Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 04-07-2011

SECÇÃO: Recordar é viver

EI, RAPAZES E RAPARIGAS, VAMOS À ROMARIA

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Vamos ao S. Pedro da Raposeira!

Meus caros leitores, pelo terceiro ano consecutivo, a realização da Festa do S. Pedro da Raposeira, conseguiu superar as que foram feitas em anos anteriores. Digo isto muito feliz! Apesar da crise que o nosso país atravessa, os Cavaquinhos da Raposeira, deram o seu melhor com a alma e a garra que lhes é conhecida, ajudados naturalmente, porque todos aqueles que sentem as tradições como nós. Segundo a opinião de quem por lá passou nos dois dias de festa, foi um dos melhores S. Pedro que se realizou até agora. Foi bem organizado, houve bastantes provas desportivas entre elas: as corridas dos sacos, o torneio das patelas, o tiro ao alvo, o torneio das malhas, o tiro ao galo, etc. Estes desportos fizeram as delícias dos graúdos e dos jovens.
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O largo da Raposeira estava todo engalanado até ao fundo da avenida principal, com bandeiras e balões. A tradicional cascata do S. Pedro estava toda verdinha e feita de folhas, cedros, canas de bambu, diversas qualidades de musgo, de onde sobressaíam as imagens em ponto pequeno dos santos, os presépios típicos e costumeiros nas cascatas. Ao centro, como já é habitual desde que me conheço por gente e me habituei a ver estava o boneco “a mijar” sem interrupção para um laguinho posto entre as folhagens e com a ajuda de um motor bem pequenino. Antigamente não havia destas tecnologias. O boneco “mijava” mesmo com uma mangueira ligada a um canal de água (ou pé de água) que pertencia a um habitante próximo e que por acaso passava mesmo junto à cascata. Outras vezes seria do fontenário antigo que existia ali.
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Caros leitores, naqueles dias não houve falta de gente na nossa Raposeira. Parecia que as casas não estavam solitárias. E, se é verdade que algumas que até costumam estar fechadas, abriram-se com as famílias que vieram de propósito assistir aos festejos.
Deu muito trabalho, é verdade, mas também deu satisfação com o resultado final onde se verificou a alegria de todos ao participarem numa festa tão tradicional, comungando as mesmas emoções de terem passado dois dias inesquecíveis e contribuindo até para esquecer a “nuvem negra” da crise.
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Este ano, o Grupo dos Cavaquinhos da Raposeira teve uma colaboração muito importante que deu origem ao sucesso dos festejos. Essa colaboração veio do meu cunhado Manuel Macedo, que, já se sente um cabeceirense há mais de trinta anos e que participa com muito gosto nalgumas actividades de Cabeceiras de Basto. Todos aqueles que o conhecem quer através da família quer através do hospital ou dos consultórios médicos, sabem que ele nutre uma paixão pela música. Está-lhe no sangue e conseguiu transmiti-la aos seus filhos e também ao meu filho Manuel Carneiro. Este ano ele, mais o meu marido, Manuel Carneiro e os responsáveis da Associação dos Cavaquinhos elaboraram um programa que seria para uma sexta feira e onde os participantes seriam alguns “artistas” amadores da nossa terra. E, realmente este programa teve um sucesso enorme, diria mesmo surpreendente! Não pensávamos que, teríamos tantos assistentes.
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Foram eles; o “raiz de nove”; quatro vozes, quatro violas com o Manuel Carneiro (Pai), o Pedro Macedo, o Manuel Macedo (pai) e o Manuel Carneiro (Filho), que é simultaneamente presidente da Associação e maestro dos Cavaquinhos da Raposeira; tivemos as concertinas de Refojos e as concertinas de S. Nicolau. Claro que os Cavaquinhos também participaram nesse dia até porque também, somos amadores.
Quero através desta página do jornal, como relações públicas dos Cavaquinhos, “cargo” que eu tenho assumido ultimamente e com prazer, agradecer à Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, na pessoa do Ex.mo Senhor Presidente Joaquim Barreto, pelo apoio disponibilizado. Agradecemos também à EMUNIBASTO, às presenças do vereador Francisco Pereira, Dra Fátima Oliveira , Professora Stela Monteiro e ao senhor Presidente da Junta de Refojos, Francisco Alves, entre outros autarcas e convidados.
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Sem o apoio da Autarquia, da Junta de Freguesia, dos patrocínios e dos donativos dos particulares era de todo impossível a realização desta festa tão popular e tão emocionante.
Àparte estes agradecimentos às Instituições Públicas, a Associação dos Cavaquinhos da Raposeira, vem publicamente, agradecer ao senhor Carlos Fraga Lopes Pereira, da conhecidíssima Casa da Raposeira que, mais uma vez, pôs à disposição dos Cavaquinhos a sua garagem e o olival (sítio maravilhoso) para aí se colocarem as barracas das comidas, por um bar a funcionar e arranjar espaço para fazer alguns jogos tradicionais.
Muito obrigada a todos os particulares que ajudaram neste evento. Até a um próximo S. Pedro se Deus quiser e, a crise deixar…

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fernandacarneiro52@hotmail.com
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Por: Fernanda Carneiro

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