Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 13-06-2011

SECÇÃO: Opinião

MEU BURGO MINHOTO

Minha terra, Cabeceiras de Basto!..
Recanto perdido nos confins do Minho.
Onde minha Mãe construiu meu ninho
Tecido com finos de alabastro.
Quis de mim fazer um pequeno astro:
Mas má fortuna trocou meu caminho.
Que saudades dos tempos de menino,
Guardo em meu coração , quase gasto!...
E, nesta vida sozinho sem ninguém,
Em terras estremenhas quis ser alguém,
Lutei, lutei num trabalho insano!...
Venci a vida, mas não venci a saudades,
Que me vai consumindo sem piedade,
Meu burgo minhoto, quase transmontano! …
Jaime de Sousa e Silva

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