Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 25-07-2011

SECÇÃO: Reportagem

Casa de Encosturas a caminho da internacionalização

Depois de ter conquistado o mercado nacional e os consumidores mais exigentes, a Casa de Encosturas, propriedade de Maria e António Vaz Maia, prepara-se para avançar com a internacionalização das compotas e licores de Cabeceiras de Basto.

Maria e António Vaz Maia são os proprietários da Casa de Encosturas
Maria e António Vaz Maia são os proprietários da Casa de Encosturas
A nova imagem criada a pensar no mercado externo e os rótulos em Inglês constituem o primeiro passo desta nova etapa.
O casal, que cuida da terra, da produção, do engarrafamento e rotulagem dos produtos deve iniciar em Espanha a sua participação em feiras tradicionais. “Já temos tido vários convites”, garante Maria Vaz Maia.
“Os nossos produtos são reconhecidos e valorizados, destacando-se dos outros que existem no mercado”, prossegue a produtora artesanal, dando como exemplo a criação da Ginginha de Cabeceiras de Basto.
“Hoje muita gente já procura a ginjinha artesanal de Cabeceiras de Basto. É um produto suave, leve e diferente que tem sido muito positivo para nós e não temos tido, de facto, mãos a medir”, revela António Vaz Maia.
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Para além da qualidade dos produtos, o segredo do sucesso passa também pela criação de novos produtos associados aos diferentes temas das feiras artesanais. É o caso do licor e compota das camélias que esgotou durante a Festa das Camélias de Celorico de Basto.
Em Cabeceiras de Basto, no âmbito da Festa da Floresta, a Casa de Encosturas surgiu com produtos associados à floresta, como é o caso da amora e do medronho.
Depois de abertas, as compotas devem permanecer no frigorífico. Quanto aos licores, “quanto mais velhos melhor”, asseguram os especialistas na matéria, que aconselham os consumidores a beberem o licor “bem fresco”.
Neste momento, a Casa de Encosturas está a iniciar a produção de mirtilos em escala, um dos frutos mais considerados a nível mundial em termos de riqueza vitamínica e anti-oxidantes. “Só tenho pena de não ter mais terra para plantar os famosos arbustos cujas raízes crescem bastante”, lamentou António Vaz Maia, referindo que a unidade produtiva tem também apostado nas amoras, framboesas, morangos e groselhas.
As ervas aromáticas, como a alfazema, também têm sido um sucesso de vendas.
“As ideias surgem e tento colocá-las em prática”, esclarece Maria Vaz Maia, lembrando que preparou “um lote bastante grande de licor de alfazema” mas que já esgotou.
“O segredo das vendas são as provas nas feirinhas onde participamos”, afirma a produtora, satisfeita com o resultado deste ano no que toca à participação em feiras de artesanato.
“Isto é um processo contínuo: sempre a trabalhar, a esgotar stocks e a fazer novos produtos para captar novos consumidores”, esclarecem os produtores de Cabeceiras de Basto.
Respondendo às actuais exigências do mercado, a Casa de Encosturas decidiu avançar para o fabrico de miniaturas de licores e compotas, uma solução que tem cativado não só os noivos da região, como do país.
Os produtos podem ser adquiridos em feiras de artesanato, no Posto de Turismo e na Loja de Produtos Locais de Cabeceiras de Basto.
Para acompanhar a actividade da Casa de Encosturas, os utilizadores da Internet podem consultar o blogue, onde são dadas as mais diversas informações acerca da agenda das feiras e novidades no que toca a produtos e eventos.
“Não temos dificuldade em colocar os nossos produtos no mercado porque, de facto, a qualidade é excelente”, remata António Vaz Maia.


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