Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 16-04-2012

SECÇÃO: Entrevista

Entrevista

Direitos Reservados - Barreto é pela primeira vez candidato a presidente da Comissão Política Concelhia
Direitos Reservados - Barreto é pela primeira vez candidato a presidente da Comissão Política Concelhia
Joaquim Barreto é candidato a presidente da Comissão Política Concelhia do PS

Com uma vasta experiência política ligada ao Partido Socialista, o atual presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Eng.º Joaquim Barreto, avançou com a sua candidatura à liderança da Comissão Política Concelhia do PS, numa altura em que decorre o período eleitoral no interior do partido que terá o seu término no próximo dia 16 de junho com a eleição dos presidentes e respetivas Comissões Políticas Concelhias.
Serafim China Pereira, o atual presidente da Comissão Política do PS de Cabeceiras de Basto, vai deixar o cargo e o candidato assumido é Joaquim Barreto. A notícia foi avançada, em primeira mão, em entrevista à Rádio Voz de Basto (RVB) e ao jornal Ecos de Basto, no passado dia 13 de abril. Joaquim Barreto justificou a sua decisão, falando da importância do PS em Cabeceiras de Basto e da sua vontade em servir o concelho e os Cabeceirenses.
Joaquim Barreto já exerceu e exerce várias funções nas direções distritais e nacionais do Partido Socialista mas nunca a de Presidente da Comissão Política Concelhia, cargo a que se candidata pela primeira vez.

RVB/EC: Este é de facto um novo processo que inicia na sua vida. Já está na política há muitos anos mas este foi um cargo para o qual nunca se candidatou. O que o leva a apresentar esta candidatura à Comissão Política Concelhia do PS?
Joaquim Barreto: “Efetiva-mente é a primeira vez que eu sou candidato a presidente da Comissão Política Concelhia do PS de Cabeceiras de Basto. Para que se perceba melhor aquilo que eu vou dizer a seguir, é importante que se saiba o seguinte: o PS a nível nacional marcou eleições e as datas para eleger os dirigentes das Federações Distritais e das Comissões Políticas Concelhias, estando desde o dia 2 de abril a decorrer o processo eleitoral.
Assim, e dado que estamos já num período eleitoral eu gostaria de clarificar que ainda estou a exercer a função de presidente da Federação de Braga do PS, cargo que exerço desde 2000, há 12 anos, e não estava ainda no último mandato, pelo que poderia ser de novo candidato. No entanto, depois de uma reflexão profunda, anunciei no dia 24 de março que não voltaria a recandidatar-me a presidente da Federação Distrital. Entendi que era chegada a hora de dar lugar a outros militantes que podiam continuar este processo de abertura, crescimento, implantação e fortalecimento do partido na Distrital de Braga.
Entretanto, e após a minha decisão em 24 de março de não me candidatar a presidente da Federação fui contactado por militantes e simpatizantes de Cabeceiras de Basto no sentido de me sensibilizarem e desafiarem para ser candidato a Presidente da Comissão Política do PS de Cabeceiras de Basto.
Ponderei estes apelos, avaliei as minhas disponibilidades e capacidades para o desempenho de mais esta missão de continuar a servir a minha terra, agora também como presidente da Comissão Política Concelhia do PS. Tive em conta, ainda, o quanto a minha experiência podia ser rentabilizada neste processo crucial e importante para a vida do PS cabeceirense.
Avaliados os prós e contras e após uma conversa com o Dr. China Pereira, que também me manifestou vontade de que me devia candidatar, aceitei como sempre fiz nesta vivência democrática de longos anos de ir a votos dentro do Partido Socialista e ser o candidato a presidente da Comissão Política de Cabeceiras de Basto.

