Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 19-12-2011

SECÇÃO: Informação

Aldeias de Portugal são instrumento de desenvolvimento local

Encontro decorreu no Auditório do Centro Hípico
Encontro decorreu no Auditório do Centro Hípico
Joaquim Barreto associou-se ao Encontro do Clube Aldeias de Portugal

O presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Eng.º Joaquim Barreto, participou no dia 29 de Novembro, na abertura do primeiro Encontro do Clube Aldeias de Portugal promovido pela Associação de Desenvolvimento Rural de Basto (Probasto) e pela Associação do Turismo de Aldeia.
O evento decorreu no Auditório Municipal do Centro Hípico de Cabeceiras de Basto, onde estiveram reunidas várias individualidades ligadas ao sector do Turismo.
Para além do presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto e presidente da direcção da Probasto, Eng.º Joaquim Barreto, marcaram presença na sessão de abertura o Director Regional Adjunto da Agricultura e Pescas do Norte, Eng.º António Graça, o presidente da Associação de Desenvolvimento Rural Integrado do Lima (ADRIL), Francisco Calheiros, e a presidente da direcção da Associação do Turismo de Aldeia (ATA), Ana Paula Xavier.
Na sua intervenção, o presidente da edilidade Cabeceirense falou da preocupação com a desertificação das aldeias, que têm sido “esquecidas pelos consecutivos Governos que lhes têm tirado alguns serviços públicos nas sedes dos concelhos onde se integram”, serviços públicos esses que são os responsáveis pela atracção de população.
“As aldeias são símbolos da identidade de Portugal, de vivência social e solidariedade” e por isso “é importante afirmar, desenvolver e potenciar esta marca das Aldeias de Portugal como instrumento de desenvolvimento económico, social e cultural local”, salientou Joaquim Barreto, colocando em evidência o valor arquitectónico das aldeias construídas nas planícies e nas encostas das Terras de Basto.
“Temos de mostrar que as aldeias existem e que são essenciais para o desenvolvimento de Portugal”, sublinhou o autarca.
Por seu turno, o Director Regional Adjunto da Agricultura e Pescas do Norte destacou que “quando falamos em desenvolvimento rural temos de reconhecer o mérito às associações de desenvolvimento rural, que têm desenvolvido um trabalho notável ao nível das aldeias de Portugal”.
Depois de felicitar o presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto pelo trabalho que tem feito em prol do turismo em meio rural, o presidente da ADRIL falou do projecto das Aldeias de Portugal e da cooperação em rede, que se assume como um motor do desenvolvimento rural.
“O projecto das Aldeias de Portugal pretende fomentar as potencialidades das aldeias, combatendo a desertificação e o êxodo rural e ao mesmo tempo proporcionando uma maior qualidade de vida às populações”, explicou Francisco Calheiros, revelando que os horizontes das Aldeias de Portugal passam pela internacionalização, através da rede europeia designada Aldeias de Tradição.
Para a presidente da direcção da Associação do Turismo de Aldeia (ATA), Ana Paula Xavier, “o apoio aos grupos rurais significa um apoio e um incentivo ao desenvolvimento”.
O primeiro painel, subjugado ao tema ‘Turismo de Aldeia como Potencial de Dinamização Económica dos Núcleos Rurais’, abordou os projectos das Aldeias de Portugal, das Aldeias do Xisto e das Aldeias Históricas.
O projecto Aldeias de Portugal “é um grande desafio que nasceu como perspectiva de criar um produto, dando vida e auto-sustentabilidade” às povoações. A este propósito, destaque para a “acção concertada” de actuação das associações de desenvolvimento local.
O segundo painel do Encontro do Clube Aldeias de Portugal, intitulado ‘Desenvolver e Dinamizar: Exemplos de Boas Práticas’, colocou em evidência os testemunhos de actores locais, designadamente da Aldeia de Branda d’Aveleira, Aldeia de Quintandona, Aldeia de Picote e Aldeia de Mezio.
No encerramento da iniciativa, a presidente da direcção da ATA concluiu “que o Clube Aldeias de Portugal tem que crescer tendo em conta a parceria local e que é necessário fomentar o trabalho em rede em colaboração com a população”.
“O saber comunicar a identidade da marca Aldeias de Portugal” é, de acordo com Ana Paula Xavier, o desafio que se coloca à ATA no futuro.
Para o autarca e presidente da direcção da Probasto, “as aldeias não podem ser vistas como algo sem valor mas, antes, como marcas distintivas de Portugal”.
Criticando os Governos que não souberam olhar devidamente para as aldeias e para as suas mais-valias, Joaquim Barreto insistiu que “as aldeias representam um sector vital e fundamental, que urge desenvolver”.
“Lamento que o interior de Portugal continue a ser esquecido e abandonado, o que muito tem contribuído para a crescente desertificação”, afirmou Joaquim Barreto, perguntando: “para onde é que nós caminhamos? Como vamos executar o PRODER se nos criam tantas dificuldades?”
Referindo-se à organização política, juntas de freguesia e seus presidentes, Joaquim Barreto finalizou, afirmando que “uma aldeia só tem vida se tiver alguém que a represente”.

Associação de Turismo
de Aldeia

A Associação de Turismo de Aldeia (ATA) é uma associação, sem fins lucrativos, de âmbito nacional, que tem como missão a promoção do turismo de aldeias rurais ímpares e a revitalização do mundo rural, através da defesa da preservação das tradições, do património arquitectónico, ambiental e cultural, uma vez que constituem os bens e serviços de qualidade excepcional destes locais.
O Clube Aldeias de Portugal pretende representar todos os agentes de desenvolvimento das Aldeias de Portugal, quer os que nelas estão sedeados ou residem, quer os que embora fora destes territórios, contribuem para a sua promoção e valorização.
O clube foi criado dentro da ATA com o objectivo de integrar todas as pessoas singulares e colectivas que se definem como Parceiros das Aldeia de Portugal, por comungarem dos objectivos da ATA e intervirem dum modo activo nos processos de desenvolvimento, promoção e valorização das aldeias.
A rede de Aldeias de Portugal é actualmente constituída por 46 aldeias do Entre-Douro-e-Minho e Trás-os-Montes já classificadas, encontrando-se mais 33 candidaturas em fase de classificação.
Nas Terras de Basto já estão classificadas as Aldeias de Busteliberne (Cabeceiras de Basto), Castelo (Celorico de Basto), Travassos (Mondim de Basto) e Agunchos (Ribeira de Pena), estando em vias de classificação as aldeias de Moimenta (Cabeceiras de Basto), Pereira (Celorico de Basto), Bobal (Mondim de Basto) e Santo Aleixo d’Além Tâmega (Ribeira de Pena).

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