Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 11-02-2013

SECÇÃO: Opinião

Poesia é fome com outro nome
Quero Quero

Quero um poema estrangeiro.
Um poema passageiro
do táxi, autocarro, metro, avião, jacto, nave espacial,
na Avenida Orbital.
Quero um poema descalço
com pés assentes no chão.
Um poema de mãos cruas,
tecendo o luar nas ruas.
Um poema de labuta
a lavrar na boca de José, Maria, António.
Um poema com fome,
um poema de fogo,
um poema de luta!

Um poema bem estranho,
a doer sem permissão.
Fugitivo dessa constante locomoção – a vida!
Que apeteça, espreite e ferre.
Um poema que profira ou berre:
sou Poema transitório, marginal de minha morte,
intemporal sem passaporte!
Emanuella Gyesta
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