RVB/EC: O Dr. China Pereira mantém-se atualmente neste cargo mas irá abandonar a Comissão Política Concelhia?
Joaquim Barreto: O Dr. China Pereira ainda é o presidente da Comissão Política Concelhia mas, como sabem, no ano passado assumiu a disponibilidade para ser candidato a presidente da Câmara Municipal, tendo o partido, através da Comissão Política, órgão próprio para o efeito, aprovado por larga maioria a sua candidatura àquele cargo.
Assim, e dado que vai estar mais envolvido neste projeto da sua candidatura a presidente de Câmara, fez-me sentir também que era importante que eu participasse com mais responsabilidade e envolvência na atividade do partido em Cabeceiras de Basto.
Apesar do incentivo que me foi lançado pelo Dr. China Pereira, que eu muito respeito, admiro e considero, e por outros militantes e simpatizantes, assumi esta decisão que é pessoal com toda a naturalidade, convicção e por vontade própria. Eu disse sempre que estaria disponível para servir, não tanto pela dimensão e poder dos cargos mas sobretudo pela utilidade que poderia ter ao serviço dos cidadãos.
Ao longo da minha vida, de facto, fui convidado para desempenhar um ou outro cargo no Governo e em outras entidades, mas não aceitei porque entendi que o meu trabalho seria mais útil em Cabeceiras de Basto que a nível nacional. Esta é uma forma de sentir e de viver a minha terra de que gosto e onde me sinto bem.
Na minha vida pessoal, profissional e também na política procuro servir de acordo com as minhas motivações, convicções e capacidades para ser uma mais-valia e útil às comunidades onde estou inserido.
Esta é uma forma séria de estar na vida pública, respondendo e assumindo os compromissos, valorizando a política e a nossa vida enquanto cidadãos.
Um dos reparos e críticas que eu faço àquilo que tem sido a vida política, nomeadamente à posição e à atuação de alguns governantes deste país, é que nas campanhas eleitorais promete-se tudo e quando se chega ao poder esquece-se muito do que se prometeu descredibilizando-se a democracia, a política, os partidos e os políticos.
Daí que haja, neste momento, na população e na sociedade alguma deceção em relação à atividade da política partidária.
A minha postura é a de assumir as funções e os compromissos com seriedade, verdade, realismo, vontade, trabalho, determinação, convicção e de acordo com as minhas capacidades para concretizar as tarefas que me proponho desempenhar.

RVB/EC: Está à espera que apareçam outros candidatos?
Joaquim Barreto: Se aparece-rem outros concorrentes é bom porque significa que o PS tem vitalidade, o que é sua tradição. O Dr. China Pereira, quer como militante, quer como presidente da Comissão Política Concelhia, tem tido ao longo de vários anos um excelente desempenho que foi determinante e importante para o crescimento do PS em Cabeceiras de Basto, contribuindo para que esta Concelhia seja hoje uma das maiores do distrito.
Sinto-me honrado por pertencer à Concelhia Cabeceirense não só pela qualidade dos seus militantes e simpatizantes mas também pelo seu número e pela abertura, participação e envolvimento que o partido teve e tem na sociedade civil.
Não é por acaso que hoje o PS em Cabeceiras de Basto tem uma implantação significativa, transversal a todos os setores, a todas as gerações e a todas as profissões.

RVB/EC: Cabeceiras de Basto foi aquele concelho que conseguiu tirar o poder às forças de direita e mantê-lo ao longo de 18 anos…
Joaquim Barreto: Isso acontece porque a perceção que eu tenho da política e do poder é esta: muitas vezes quando se ganha o poder municipal esquecem-se as origens e o partido. No dia em que eu tomei posse como presidente de Câmara, a 5 de janeiro de 1994, estava um grande dia de Inverno e eu fiz questão de percorrer, a pé, o trajeto da sede do PS até à Câmara, com várias pessoas. Quis com esse gesto simbólico demonstrar que partia da sede do PS porque foi nas suas listas de candidatos que fui eleito presidente de Câmara e que nunca me desligaria do Partido Socialista.
Eu sou o presidente da Câmara de todos os Cabeceirenses mas não esqueço o partido que me apoiou, tive e tenho sempre presente o programa que foi aprovado e sufragado pelos eleitores. O programa que apresentamos aos munícipes vai para além do PS. É um programa para o concelho.
Quando se ganha o poder municipal em alguns locais há uma ilusão de poder e esquece-se o partido. E até há quem diga: quando se ganha o poder municipal fecha-se a sede do partido. E depois têm-se surpresas.
Nunca devemos nem podemos esquecer as nossas origens e a nossa identidade coletiva no pensamento, nos projetos e nas ações que levamos a cabo no dia-a-dia.
Tenho procurado ser o presidente de Câmara de todos os Cabeceirenses mantendo também a ligação ao PS.
Hoje o Partido Socialista tem uma grande implantação no concelho de Cabeceiras de Basto e isso é a consequência do empenho, dedicação, esforço e militância dos seus dirigentes, do presidente da Comissão Política, Dr. China Pereira, e também da articulação que se faz ao nível autárquico (Município e Juntas de Freguesia) procurando que as ideias, os princípios e os valores do PS resultem num trabalho de cooperação e parceria com as instituições locais em prol da nossa terra. Quando assim acontece, é natural que as pessoas admirem os militantes e simpatizantes do PS que servem na Câmara, na Assembleia Municipal, nas Juntas e nas Assembleias de Freguesia. Esta atitude cria aproximação, envolvimento, participação, empatia e consequentemente militância política e partidária. Por isso, hoje, a dimensão do PS em Cabeceiras de Basto é profunda e ativa.

