Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 19-12-2011

SECÇÃO: Opinião

A SAUDADE

Ia triste um velhinho pela estrada:
Seus olhos não tinham brilho nem chama.
Já sem força para subir a montanha,
Que sempre subiu, sem lhe custar nada!

Foi lá que nasceu, era lá sua morada:
Onde viveu sem catre, nem cama.
Tinha emigrado fugindo da lama,
Porém, a saudade trouxe-o á terra amada.

Experimentou subir, até lá ao cimo:
Ainda encontrou o mesmo caminho
Que o levava ao casebre, o seu porto.

Coisa singular! Começou a subida
Caiu, rolou com a cabeça partida,
Olhou a sua montanha e caiu morto.

Jaime de Sousa e Silva

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