Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 06-02-2012

SECÇÃO: Informação

Câmara Municipal reage a comunicado do PSD
"Temos um plano ambicioso mas responsável para cumprir em 2012"

Na sequência de um comunicado do PSD local sobre as Grandes Opções do Plano e Orçamento da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, no qual esta força política de oposição a Joaquim Barreto acusa o PS de gastar, aumentar a despesa com parques e jardins, com arruamentos e viação rural, entre outros, bem como de aumentar as taxas e licenças, o jornal Ecos de Basto procurou saber junto da autarquia se essas acusações tinham algum fundamento.
Do gabinete de comunicação da autarquia recebemos a informação de que a Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto prevê, no corrente ano, uma redução das despesas correntes (pessoal, combustíveis, energia, artigos de escritório, entre outros) de 600 mil euros, ou seja, menos 6,7% do que em 2011, e uma poupança com aquisição de bens e serviços no valor global de 654 mil euros, o que contraria aquele comunicado.
Sobre o investimento, a nossa fonte informou que a Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto tem tido uma grande preocupação em aproveitar bem todas as oportunidades de financiamento, nomeadamente através dos fundos comunitários da União Europeia para levar a efeito obras e iniciativas de promoção do desenvolvimento, sejam elas no setor das estradas, dos equipamentos, dos edifícios, das infraestruturas básicas, entre outras. E dão como exemplo as obras inscritas no plano para o ano 2012 como a construção do Centro Escolar, junto aos Serviços Florestais, a construção da Casa da Lã, a construção de infraestruturas de saneamento no lugar do Outeirinho e na EN 311 entre os lugares de Água Redonda e o Pinheiro, na freguesia de Refojos, em Vila Nune, no Arco de Baúlhe, em Cavez e em Pedraça. Ainda a recuperação das casas dos caseiros do Mosteiro, a construção das variantes entre Lamas e a Sobreira e entre Lameiros e Barbeito e Capitães de Abril, a construção da estrada da Cachada a Vinha de Mouros, a construção da ecopista, a quinta pedagógica, a criação do parque urbano na vila de Cabeceiras de Basto, entre outras. E acrescenta aquele Gabinete que o Orçamento contempla ainda um conjunto de investimentos que aguardam aprovação das respetivas candidaturas.
A Câmara Municipal refere que, apesar da enorme quantidade de realizações, obras e iniciativas que ao longo dos últimos dezoito anos tem desenvolvido e concretizado, a dívida municipal está sob controlo, prevendo que em 2011 a mesma seja inferior à de 2010. E acrescenta que, se a dívida municipal fosse neste ano de 2011 idêntica à que encontrou em 1993, o Município poderia ter hoje o dobro da dívida que tinha nesse ano.
Sobre a acusação do aumento das despesas de investimento com algumas rúbricas, a Câmara Municipal informa que essas despesas se referem às obras já mencionadas e a outras que estão inscritas no Orçamento, e não qualquer despesa corrente como o PSD quer fazer crer.
Da acusação de aumento de taxas e licenças a Câmara Municipal diz que esse aumento fica a dever-se ao crescente número de contratos de abastecimento de água, saneamento e resíduos sólidos, previstos para 2012, portanto mais consumidores servidos, mas também à aplicação da Lei das Finanças Locais que determina que os preços da prestação do serviço público não devem ser inferiores aos custos suportados com os mesmos e que a sua atualização teve em conta o índice de preços ao consumidor publicado pelo Instituto Nacional de Estatística tal como está definido nessa Lei.
A Câmara Municipal afirma que o Plano para 2012 é “ambicioso mas responsável”.

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