Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 26-08-2013

SECÇÃO: Recordar é viver

Cabeceiras de Basto e a sua história

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A Casa do Tempo

Caros leitores, de certeza que repararam no título do meu artigo “ A Casa do Tempo”. Não vou falar de uma casa qualquer mas antes, vou falar ou melhor, retroceder a tempos passados da nossa história, para dizer que nessa casa de que falo no meu título, existiam várias casas, onde moraram cinco famílias, todos eles caseiros da chamada “Quinta do Mostei-ro de Dentro”. Certa-mente, um nome sobeja-mente conhecido de muitos vós, principalmente, os da minha geração e gerações anterio-res que muitos, felizmente, ainda se encontram entre nós. Pois bem, para falar um pou-quinho da “Casa do Tempo”, terei de ir ao baú das mi-nhas memórias e tirar de lá as imagens da minha infância e juventude. “Rever” aquelas casas, outrora pertencentes ao Seminário de Braga. Há já alguns anos que estas casas de pedra em ruínas, faziam parte dum projecto de âmbito cultural e arquite-ctónico da Autarquia Cabe-ceirense. Esse projecto concretizou-se com a aquisi-ção destes edifícios!
Cada uma dessas casas era habitadas por uma família quase sempre nu-merosa.
Esclareço que nesta obra, nem todas as casas do Mosteiro de Dentro foram “utilizadas”, na reconstrução desta importantíssima Casa que, retrata o nosso passa-do, acompanha o presente e segue em frente, rumo ao futuro.
Jovem a representar o moleiro no seu dia a dia
Jovem a representar o moleiro no seu dia a dia
Como atrás referi, utili-zaram-se algumas das cinco casas já que as restantes que continuam propriedades do seminário, mas também vão ser reconstruídas pelo próprio, certamente, mais ou menos, na mesma linha. Não conheço o projecto mas, de certeza que poderá estar para breve.
Quem conheceu, viveu naquelas casas e trabalhou nos campos da Quinta do Mosteiro, fica pura e sim-plesmente abismado! Foi o que aconteceu comigo! Como membro da Assem-bleia Municipal vi a planta do projecto mas, devo dizer que para mim, ver um desenho no papel é uma coisa mas, quando ele se “transforma” … realmente, não há palavras! Moro junto à Casa do Tempo, fui “acompanhan-do” visualmente com muita curiosidade, os trabalhos que se iam executando por lá, sempre que passava na Avenida Dr. Francisco Sá Carneiro. Ninguém imagi-nava ou sonhava sequer o que se estava a fazer dentro daquelas paredes de pedra! Eu mesma, curiosa que sou, talvez por defeito de profissão (funcionária de um jornal), nunca me atrevi a espreitá-la interiormente, de maneira que lá fui esperando pelo dia da apresentação ao público. Esse dia aconteceu e, devo dizer, que não me desiludi! Aquela casa que, olhando de longe parece que nada diz, ela é aquilo que imaginava e muito mais! Quem passa na estrada, nem se apercebe do que existe no interior daque-las pedras que tanta carga histórica encerram. Não vou falar do que está lá dentro! Vou deixar que a vossa curiosidade vos “obrigue” a deslocar a esta lindíssima terra e ver além do magnífico Mosteiro Benedi-tino de Refojos, nosso cartão de visitas, onde está também inserido o Museu religioso do Baixo Tâmega, nas antigas Sacristias.
O animado jogo do pau de Bucos no exterior da Casa do Tempo no dia da inauguração
O animado jogo do pau de Bucos no exterior da Casa do Tempo no dia da inauguração
A Casa do Tempo vem enriquecer, ainda mais, o já grandioso património cultu-ral, material e imaterial da nossa terra, Cabeceiras de Basto
O meu obrigada à Autarquia por nos deixar mais este legado. Bem Haja!

*Colaboradora

Por: Fernanda Carneiro

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