Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 03-10-2011

SECÇÃO: Recordar é viver

CAVAQUINHOS DA RAPOSEIRA NO SEU MELHOR

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Na Romaria Minhota em Lisboa

Foi no dia 18 de Setembro, que os Cavaquinhos da Raposeira foram até à capital do País, para integrar mais uma vez, como já é habitual, uma romaria, desta vez dedicada à Região do Minho. O convite veio através do nosso amigo e, conterrâneo, Amadeu Rossas, conjuntamente com o Paulo Duque, ambos membros da Casa do Minho. Graças ao apoio que a Câmara de Cabeceiras atribuiu, conjuntamente com a Casa do Minho foi possível aos Cavaquinhos irem representar Cabeceiras de Basto.
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Lá fomos animados e, certos de que iríamos contribuir para mostrar aos Lisboetas que, nos receberam tão bem, as nossas tradições através das músicas cantadas e tocadas com instrumentos populares como os cavaquinhos, bandolim, violas, pandeiretas, tambor e concertinas. Pelo entusiasmo dos assistentes, verifiquei que conseguimos os objectivos. Era animar os cabeceirenses a viverem em Lisboa. Dar uma pequena amostra daquilo que o povo do Minho é capaz! Ser alegre e bem disposto e sempre pronto a dar um pezinho de dança. Assim a ocasião se proporcione.
Antes de cumprirmos o programa estabelecido que, integrava uma missa campal, procissão solene com os andores de Nossa Senhora do Minho e Santiago, a participação dos grupos na referida, fomos recebidos na Casa do Minho que fica um pouco distante do Jardim Vasco da Gama, pelos nosso conterrâneo amigo Amadeu Rossas que, nos vai acompanhando através do jornal, do Paulo Duque, também responsável pela Casa do Minho e que, se me não falha a memória ouvi dizer que era de Vila Nova de Cerveira (se não for peço desculpa) e, vai mantendo algum contacto comigo de vez em quando através de e-mail.
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Como atrás referi, o Amadeu recebeu os conterrâneos com todo o carinho. Participamos no almoço com outros grupos entre os quais um Rancho de Arco de Valdevez e, o rancho da Casa. Lá na sala de convívio, onde nos foi servido o almoço, tive uma grata surpresa ao dar de caras com uma cabeceirense, melhor dizendo uma filha de Painzela, a Maria Fernanda, filha da senhora Teresa Oliveira Castro (falecida) que por sua vez era irmã da esposa do senhor Mamede da Praça da República e outra senhora de Cavez (dos Mafaldas ?), outra senhora já com uma certa idade talvez setenta e seis anos mais ou menos, a senhora Erminda Celeste Lourenço que é originária do lugar das Carvalhas, da freguesia de Refojos que, ainda hoje, pertence ao Rancho da Casa do Minho. É uma senhora toda alegre e bem disposta e que, os Cavaquinhos e os da Casa do Minho lhe prestaram uma justa homenagem.
Foi uma tarde inesquecível! Os Cavaquinhos assistiram à missa campal, integraram a procissão solene trajados à moda da nossa terra conjuntamente com os outros grupos. Para o público que se encontrava nos passeios a assistir, nomeadamente os estrangeiros que, se fartaram de tirar fotografias foi uma animação. Embora me tivesse custado ir tantas horas de camioneta devido aos problemas da minha coluna, perante o entusiasmo e a emoção do reencontro com a minha família do lado da minha saudosa mãe, dos amigos e vizinhos que foram nascidos e criados na nossa Raposeira, com os assinantes do Ecos de Basto que se encontravam lá no Jardim Vasco da Gama. Também da Casa do Minho esteve lá o nosso assinante e amigo de Alvite, o Doutor Luís Vaz, que foi meu colega no Colégio de S. Miguel de Refojos.
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Foi ao Paulo Duque, ao Amadeu Rossas e ao Dr Luís Vaz que, entregamos as lembranças e os cumprimentos que o senhor Presidente da Câmara, Engº Joaquim Barreto lhes endereçou em especial ao amigo Luís Vaz.
Os Cavaquinhos também receberam e, ao Jornal Ecos de Basto foram oferecidos dois livros sobre a história da Casa do Minho. Aproveito aqui para lhe mandar os agradecimentos dos responsáveis do Ecos de Basto pela oferta.
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Adorei ver a minha primas e primos e os amigos chegados e os conhecidos mas, emoção grande de fazer chorar lágrimas foi quando reencontrei o Artur Machado da “Jóia” passados seguramente quase trinta anos. Veio ele, os irmãos, as suas respectivas esposas e dois sobrinhos. Vi eu e viram os Cavaquinhos que, para eles nós representávamos o querido lugar da sua meninice, onde se fizeram homens e mulheres “lindíssimos” com uma educação muito régia dada pelos seus pais, em especial a senhora Adelina Marques conhecida pela “Jóia” que não tolerava faltas de respeito a ninguém e muitíssimo menos aos seus filhos para com os de fora. Hoje a nossa “Jóiinha, Mãe” a senhora Adelina tem uns lindos noventa e cinco anos graças a Deus. Tem ainda os seus doze filhos vivos. Boa raça de gente! Foi realmente com muita alegria que vi chegar junto de nós parte da prole do David Machado (grande artista de trabalhos de pedra – cantaria) e da sua Adelina. Muitos outros reconheci mas, como deveis compreender a minha página do jornal não chegaria para relatar tudo quanto vivemos nesse memorável dia de 18 de Setembro de 2011.
Esse dia não tira outra vez de nos encontrarmos. Quem sabe, não será aqui em Cabeceiras de Basto e no S. Pedro da Raposeira?
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Quero aqui agradecer em meu nome e do Grupo de Cavaquinhos da Raposeira à Casa do Minho que, com o apoio da nossa Autarquia, nos proporcionaram uma tarde agradável e onde nós retribuímos mostrando o que de melhor sabemos fazer.
Um obrigada às senhoras de Cabeceiras de Basto que colaboraram no almoço com que nos brindaram. Ao Jaime da “Jóia” e ao Aloísio Ramos “do Mero” e à sua esposa agradecemos também os pastéis de Belém que tão simpaticamente nos ofereceram. Gostei de os ver lá.
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Esperando não os ter desiludido, um até breve se Deus quiser.
fernandacarneiro52@hotmail.com
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Por: Fernanda Carneiro

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