Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 07-05-2012

SECÇÃO: Reportagem

Testemunhos:

Os irmãos Rúben (6 anos), Vera (10 anos) e Rodolfo (13 anos), residentes na Cucana – Refojos

“É a segunda vez que vimos a esta festa da lavoura com a nossa avó e o nosso pai. É muito fixe! Gostamos de trabalhar a terra e já estamos habituados porque ajudamos os nossos pais em casa. É bom estarmos todos juntos”.

Joaquim Gonçalves, 80 anos, Ervideiro – Outeiro

“É a segunda vez que venho a esta lavoura comunitária e já trouxe vacas. A nossa tradição é a lavoura e a lavoura é a minha paixão. Com a idade que tenho ainda trabalho a terra pois não há tradição mais bonita do que esta – a agricultura é uma festa”.

José Teixeira, 67 anos, Ervideiro – Outeiro

“A Lavoura é muito bonita e este é já o terceiro ano que venho a esta festa. Sempre trabalhei no campo e gosto muito disto. Fui emigrante em França durante 20 anos, na construção civil, mas desde que regressei a Portugal continuei a trabalhar a terra. Ver aqui a juventude é um cenário bonito”.

Leonor Basto, 17 anos, Outeiro

“É a primeira vez que venho à lavoura e estou a aprender com o Sr. Joaquim Teixeira. O trabalho não é difícil. Difícil é apanhar o jeito. A agricultura é um trabalho saudável. Eu vim com o grupo do Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto para aprender a trabalhar e a manejar as alfaias agrícolas. Com esta experiência vamos poder interpretar melhor as personagens”.

Joaquim Teixeira, Faia

“Já tenho vindo em anos anteriores a esta lavoura e este ano cá estou de novo. Estou a ensinar a Leonor a pegar na enxada. É um trabalho muito bonito”.

Armando Luís e Roberto Moreira, co-diretores artísticos do CTCMCB

O Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto associou-se à Lavoura Tradicional com um grupo de 10 jovens.
“O contacto com o meio rural e com os usos e costumes do antigamente é o nosso grande objetivo com esta participação na lavoura. Pretendemos também fazer a ‘ponte’ entre as gerações. Estas atividades fazem todo o sentido para os jovens e nós sentimos o dever de trazer os jovens para fora das salas de ensaio.
A partir desta nova experiência vamos recriar a realidade com a criação das personagens a partir das aprendizagens que obtivemos. O ritmo de trabalho e as músicas também têm aqui um grande significado.
Esta é a nossa base de trabalho, a pensar nas próximas peças de teatro, como é o caso do espetáculo Terra Batida”.

Agostinho Plácido, Samão - Gondiães

“Costumo vir todos os anos à Lavoura e acho que é uma boa iniciativa e que por isso se deve manter. Este convívio é muito bom para quem sabe trabalhar a terra mas também é muito interessante para os mais novos aprenderem. Acho que os jovens deviam participar mais nestas iniciativas”.

José Mucha, Basto (Santa Senhorinha)

O proprietário trouxe uma junta de gado maronês à Lavoura.
“Acho uma boa iniciativa, bonita, uma tradição antiga. Alguns jovens aparecem mas deviam aparecer mais porque esta iniciativa valoriza a nossa tradição e a Câmara Municipal não deixa cair em desuso os nossos costumes.
É um convívio que junta muita gente e podem sempre contar comigo”.

Fátima Oliveira – administradora da Emunibasto

“Esta iniciativa correu muito bem. Apesar das más condições climatéricas, conseguiu-se cumprir os objetivos. O facto da Lavoura se realizar na Quinta da Portela faz com que o público adira em massa”.

Catarina Ramos – diretora da Basto Vida

“Apesar do S. Pedro não ter sido muito simpático, a iniciativa correu bem e o balanço é muito positivo. O contacto intergeracional é fundamental neste tipo de iniciativas e a partilha de conhecimentos desta tradição é muito genuína. O feedback é muito satisfatório e por isso a Lavoura Tradicional superou as expetativas”.

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