Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 30-07-2012

SECÇÃO: Informação

‘Lã de Bucos’ deixa marca na Capital Europeia da Cultura

Teatro de Marionetas revela arte de trabalhar a lã
Teatro de Marionetas revela arte de trabalhar a lã
As mulheres de Bucos, Cabeceiras de Basto, foram ‘homenageadas’ durante a exibição do espetáculo ‘Adormecida’ que a Companhia de Teatro e Marionetas de Mandrágora levou ao palco nos dias 20, 21 e 22 de julho, no âmbito da Capital Europeia da Cultura, em Guimarães.
O projeto desenvolvido pelas mulheres de Bucos em torno da lã esteve na base deste espetáculo de marionetas, que resultou de um trabalho de pesquisa sobre o património material e imaterial, com destaque para as vivências de outrora.
Foi na bucólica freguesia de Bucos, onde se respira ruralidade e tradição, que a Companhia de Marionetas de Mandrágora se inspirou para a conceção deste espetáculo que deu a conhecer ao público o trabalho e as vivências em torno da lã, uma atividade em desuso e que a Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, através da Casa da Lã de Bucos, pretende manter viva.
‘Adormecida’ contou a história de duas personagens que vão ao encontro do mundo da lã, dando a conhecer aos espetadores o fruto do contacto com aquelas mulheres fiandeiras, que ensinaram técnicas e revelaram as suas vivências. Uma história que contou as histórias da lã e que cativou a atenção das dezenas de pessoas que se juntaram no Largo Cónego José Maria Gomes, junto à Câmara Municipal de Guimarães.
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Ao evento não faltaram o vereador da Cultura do Município Cabeceirense, Dr. Domingos Machado, o presidente da Junta de Freguesia de Bucos, Fernando Brás, a diretora do Museu das Terras de Basto, Dra. Isabel Fernandes, assim como as mulheres de Bucos que dão corpo e alma a este projeto de revitalização da lã no concelho de Cabeceiras de Basto.
Mostrando-se orgulhoso por ver este projeto na Capital Europeia da Cultura, Domingos Machado deu os parabéns à Companhia de Teatro e Marionetas de Mandrágora por trazer a Guimarães “uma tradição universal que também se vive em Bucos”. E acrescentou: “as memórias vão-se perdendo mas é importante mantermos vivos estes sinais de identidade que nos tornam diferentes e que nos tornam mais ricos”.
Elogiando o “espetáculo belíssimo” protagonizado pela Companhia de Teatro e Marionetas de Mandrágora, Domingos Machado afirmou que “a peça representa muito bem o feminino, a ligação da mulher à natureza e a libertação da natureza”. E por isso, “esta Companhia está de parabéns, sobretudo porque dela faz parte uma jovem com ligações à freguesia de Bucos que trouxe para a Capital Europeia da Cultura uma tradição universal mas que também se vive em Bucos”.
De acordo com o vereador da Cultura, “o trabalho em torno da Casa da Lã tem prosseguido persistentemente. Nota-se hoje no grupo uma forte coesão, uma forte unidade e uma forte ideia de projeto e de futuro e isso vai complementar-se muito bem com um projeto antigo da Câmara Municipal que é a construção já terminada da Casa da Lã, que vai constituir um espaço museológico de preservação de uma memória ligada a um projeto vivo que tem por objetivo ser um projeto autossustentável”.
E rematou: “as mulheres de Bucos não existem só para preservar a lã mas também podem viver deste trabalho que é um trabalho da sua própria terra e com uma forte tradição que não é passado, é presente e é futuro”.
No final, a diretora artística, Filipa Mesquita, agradeceu a presença e a colaboração das mulheres de Bucos, garantindo que foi “um prazer imenso apresentar este trabalho” no âmbito da Capital Europeia da Cultura 2012.

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