Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 28-05-2012

SECÇÃO: Informação

Joaquim Barreto na abertura do 2º Encontro de História Local

Património material e imaterial de Bucos foi motivo de visita
Património material e imaterial de Bucos foi motivo de visita
A Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, através do Museu das Terras de Basto/Núcleo Ferroviário do Arco de Baúlhe, organizou nos passados dias 18 e 19 de maio o ‘2.º Encontro de História Local: Memórias do Território’, uma iniciativa que pretendeu dar a conhecer a história local bem como o património existente.
O presidente da Câmara, Eng.º Joaquim Barreto, participou na sessão de abertura deste segundo encontro, na data em que se celebrou o Dia Internacional dos Museus, no dia 18 de maio.
O 2.º Encontro de História Local promoveu a realização de um conjunto de conferências com especialistas que abordaram o património e a história locais no Núcleo Ferroviário do Arco de Baúlhe, assim como visitas a diversos espaços de interesse público.
Eduardo Pires Oliveira deu "aula" sobre o Mosteiro S. Miguel de Refojos
Eduardo Pires Oliveira deu "aula" sobre o Mosteiro S. Miguel de Refojos
Depois de dar as boas-vindas a todos os participantes, o autarca Joaquim Barreto falou do investimento efetuado na construção de equipamentos municipais, tendo em conta “a vivência das populações, a sua identidade, a sua história e a sua memória”, como são exemplo disso o Museu das Terras de Basto, o Centro Hípico, a Pista de Pesca Desportiva, entre outras estruturas como é o caso da Casa da Lã.
Evidenciando que “em Cabeceiras de Basto há história”, Joaquim Barreto falou à numerosa plateia do rico e vasto património existente, sensibilizando a população, sobretudo os mais novos, para a sua valorização.
“Temos de apostar nos produtos locais e na diferenciação”, enaltecendo a nossa história e as nossas tradições, insistiu o autarca Cabeceirense, afirmando que “uma terra com identidade, com história e com memória tem futuro”.
No final, Joaquim Barreto agradeceu a presença de todos, oradores e plateia, desejando que este 2.º Encontro de História Local seja profícuo.
Dezenas de pessoas marcaram presença no 1º dia das Jornadas
Dezenas de pessoas marcaram presença no 1º dia das Jornadas
Para o vereador da Cultura, Dr. Domingos Machado, “o Encontro de História Local pretende trazer novos olhares sobre o nosso património multidisciplinar”, no fundo “novas perspetivas que nos darão um olhar mais rico sobre o nosso concelho”.
De acordo com o vereador, “a Câmara Municipal interveio na Igreja do Mosteiro de S. Miguel de Refojos, sendo essa a função do Estado”. E atirou: “Se estivermos à espera que o Governo recupere o património, bem podemos esperar sentados”.
“A Câmara Municipal, na pessoa do seu presidente, tem tido uma atenção especial para com o Museu das Terras de Basto e para com o Mosteiro de S. Miguel”, enalteceu o vereador da Cultura, falando da importância da preservação do património.
Na sua intervenção, a diretora do Museu das Terras de Basto, Dra. Isabel Fernandes, fez uma breve apresentação do programa e dos oradores convidados para este encontro das memórias do território, que colocou em destaque temas como as ‘Fontes de informação e estudos locais na Era da Informação desafio e perspetivas’ pelo Prof. Armando Malheiro da Silva; ‘Remontando ao século XII em Terras de Basto: D. Gueda Mendes e o cálice oferecido ao Mosteiro de S. Miguel de Refojos’ pela Dra. Manuela Alcântara; ‘A arte nas terras de Cabeceiras de Basto nos séculos XVII e XVIII’ pelo Dr. Eduardo Pires de Oliveira; ‘A EMEF na reabilitação e restauro de Comboios históricos’ pelo Eng.º Carlos Machado; e a ‘A Festa das Papas em Gondiães: uma tradição que se perpetua’ pela própria diretora do Museu das Terras de Basto.
O dia 19 foi dedicado a uma visita ao património local, com passagem pela Casa da Lã na freguesia de Bucos, um passeio pela mesma aldeia e a visita ao fumeiro de Ana Brás, seguindo-se uma visita ao espigueiro de Carrazedo. Os participantes visitam, ainda, o Mosteiro de S. Miguel de Refojos de Basto, com passagem pela Igreja, Núcleo de Arte Sacra, Claustro, Coro Alto, Ouvidoria e Salão Nobre e ainda a Casa de Pielas, na freguesia de Painzela.
Estas ‘Memórias do Território’ proporcionaram, durante dois dias, um maior conhecimento da região, traduzindo-se numa iniciativa do agrado de todos os participantes, oradores e autarcas. Uma iniciativa que o Museu das Terras de Basto pretende repetir no próximo ano, divulgando diversos temas da história local que sob o olhar de especialistas em diferentes campos científicos ajudam Cabeceiras de Basto a constituir paulatinamente, um corpus de investigação sobre o território onde nos encontramos.

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