Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 15-08-2011

SECÇÃO: Opinião

Correio do Leitor

Ex.ma Senhora Dona Benvinda T. Magalhães:

Professora: como sempre vos tenho dito, quando recebo o nosso Jornal Ecos de Basto é com alegria que o acolho e o leio de ponta, vendo principalmente quem morreu, para ver se encontro alguém conhecido, para pelo menos, já que não posso fazer outra coisa, dar os sentidos pêsames à família e pedir a Deus que é amor, receba o seu espírito nos seus braços, porque a alma que havia no seu corpo, ficou cá. A alma é o sangue do corpo.
Ora, no Céu, não entra carne nem sangue, porque o Céu é Espiritual. Deus é Espírito, Jesus é Espírito e assim por aí adiante. Quando orardes, não oreis pela alma mas pelo espírito. Esta introdução, não tem nada com o que vos queria dizer, porque o que quero é referir-me à segunda página de o Ecos, que tem o Nº387 que vale meio Jornal, para mim.
Quero dizer que tendes bons colaboradores, ou antes: que são excelentes. Em primeiro lugar quero referir-me ao Senhor José Costa Oliveira em Vantagens comparativas. Estas que acabamos de ler têm o Nº 142. Para já este homem de Cultura, conhecemo-lo em rapazinho, quando íamos ao moleiro da Ponte-Nova, à Trancada ou Abadim, levar algum fato a algum freguês a mando do meu mestre. Era filho do moleiro do Banido. Fez-se homem, estudou hoje é um intelectual! Nós fizemos exame de quarta classe e, ficamos por aí. Ele teve um pai e uma mãe, nós nem uma coisa nem outra, vivemos com uma Santa avozinha, que tinha sido rica, porém, o marido gastou-lhe tudo e, morreu pobrezinha. Não tenho raiva nenhuma aqueles que subiram, tenho é pena daqueles que ficaram pelo caminho como nós, que tínhamos faculdades para crescer, não para fazer pouco de ninguém, mas para fazer bem a muitos. Deus quis assim estou conformado.
Leiam Vantagens Comparativas, se querem em cada nº do vosso Jornal Ecos de Basto aprender alguma coisa, é olhar e ler o que nos diz o Senhor José Costa Oliveira que nos ensina como vai a Politica na Europa e no mundo, onde Portugal é um daqueles que se afundou, porque com um Ministro das Finanças a ver como o país se afundava e a dizer sempre que estava tudo bem!..
Porém, não foi culpa de um só infelizmente, mas de muitos. Examinando a nossa história, desde D. Afonso Henriques até D. Carlos I poucos desses Reis se aproveitaram, e, então desde a Proclamação da Republica, foi ainda pior. Achamos que Portugal só governando em Ditadura.
É pena que só alguns vivam e outras morram de fome.
Vejam, ou antes, leiam o que vem na segunda página do nosso Jornal no Nº 387, Presente com Futuro? Da nossa conterrânea, Senhora Dona Fernanda Leitão, que quase tenho certeza que pertence ao já ido, Armindo padeiro.
Leia-se o que esta Senhora em Presente e Futuro… Como? Ela sente a vida dos portugueses! Que presente? Que futuro? Bravo Dona Fernanda Leitão! Leio sempre os seus Artiguinhos onde em pouco diz muito. É preciso é entender o que lhe vai nessa cabeça!
Deita cá para o que tem na cabeça, mas também no coração, aliás que é o que costuma fazer.
Logo ao lado do Artigo da Dona Fernanda, vem o da Dona Dina Faia, a historia do “Lenhador e a Raposa”.
A história é muito bonita, mas também macabra, mas também muito bem contada, parecida com a dos cães, que se deitou encima da cova do dono e ali morreu, porque o dono nunca mais voltou.
Porém, a raposa é um animal selvagem, nós também nascemos selvagens! A raposa o lobo ou outros, se forem bem criados e educados, tornar-se hão meigos e fieis, como aconteceu com a raposinha!
A história, tem algo mais, se ler-mos nas entre-linhas. Os alaridos dos vizinhos, tinham dado meia volta à cabeça.

Do dono, a outra meia, foi ter agido sem tonsura! Porque se a bela raposinha tivesse feito mal ao menino, certamente que tinha fugido a sete pés, pois a raposa não é tida como tola, mas não! Ela não estava na soleira da porta do dono, talvez, para lhe dar um afago de um obrigado, não da guilhotina.
O horizonte é largo, mas o olho humano é estreito! Muito obrigado Sr. José Costa Oliveira, Dona Fernanda Leitão, quem sabe se o meu condiscípulo Arlindo Pinto Leitão, fora o seu pai ou avô, ou até irmão, ou mesmo tio. Parabéns Dona Dina Faia, pela lição que nos dá, com a boa historia da raposinha e o Lenhador. O presente e o Futuro de Dona Fernanda Leitão. Mas belo, belo, é o Artigo de “Vantagens Comparativas”, de José Costa Oliveira.
A todos muito Obrigado.

Ex.ma Senhora Dona Benvinda:

Professora: Já há bastante tempo que não tinha o ensejo de vos pedir nada. Envio-vos esta, carta para vos desejar a vós e, todos os seus familiares que gozem de boa saúde, amor paz, alegria e a graça de Deus.
Sou o V. Conterrâneo e assinante:
Jaime de Sousa e Silva.
Se esta carta tiver aceitamento e lugar num cantinho do nosso Jornal O ecos da minha terra, agradeço. Como sempre não me zango por isso.
P.S O nosso Autarca não devia estar em Cabeceiras, mas na Assembleia da Republica como primeiro Ministro, é grande demais para essa terra.

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