Arquivo: Edição de 26-08-2013
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SECÇÃO: Destaque |
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Casa do Tempo abriu ao público
Uma cerimónia que contou também com a presença do Eng.º Carlos Duarte da CCDRN, dos vereadores Dr. Domingos Machado e Francisco Pereira, demais autarcas da freguesia e do município, convidados e população em geral que ali se deslocou para assistir à abertura deste novo equipamento resultante da intervenção feita nas antigas Casas dos Caseiros da Quinta do Mosteiro. Segundo informação divulgada, esta obra localizada junto ao Mosteiro de S. Miguel de Refojos, insere-se num projeto ambicioso de qualificação encetado pela Câmara Municipal há uns anos atrás, tendo em vista a regeneração urbana e ambiental do coração da vila cabeceirense, ligando a centenária Praça da Repú-blica a zonas urbanas novas, criando espaços verdes, tratando as margens da ribeira de Penoutas e recuperando parte destas casas de caseiros. Esta era uma obra há muito reivindicada pela população e pela própria Câmara Municipal, que após várias insistências e negociações e a aquisição de parte das devolutas casas veio acelerar a requalificação daquela zona, viabilizando assim esta intervenção que representa mais um passo dado para a dignificação e valorização não só do imponente Mos-teiro de origem Beneditina, mas também da sua envolvente.
do concelho
A Casa do Tempo é por isso, um projeto integrado que tem em conta a riqueza patrimonial, a identidade e a matriz rural que caracteriza o concelho, que contribuirá seguramente para salva-guardar o património mate-rial e imaterial local e para dar a conhecer o dinamismo desta terra e das suas gentes.
Após uma visita aos diferentes lugares desta Casa – Receção, Umbral, Rio do tempo, Corredor expositivo (com uma mostra de Relógios, diversos provérbios e quadras populares), Lugar da terra (estão representadas as feguesias e o seu património, a fauna e a flora e uma maquete interativa do concelho), Lugar da história (espaço alusivo à fundação do concelho desde os primórdios, falando do Mosteiro de S. Miguel de Refojos, passando pelo Basto, pelo S. Miguel ao Foral Manuelino. Aqui estão as réplicas do Cálice de Gueda Mendes e do Foral), Lugar das tradições, Lugar das gentes, Lugar do conhecimento (direcionado para os mais novos aqui podem realizar-se diversas atividades pedagógicas e lúdicas, recorrendo também a equipamentos multimédia e interativos que abordam a história local), auditório e Cafetaria/bar – a cerimónia inaugural, na qual marcaram presença mais de duzentas pessoas, prosseguiu no auditório da Casa do Tempo.
Projeto ambicioso
No uso da palavra o edil Cabeceirense, Eng.º Joaquim Barreto, fez um histórico da obra, que inserida num projeto ambicioso de regeneração urbana da vila, passou por várias fases, nem sempre fáceis, mas durante as quais disse ter procurado sempre ter em conta a defesa do interesse público, agir de acordo com a lei e em prol do desenvolvi-mento do concelho e do bem-estar das suas gentes. Felicitando os convidados e em especial o Dr. António Vieira da Silva e o Eng.º Carlos Duarte, dois amigos de Cabeceiras de Basto, o presidente da Câmara, referiu que “ao longo da nossa atividade autárquica procurei sempre defender o património, humanizar os espaços, efetuar a qualificação ambiental, valorizar e dignificar as áreas edifica-das, dinamizar a economia local e a convivência local”. Esta Casa do Tempo é reflexo da postura assumida.
Por sua vez, o Eng.º Carlos Duarte, no uso da palavra, congratulou-se com o investimento feito - na ordem dos dois milhões de euros – e com a qualidade desta obra que aposta na cultura e na diversidade do seu potencial, mas também com a ambição política de fazer sempre mais e melhor em prol da qualidade de vida das pessoas, despertando o interesse em visitar Cabeceiras de Basto. Esta obra, este projeto, tem futuro, concluiu o Eng.º Carlos Duarte. O Presidente da Assembleia Municipal, Dr. China Pereira, mostrou-se orgulhoso com a concretização do projeto Casa do Tempo, felicitando a Câmara Municipal por ter conseguido dar esta solução a este espaço, requalificando desta forma as antigas casas, símbolos do passado. O novo equipamento vai fazer a diferente e será certamente muito importante para o turismo local, acrescentou o autarca que garantiu que Cabeceiras de Basto tem futuro.
O Dr. António Vieira da Silva, no usos da palavra disse estar perante um trabalho notável. A Casa do Tempo é uma casa que surpreende, pois assenta num belíssimo trabalho de requalificação e recupera-ção do património. É uma casa do passado mas também uma casa do futuro, disse o Deputado, adiantando “devemos valorizar o passado, a história, o património, mas saber preparar o futuro que ambicionamos, de desenvolvi-mento e modernidade” e “quem não pensar no futuro está a desprezar tudo o que foi feito”, acrescentou. O Deputado da República, disse ainda que: aqui em Cabeceiras de Basto se verifica um importante trabalho de defesa da causa pública, procurando conciliar a história do passado com a ambição do futuro e garantiu que a grande diferença na história recente deste concelho, está na imaginação e na inteligência que aqui foi aplicada e transformada em realidade, unindo o passado com o futuro. Poucos o sabem fazer, disse o Dr. António Vieira da Silva, adiantando que é desta forma que se honra o passado pensando o futuro das gerações vindouras. A cerimónia inaugural prosseguiu com uma degustação de iguarias gastro-nómicas típicas, ao som da atuação de vários músicos e artistas locais, que abrilhantaram o programa que incluiu também momentos culturais apresentados pelo Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, pelos músicos da Banda Cabeceirense, por elementos do Rancho Folclórico ‘Os Camponeses de Arosa’, pelo tradicional jogo do pau e pelos tocadores de concertina, que assim contribuiram para o êxito deste evento que marcou a abertura ao público da Casa do Tempo, onde conhecer é lembrar. |
