Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 03-10-2011

SECÇÃO: Opinião

MELANCOLIA

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Sou um batel perdido
Num mar em constante arfar
Que navega sem sentido
Noite e dia a baloiçar
Já perdi o cais da vida
O destino é naufragar

Na linha do horizonte
Onde o sol se vai por
É como a água da fonte
Quando fresca mata a sede
Mas nunca nos mata a dor
Que surge sem que se conte

Ando ao sabor das marés
Já não há porto de abrigo
Que eu corra de lés a lés
Porque a vida ao esfumar-se
Se transformou em castigo
Da caminhada ao invés

Subi ao mastro da vida
Lá em cima fui gajeiro
Vi tanta gente sofrida
Foi o meu sentir primeiro
Que ao destino ninguém foge
É o acto derradeiro

Por: Alexandre Teixeira

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