Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 04-03-2013

SECÇÃO: Informação

“Estamos perante o maior aumento fiscal da história da democracia portuguesa"

A Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto promoveu, no passado dia 15 de fevereiro, uma conferência dedicada ao tema ‘Orçamento de Estado para 2013 e o aumento de impostos’ que teve como orador convidado o Bastonário da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, professor especialista Dr. Domingues de Azevedo, que falou à numerosa plateia sobre as grandes linhas orientadora do Orçamento do Estado para 2013, assim como dos efeitos do Orçamento na vida dos cidadãos.
“Estamos perante o maior aumento fiscal da história da democracia portuguesa”, garantiu o especialista Dr. Domingues de Azevedo durante a conferência, uma sessão que decorreu no passado dia 15 de fevereiro, no Auditório Municipal Ilídio dos Santos.
No evento marcaram presença os presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal, Engº Joaquim Barreto e Dr. China Pereira, os vereadores Dr. Domingos Machado, Francisco Pereira e Margarida Coutinho, os presidentes das Juntas de Freguesia, as administradoras da Emunibasto Prof. Stela Monteiro e Dra. Fátima Oliveira, a diretora da Régie Cooperativa Basto Vida, Dra. Catarina Ramos, assim como membros da Assembleia Municipal, entre outros convidados e público em geral.
Coube ao presidente da Câmara Municipal apresentar o orador e dar as boas-vindas a todos os presentes. Joaquim Barreto começou por evidenciar os aspetos mais relevantes da carreira profissional de Domingues de Azevedo, pessoa que caracterizou como “homem simples, sem vaidades e com uma grande naturalidade e eficácia. Um homem desprendido e que procura valorizar a classe. Um homem sem complexos políticos”.
Contabilista de profissão, Domingues de Azevedo tem publicados diversos pareceres sobre fiscalidade, acumulando uma vasta experiência nesta área, experiência essa que partilhou na passada sexta-feira com técnicos, autarcas e população em geral.
Na sua intervenção, o professor especialista salientou que “o tema fiscal é cada vez mais permanente na vida das pessoas porque afeta o seu orçamento e a sua qualidade de vida”.
Depois de abordar as grandes linhas orientadoras do Orçamento para 2013, as questões relacionadas com a taxa extraordinária, com as alterações ao IVA e com a exigência de fatura, Domingues de Azevedo falou da urgência do “reequilíbrio das contas públicas” que, na sua opinião está, neste momento, a ser “mal conduzido e mal estruturado”, uma situação que “não tem tanto a ver com a Troika mas mais com orientações políticas”.
Desafiando a plateia a fazer um exercício para saberem quanto vão pagar de IRS no final do ano, o especialista garantiu: “não vai haver um reenquadramento de IRS mas um aumento de IRS”. E lamentou: “estamos a regredir no sistema fiscal de uma forma muito acentuada”.
Considerando “insensato concluir em 3 anos o que levou 40 anos a construir”, o professor especialista afirmou: “não se pode obrigar as pessoas a pagar aquilo que não podem pagar”.
No final, Domingues de Azevedo concluiu que “falta uma estratégia na condução da política económica” em Portugal e que existe uma “excessiva subordinação aos métodos e orientações da Troika”. Para o especialista em fiscalidade, é necessária a “implementação de um calendário político para as tomadas de posições” pois “gerir a crise sem ideias nem soluções é gerar novas crises”.
No encerramento da sessão, o presidente da Assembleia Municipal, Dr. China Pereira, agradeceu a presença de todos, elogiando a “excelente intervenção” do orador convidado.

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