Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 03-12-2012

SECÇÃO: Desporto

“A SAUDADE DOS MEUS AMIGOS..."

foto
Já lá vão tantos, tantos anos de saudade... pelos meus amigos, que recordo com alguma nostalgia, neste mundo de ingratidão que nos roubou os companheiros de uma viva, vivida alegremente…
Amigos - dizia Frutuoso França, num dos seus fados castiços - são inimigos e mesmo poucos não convém.
Mas, os amigos que tive em Cabeceiras e que já partiram, eram amigos, que jamais esquecerei.
Durante os cerca de dez anos que aqui vivi granjeei muitos e bons amigos.
Amigos,que hoje se procuram nas novas gerações e não se encontram.
Amigos, que faziam jus a esse nome, quando deles precisávamos.
E foram tantos os que já partiram...
Quem não se lembra, à noite na “pensão do meio”, dos fados do senhor Américo Bastos... “ai, ai, ai, ai, olha o cheiro que a rosa tem, uh,uh,uh,”…
Da companhia sempre alegre e brejeira do senhor Aurélio da Caxada... e do senhor Armandinho Mouta, a contar as suas anedotas... das brincadeiras do Elias do Abilinho do Talho e da paternal presença do Toninho do senhor Abílio.
São realmente muitas as saudades desses enormes Cabeceirenses...
Que me desculpe a nossa juventude e eu também tenho filhos, só que hoje tudo é diferente.
Quero aqui, prestar a minha homenagem, aqueles que me consideraram e me tributaram grande amizade:
O Zéquinha de Paredes; o Fernando Ferreira; O Aurélio ( mecânico da Caxada); os irmãos, senhores Hernani e Ilídio de Oliveira; o Armandinho Mouta; o Toninho do Abilinho ( meu patrão inesquecível, que nunca esquecerei ); o senhor Américo Bastos; o professor Benício; o Manuel Barrosão ( que trabalhava no Tribunal); e, os meus queridos, José Maria Martins Pacheco e Manuel do Carmo Carneiro.
Cinquenta e dois anos depois, graças a Deus, que ainda posso ter a felicidade de dialogar com alguns dos ainda vivos, meus amigos desse tempo dos anos sessenta do século passado.

Repito, graças a Deus, que o Valdemar, o Mamede Mendes, o Dr. Júlio Hernani, o Dr. Gaspar Miranda, o Eng.º Joaquim Barreto, o Paulino Ferreira, o senhor Mário Campilho, o António Pacheco, o Néca do Aferidor, o Manuel Neiva, o Zé Manel Marques e, tantos, tantos que a minha já débil memória não quer apagar no tempo e espera continuar a deles puder falar...
A saudade dos meus amigos, vertida num veu de lágrimas, será eterna.
Aos que partiram, a minha eterna saudade e respeito pela sua memória.
Aos que ainda se encontram vivos neste mundo, quero continuar a tê-los como meus grandes amigos, agora e sempre.

Teixeira da Silva

© 2005 Jornal Ecos de Basto - Produzido por ardina.com, um produto da Dom Digital. Comentários sobre o site: webmaster@domdigital.pt.