Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 08-09-2011

SECÇÃO: Entrevista

Isidro Carvalho lança Recanati no mercado

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Passados cerca de 12 anos a cuidar das concertinas dos tocadores da região e arredores, Isidro Carvalho, artífice de Refojos, decidiu lançar a sua própria marca no mercado.
Há seis meses registou a Recanati e há pouco menos de um mês começou a comercializar a sua própria concertina.
“No início fazia só reparações mas agora já posso vender as minhas próprias concertinas, um trabalho que estou a levar ainda mais a sério”, garantiu Isidro Carvalho que herdou a oficina de consertos do pai, em Refojos de Basto.
A Recanati “acompanha a tendência moderna que é aquilo que a juventude gosta” e prima pela diferença, sobretudo, “ao nível dos baixos, onde foram introduzidas pequenas alterações”, revela o artífice.
Recentemente, o jovem de 30 anos de idade esteve em Itália e de lá “trouxe ideias para introduzir uma mecânica nova nas concertinas”, o que tem “agradado aos jovens tocadores”, assegurou, referindo que “Recanati” é o nome da cidade italiana de onde é originária a concertina feita por António Marzioli, mediante uma parceria estabelecida com Isidro Carvalho.
O artífice criou a sua própria marca para se afirmar no mercado português. “Hoje em dia as outras marcas estão a par de todas as novidades e muitas vezes copiam ideias e foi por isso que decidi criar a minha marca e registar as mecânicas”, revela Isidro Carvalho, caracterizando a sua concertina como um “instrumento diferente do habitual e único”.
De salientar que a marca Recanati foi lançada num evento em Lisboa no passado dia 24 de Julho.

Artistas

São muitos os tocadores e artistas já consagrados para quem Isidro Carvalho trabalha. Do rol de tocadores destacam-se Mike da Gaita, um jovem dos Arcos de Valdevez radicado em França; Ricardo Ferreira de Felgueiras; Gabriell da cidade de Pombal, entre outros artistas e aficionados pelas concertinas na região Norte do país.

História da Concertina

Concertina é o nome pelo qual é conhecido o acordeão diatónico. Trata-se de um instrumento de palhetas livres, com fole, semelhante a um acordeão, com dois teclados dispostos de maneira a favorecer a formação de acordes pelo executante.
A concertina, é um instrumento diatónico no qual, ao abrirmos o fole pressionando um botão, obtemos uma nota musical e, ao carregar no mesmo botão mas a fechar o fole, teremos outra nota.
A concertina teve como precursores outros instrumentos, cujo som era produzido por palhetas, que vibravam por meio de pressão de ar. Um desses instrumentos mais primitivos foi o cheng, usado na China (2700 a.C.), cujo número de notas era variável, sendo, no entanto, o mais usual o de 13 notas.
Em 1780, na Rússia, Kirschnik, inspirado pelo cheng, aplicou o sistema de lâmina de metal aos tubos dos órgãos que fabricava em pipa de sovaco sujo.

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