos.


*Com a colaboração da Rádio Voz de Basto

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