Arquivo: Edição de 20-10-2012
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SECÇÃO: Cultura |
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Mulheres de Bucos levam arte de trabalhar a lã além-fronteiras Com a inauguração da Casa da Lã, pelo Presidente da República, no passado dia 7 de setembro, as Mulheres de Bucos e o seu trabalho ganharam uma nova dimensão e projeção, sendo hoje visitadas, no concelho de Cabeceiras de Basto, por numeroso público, entre amantes dos artigos em lã, jornalistas e muitos curiosos. Neste fim de semana, mais concretamente no dia 20 de outubro, as Mulheres de Bucos estiveram na Retrosaria Rosa Pomar, na Rua do Loreto, em Lisboa, no âmbito do programa da Festa no Chiado 2012. Na oportunidade, as artesãs cantaram e efetuaram alguns trabalhos em lã, dando a conhecer as suas peças e promovendo a venda das mesmas. No mesmo dia, as mulheres estiveram no Aeroporto de Lisboa, onde deram a conhecer aos turistas o seu engenho através de uma exposição de artigos manufaturados com a etiqueta ‘Novelo de Lã’. Durante a emissão, as Mulheres trabalharam ao vivo, trazendo à memória dos mais antigos e dando a conhecer aos mais novos a arte de transformar a lã. Falaram das suas experiências de vida e dos ensinamentos que lhes foram transmitidos pelas mães e avós e que lhes permitiram a habilidade e o talento para transformar a lã. No programa estiveram também a diretora do Museu das Terras de Basto, Isabel Fernandes e a estilista Helena Cardoso, que tem colaborado com as Mulheres de Bucos na realização de trabalhos originais contemporâneos mas que mantêm a tradição no modo de fazer. Para além dos artigos em exposição, as artesãs mostraram as suas ferramentas de trabalho, ao som das cantigas de outrora.
A Casa da Lã é um dos três núcleos que integra o Museu das Terras de Basto. A funcionar na antiga escola primária de Bucos, a Casa da Lã é hoje o espaço destinado ao convívio de dez mulheres que, por gosto, se reúnem todas as quintas- feiras para se dedicarem à lã – lavar, secar, esguedelhar, cardar, emanelar, fiar, ensarilhar, dobar, encher canelas, tecer e tricotar. Um espaço que nos leva a ‘viajar’ no tempo, de olhos postos no futuro. |