RVB/EC: A sua carreira política tem-lhe proporcionado uma vasta experiência…
Joaquim Barreto: De facto, ao longo da minha vida, exerci vários cargos políticos. Neste momento pertenço à Comissão Política Nacional e tenho estado ligado a todas as direções do partido. Tenho colaborado com todos os Secretários-gerais desde o Dr. Mário Soares até ao Dr. António José Seguro, o que para mim tem sido um privilégio.
Eu encaro a política como uma universidade da vida, onde tenho aprendido muito. A política é uma escola, se ela for assim entendida, assumida e exercida ao serviço dos outros e das causas públicas.

RVB/EC: Tem consciência de que foi o homem do leme do PS em Cabeceiras de Basto ao longo dos últimos anos?
Joaquim Barreto: Eu, com mais 15 cidadãos Cabeceirenses, ajudei a fundar o PS em 1975. Estávamos com pessoas de diferentes gerações, como é o caso do Sr. Domingos Dias Pereira, Armando Duro, Sr. José Ribeiro, António Pacheco, Dr. China Pereira, António Teixeira de Carvalho, Bento Elísio de Azevedo, Vítor Ferreira, entre outros.
Em 1976, nas eleições para a Constituinte, o PS ganhou as eleições a nível nacional mas no nosso concelho foi a terceira força partidária, atrás do PPD/PSD e CDS. Temos vindo, ano após ano, a crescer gradualmente e hoje o PS a nível local é o primeiro partido em Cabeceiras de Basto.

RVB/EC: O facto do Dr. China Pereira ser o candidato à Câmara Municipal em nada influência esta decisão?
Joaquim Barreto: O PS em julho de 2011 votou o Dr. China Pereira como candidato à Câmara Municipal e votou em mim como candidato à Assembleia Municipal. A nova Comissão Política que vier a ser eleita, de acordo com os novos estatutos, terá de ratificar, ou não, essa decisão e eu espero e tenho confiança que venha a ser ratificada.
Eu sou fiel aos meus princípios e à minha palavra e o Dr. China Pereira tem o meu apoio como candidato a presidente de Câmara. O Dr. China Pereira pela sua condição de cidadão, pela sua atividade e competência profissional como médico é uma pessoa reconhecida, respeitada e admirada pelos Cabeceirenses.
Enquanto homem público e com intervenção política, o Dr. China Pereira para além da intensa atividade no partido que tem vindo a desempenhar com elevado sucesso também foi, no passado e durante vários anos, vereador da oposição juntamente comigo e outras pessoas ao poder do PSD na Câmara e Assembleia Municipal. Acresce ainda dizer que em 1994, quando o PS ganhou a Câmara ao PSD, o Dr. China Pereira integrou a lista de candidatos, foi eleito vereador neste mandato e no mandato seguinte de 1997 a 2001 e assumiu a vice-presidência da Câmara. Nas eleições autárquicas de 2005 e 2009 o Dr. China Pereira foi candidato e eleito presidente da Assembleia Municipal, cargo que ainda hoje desempenha. Por tudo o que foi referido, o Dr. China Pereira conhece bem o concelho e os Cabeceirenses também o conhecem e reconhecem como uma pessoa de mérito, de diálogo, de afetos, de entrega, de experiência política acumulada e com competência para servir causas públicas.

RVB/EC: E o programa de ação já está definido?
Joaquim Barreto: Irei apresen-tar uma proposta de ação para o mandato de dois anos que é o que está atualmente previsto nos estatutos, tendo como linhas orientadoras: a afirmação; a valorização; o reforço da identidade e abertura do PS à sociedade civil; o apoio à candidatura do Dr. China Pereira a presidente de Câmara, bem como definir e eleger, em diálogo com os militantes e simpatizantes do partido, os candidatos aos restantes órgãos municipais e aos órgãos autárquicos das freguesias (Juntas e Assembleias), processo que deverá ficar encerrado até final do primeiro trimestre de 2013.
Considero que a minha experiência de 12 anos como presidente da Federação Distrital de Braga tem resultados políticos positivos, não só no crescimento do partido mas também na implantação maioritária nas autarquias no distrito.
Em 2000, quando iniciei funções, tínhamos 5.487 militantes e hoje a Distrital de Braga tem 17.827 militantes, o que significa que aumentou 225% e é isso que eu tenho procurado transmitir aos presidentes das Concelhias. É necessário continuar a abrir o partido à sociedade, trazer gente e fortalecer o partido. É preciso que as pessoas vejam que dentro dos partidos há boas práticas. Estar nos partidos é uma forma de defender a sociedade e todos devem envolver-se na vida pública. Eu tenho admiração por quem está identificado com a atividade partidária pois a política tem que ser algo que se assume e se exerce com verdade, espírito de missão, seriedade, transparência, responsabilidade e respeito por aqueles que nos confiam o seu voto.
Se houver uma boa convivência partidária nós estamos a qualificar e a valorizar a democracia e foi para isso que se fez o 25 de Abril.
Mas há uma outra coisa que eu quero aqui salientar como orientação política. Para além da abertura à sociedade, há necessidade de se fazer uma transição geracional e essa transição faz-se com a experiência acumulada, procurando inovar e fazer essa renovação de uma forma sustentada, com os princípios elementares da liberdade, da participação, da solidariedade e do espírito de servir no coletivo pondo sempre em primeiro lugar o público. Esta é também uma das matrizes orientadoras daquilo que será a minha atitude enquanto candidato à Comissão Política Concelhia do PS.

