Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 15-08-2011

SECÇÃO: Opinião

Vamos ligar 112

O 112 é o número europeu de emergência usado em várias situações como, doença súbita, acidentes, incêndios, assaltos e outras. Pela constatação das chamadas recebidas na nossa Central de Comunicações, facilmente constatamos, que em Cabeceiras de Basto a utilização do número 112 encontra-se abaixo do que acontece em outras áreas do país, ao contrário do que seria desejável. Assim a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Cabeceirenses decidiu divulgar este artigo de modo a apelar – “Vamos ligar 112”.
Quando se liga 112 a chamada vai inicialmente para uma central de emergência da PSP, ou da GNR em determinados locais, onde é efectuada uma primeira triagem da situação. As chamadas que à área da saúde dizem respeito são então encaminhadas para o CODU (Centro de orientação de doentes urgentes) do INEM, onde um grupo de profissionais, médicos e técnicos irão receber as chamadas. Compete ao CODU atender e avaliar os pedidos de socorro no mais curto espaço de tempo possível, com o objectivo de determinar os recursos necessários e adequados a cada caso em particular.
Deve-se aqui salientar a importância da triagem, no sentido de direccionar o meio mais adequado, porque esta decisão irá depender da situação clínica da vítima, da proximidade do local de ocorrência e da acessibilidade deste mesmo local.
Aquando de uma chamada para o 112 o CODU pode accionar meios de socorro de suporte básico (SBV), intermédio (SIV) e avançado de vida (SAV). Nos meios de suporte básico de vida existem as ambulâncias SBV do INEM, dos Bombeiros e demais entidades. Nos meios de suporte intermédio temos as ambulâncias SIV do INEM (como a de cabeceiras de basto). Nos meios de suporte avançado de vida temos os carros médicos (VMER – Viatura médica de emergência e reanimação) e os helicópteros do INEM.
Quando estamos perante uma situação de acidente ou doença súbita, ligamos 112 e quando a chamada é atendida devemos de imediato pedir para passar a chamada à emergência médica; após este passo seremos então atendidos por um operador do CODU. Neste momento devemos indicar de forma simples e clara:
·O tipo de situação (doença, acidente, parto, etc.);
·O número de telefone do qual está a ligar;
·A localização exacta e, sempre que possível, com indicação de pontos de referência;
·O sexo e a idade aparente da(s) pessoa(s) a necessitar de socorro;
·O número de vítimas;
·As queixas principais e as alterações que observa;
·A existência de qualquer situação que exija outros meios para o local, por exemplo, libertação de gases, perigo de incêndio, etc.
Com estas informações o operador irá efectuar a triagem da situação, accionar os meios adequados e, caso seja oportuno, dar-lhe-á indicações de como proceder.
Deve desligar o telefone apenas quando o operador o indicar.
De cada vez que ligar 112 lembre-se que as chamadas desnecessárias sobrecarregam o sistema, colocando em perigo de vida aqueles que realmente necessitam de ajuda. As chamadas falsas afectam a capacidade de respostas para as situações de emergência reais.
A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Cabeceirenses (AHBVC), pretende com esta divulgação, informar a população de como deve actuar nestas situações, facilitando desta forma o nosso trabalho diário e tornando-o cada vez mais empenhado e profissional, de forma a atingirmos sempre o nosso objectivo que é servir aqueles que em algum momento precisem de nós.
Se por algum motivo houver dificuldades no contacto com o 112 aqui fica o contacto dos Bombeiros Voluntários Cabeceirenses: 253662133/964825922
Portanto numa próxima situação não se esqueça deste lema – “Vamos ligar 112”.

O Grupo de Saúde
Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Cabeceirenses

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