Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 04-03-2013

SECÇÃO: Opinião

Como fugir aos impostos

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IRS, IVA, IMI, IUC e IRC, são aglomerados de letras que a maioria dos cidadãos reconhece, identifica e tenta não se lembrar.
À força de tantas voltas com as finanças dos portugueses, todos sabemos as siglas que nos assustam. Mas o que fazer? As regalias não aumentam, os salários diminuem e há cada vez mais impostos.
Na França o método tem sido óbvio, aqueles para quem as contribuições passaram a ser obrigatoriamente muito mais caras, os milionários simplificaram muito a sua vida futura. Basicamente se não estão bem no seu país porque agora lhes sai mais caro, mudam-se para outro.
Na verdade, comprar uma mansão na Bélgica, e mudar para esse região, a residência é para eles mais barato do que pagar os impostos devidos. O ator Gérard Depardieu tem sido muito falado por não querer perder uma pequena parte da sua fortuna. E não é o único. Resumindo: o discurso mais ou menos generalizado de que a carga fiscal serve para equilibrar o peso carregado entre ricos e pobres não parece fazer qualquer sentido. Nem em França nem em Portugal. Os casos dos portugueses que têm contas bancárias na suíça também são curiosos. Com a ameaça da quebra do sigilo bancário é as novidades faladas para os paraísos fiscais, é fácil ver alguns senhores vestidos de fato feito à medida a mudar a residência e das contas bancárias.
Não há que dar voltas à cabeça. Quer saber como fugir aos impostos? Seja rico, de preferência milionário. As soluções vão aparecer-lhe rapidamente. Como não sou rico nem milionário, sou apenas um pensionista, pago os meus impostos com um aumento brutal de IRS e ainda outro imposto adicional para o subsistema de Saúde que considero uma enorme injustiça.
Estes são as heranças que a Democracia, me deu no dia 25 de Abril de 1974. No dia 24 de Abril, deste mesmo ano, não existiam estas heranças. Neste sentido, não tenho fé na classe política Governativa em Portugal.
Creio mais nos gestores profissionais. E os jovens é que têm que levar isto adiante, aplicando o principio de igualdade com a distribuição de sacrifícios iguais para todos. “ É verdade que somos vítimas de uma fatura económico-social que nos tirou qualidade e dignidade à nossa existência”.

Por: Manuel Sousa

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