RVB/EC: Tem noção de que a sua candidatura impede que outros que pudessem ter aspirações de chegar mais longe o consigam fazer?
Joaquim Barreto: Eu não quero impedir nem limitar ninguém. Os militantes são livres de apresentar as suas candidaturas e isso é a convivência democrática. Desde que essa convivência seja para fortalecer e para afirmar e credibilizar o partido é bem-vinda e desejada.
Como em tudo na vida, na política também há regras. Só depois de se ir a votos é que se consegue saber se os candidatos são fortes e vencedores.

RVB/EC: Muita gente vai dizendo que o PS devia ter outro candidato que era o Dr. Jorge Machado mas a opção foi pelo Dr. China Pereira e a partir do momento em que Joaquim Barreto é candidato à Concelhia mantém essa decisão. A Concelhia vai segurar o Dr. China Pereira?
Joaquim Barreto: Eu acho que as coisas não estão a ser bem interpretadas. Quem vota não é só o presidente da Comissão Política Concelhia. Quem vota e escolhe os candidatos a presidente de Câmara é a Comissão Política e podem ser também os militantes. A atual Comissão Política de Cabeceiras de Basto tem 51 elementos e o presidente tem apenas um voto. Em julho de 2011, na reunião da Comissão Política do Partido Socialista, apresentaram-se dois candidatos a presidente de Câmara, tendo um obtido 32 votos e o outro 16. As pessoas, democraticamente e por voto secreto, votaram e decidiram o candidato do PS à Câmara Municipal e isso é sinal de vitalidade e de democracia interna no partido.
De acordo com os novos estatutos quem vai confirmar o candidato a presidente de Câmara pelo PS será a Comissão Política ou até poderão ser os militantes, no caso de haver mais que um candidato a presidente de Câmara, uma vez que os estatutos agora aprovados permitem as eleições diretas.
Qualquer cidadão que reúna, cumulativamente, determinadas condições estatutárias pode entregar ao presidente da Comissão Política a sua candidatura a presidente da Câmara. Se isso acontecer, e havendo mais que um candidato a presidente de Câmara, os militantes do partido serão chamados a votar e a escolher.

RVB/EC: Aquilo que perce-bemos desta sua candidatura é que Joaquim Barreto mantém a aposta no Dr. China Pereira?
Joaquim Barreto: É a minha opinião e eu respeito todas as outras opiniões. Este anúncio de candidatura é uma candidatura de inclusão de todos aqueles que são úteis e que podem servir o partido e o concelho de Cabeceiras de Basto e não de exclusão de ninguém.
Em 2000 quando eu fui candidato à Federação Distrital de Braga, havia duas ou três candidaturas. Havia desunião mas eu hoje posso dizer, com satisfação e regozijo, que na Distrital não há unanimismo mas há unidade na diversidade.
O PS tem oito Câmaras em 14, sendo que uma é independente. O PS em Braga está hoje muito mais fortalecido e é reconfortante verificar que todas as Concelhias estão empenhadas num trabalho político-partidário muito ativo. Há pontos de vista diferentes no pensamento e na ação mas conseguimos, através dos debates, consensualizar posições e por em prática as estratégias que melhor servem os interesses das pessoas.
Quando em outubro de 2000 fui eleito, não tinha previsto chegar a 2012 como presidente da Distrital. Na altura, o título da Moção que eu levei ao Congresso intitulava-se ‘Consenso e coesão para fortalecer a Federação’ e eu penso que consegui esse consenso e essa coesão e considero que fortalecemos a Federação e o PS no Distrito de Braga. Hoje o PS tem uma força assumida, autêntica e verdadeira.

RVB/EC: Os militantes é que vão votar. O que é que lhes gostaria de dizer?
Joaquim Barreto: Que conti-nuem a ter uma militância ativa e aprofundem os seus conhecimentos sobre a vida interna do Partido Socialista e que regularizem a sua situação, através da normalização das quotas.
O saber e estar esclarecido é muito importante para a atividade partidária. O 25 de Abril fez-se com convicções e com boa informação.
Os militantes devem continuar atentos, ativos e participantes.

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