Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 25-03-2013

SECÇÃO: Informação

PS AFIRMA: “CONTRA FACTOS, NÃO HÁ ARGUMENTOS"

Do Partido Socialista de Cabeceiras de Basto recebemos, no passado dia 18 de março, um novo comunicado sobre os acontecimentos ocorridos na última Assembleia Municipal relacionados com a extinção da Emunibasto, no qual esta força política confirma os factos narrados no primeiro comunicado que emitiram em 1 de março, logo após a sessão daquele órgão autárquico e que publicámos na nossa edição do passado dia 4 de março.
Tal como o fizemos nessa data publicamos hoje na íntegra esta última nota.
“Na sequência de uma tomada de posição do Coordenador do Grupo Municipal dos deputados eleitos pela coligação ‘Pela Nossa Terra’ divulgada no blogue do PSD de Cabeceiras de Basto, o Partido Socialista vem confirmar e reafirmar a informação e a posição constante no comunicado que tornou público, no passado dia 1 de março do corrente ano, sobre os factos ocorridos da última sessão da Assembleia Municipal. E os factos foram os seguintes:
1. Na sessão da Assembleia Municipal do passado dia 28 de fevereiro um dos assuntos em apreciação, discussão e votação era a extinção da Emunibasto, E. E. M.;
2. O líder da bancada do PSD/CDS, bem como outros representantes da coligação naquele órgão do Município, durante a discussão deste assunto e dado que assistiam à Assembleia Municipal trabalhadores da empresa, proferiram, pela sua própria voz, palavras de apoio e apreço pelo trabalho desenvolvido pela Emunibasto e pelos seus trabalhadores, manifestando igualmente preocupação com o seu futuro, no que concerne ao emprego;
3. Depois de votada a extinção da empresa o Coordenador da bancada do PSD/CDS informou a mesa da Assembleia Municipal que ia entregar uma declaração de voto escrita sobre este assunto e, em simultâneo, continuou a falar, proferindo palavras de reconhecimento à Emunibasto e aos seus trabalhadores, procurando com essas palavras dar a entender à Assembleia Municipal que o que estava a dizer era o que constava da declaração de voto escrita que de imediato entregou na mesa;
4. Esta atitude causou estranheza ao Grupo do Partido Socialista que exigiu a leitura em voz alta da declaração de voto escrita do PSD/CDS que tinha sido entregue na mesa obre a extinção da Emunibasto;
5. Quando confrontado com a exigência do Partido Socialista o Coordenador da coligação do PSD/CDS tentou evitar e recusou que aquele documento fosse lido em voz alta, querendo com esta atitude contrariar o que determina o Regimento da Assembleia Municipal que as declarações de voto sejam lidas ou proferidas oralmente na íntegra;
6. Perante a mais que provável leitura do documento, o Coordenador da coligação solicitou ao Presidente da Mesa a retirada do mesmo, uma vez que, com a sua leitura, todos os presentes ficariam a saber, na realidade, que o conteúdo escrito não condizia com o que haviam expressado verbalmente momentos antes;
7. A retirada do documento já não foi possível pelo que foi lida pelo Presidente da Mesa. Depois da leitura do mesmo verificou-se e confirmou-se a suspeita do PS. Na verdade o que está escrito no documento é uma contradição vergonhosa ao que foi afirmado oralmente, em palavras, senão vejamos: “(...) Votámos a favor da dissolução [Emunibasto] (...) porque, desde sempre, discordamos da sua criação e manutenção” e “Estaremos atentos e denunciaremos todos os atos que promovam a Basto Vida e a nova empresa municipal”, quando antes e em palavras tinham dito e manifestado preocupação com o futuro dos trabalhadores e do seu emprego.
Estes são os factos que provam que o Coordenador da coligação não foi sério ao afirmar oralmente uma coisa, ou seja, manifestar apoio e apreço à Emunibasto e aos seus trabalhadores, e escrever uma outra completamente diferente, na qual afirmam discordar, desde sempre, com a criação e manutenção daquela empresa. Desta forma, tentou enganar a Assembleia Municipal. Ao exigir que a declaração de voto não fosse lida tentou evitar e de uma forma propositada que fosse ocultado e assim passasse despercebido que a contradição pudesse passar sem que os presentes soubessem o que lá estava escrito.
Esta atitude do Coordenador da coligação do PSD/CDS, teste-munhada por todos os membros da Assembleia Municipal, pelos Vereadores e Presidente da Câmara Municipal, pela adminis-tração da Emunibasto e pelo numeroso público presente na sala de sessões, é inqualificável e, por isso, confirmamos e reafirmamos que é reveladora de falta de seriedade, ética e dignidade política para exercer tal cargo. Repetimos, não lhe resta, pelo respeito ao órgão e à verdade democrática, outra atitude senão demitir-se. E ao PSD não restará outra atitude que não seja a de demitir este seu representante.”

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