Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 13-06-2011

SECÇÃO: Política

Direita vence eleições legislativas

O Partido Social Democrata (PSD) foi o vencedor da noite eleitoral do passado dia 5 de Junho, com Pedro Passos Coelho a alcançar 38.63% dos votos.
Em termos globais o PPD/PSD obteve 38.63%, o PS com 28.05%, o CDS-PP 11.74%, PCP-PEV 7.94% e o BE 5.19%, rondando a abstenção 41.1%.

Pedro Passos Coelho
Pedro Passos Coelho
Passos Coelho será o 17º Primeiro-ministro, fazendo coligação com o CDS-PP no seu Governo. José Sócrates, ainda Primeiro-ministro, abandonou a liderança do PS e a Comissão política Nacional, convocando eleições directas para Secretário-geral para o mês de Julho e o congresso do Partido Socialista para Setembro.
O PSD venceu as legislativas antecipadas de 5 Junho sem maioria absoluta, tendo o seu líder, Pedro Passos Coelho, declarado que “está aberto o caminho para que o PSD e o CDS, com personalidades independentes, venham a constituir o governo”.
José Sócrates, o primeiro-ministro cessante, tinha sido o primeiro a discursar na noite das eleições e, logo aí, lançara o tom que marcaria as mensagens políticas: “Nunca o país precisou tanto de diálogo e de compromisso e isso não mudou com o resultado das eleições. Reafirmo, portanto, a disponibilidade do PS para o diálogo e para os compromissos e entendimentos que, em coerência com o seu projecto, sejam necessários”.
No seu discurso, José Sócrates desejou “o melhor” a Passos Coelho. Nessa ocasião anunciou o abandono da liderança do PS e prometeu não só que se absteria de interferir na escolha da futura liderança dos socialistas, mas também que se iria afastar de cargos públicos durante “os próximos tempos” para não influenciar e condicionar as opções políticas do partido.
Pedro Passos Coelho dedicou a vitória à juventude, garantindo que com ele os jovens não terão mais necessidade de emigrar.
O líder do CDS-PP, Paulo Portas, manifestou, no seu discurso ao país, a “disposição do CDS para construir um Governo forte para uma maioria para quatro anos”.
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Antes da tomada de posse do novo Governo, PSD e CDS têm de chegar a um acordo político já que entre os dois partidos há uma divergência de fundo relacionada com as empresas a privatizar, como é o caso da RTP, REN e Águas de Portugal.
Paulo Portas insistiu na necessidade de apostar na agricultura, de forma a conseguir a auto-suficiência de Portugal em termos alimentares, recusando ainda a “fúria” de fazer privatizações, assumindo-se até como um ‘travão’ à predisposição mais liberal do PSD.
Quanto à CDU, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, destacou a subida percentual dos votos na coligação e o regresso a quarta força política, à frente do Bloco de Esquerda.
O líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, assumiu a derrota do partido, que perdeu quase metade dos votos conquistados nas últimas eleições em 2009, tendo conseguido eleger apenas metade dos deputados em relação ao último acto eleitoral.

No Distrito de Braga

PS de Cabeceiras de Basto obtém no distrito a segunda melhor percentagem (40,61%) logo atrás de Vizela (50,60%)

A abstenção no distrito de Braga (37,5%) ficou abaixo da média da abstenção nacional (41,10%). O PSD venceu estas eleições legislativas no distrito de Braga com 40,09% (194.217 votos) e o PS obteve 32,85% (159.158 votos). Em termos percentuais os dois maiores partidos tiveram no distrito médias acima das médias nacionais, sendo que o Partido Socialista obteve no distrito de Braga o segundo melhor resultado nacional com 32,85%, atrás de Castelo Branco com 34,8%. O PSD elegeu 9 deputados à Assembleia da República, o PS 7, o CDS 2 e o PCP/PEV 1 deputado. Relativamente às últimas eleições legislativas de 2009 o PSD terá mais 3 deputados, o PS menos 2, o CDS e o PCP/PEV mantêm os 2 e 1 deputados de 2009, respectivamente, enquanto que a representação do BE com um deputado na Assembleia da República, desaparece.
A Dra. Isabel Coutinho, representante da concelhia do PS de Cabeceiras de Basto, na lista de candidatos à Assembleia da República, em nono lugar, não foi eleita, o mesmo acontecendo à representante do PSD local, Dra. Custódia Magalhães que ocupava a décima sexta posição da lista daquele partido político.


Em Cabeceiras de Basto

PSD vence com 42,49% e o PS obtém em Cabeceiras de Basto 40,61% dos votos, muito acima da média nacional 28,05%

Os eleitores Cabeceirenses deram a vitória ao PSD com 4049 votos (42,49%), tendo o PS conseguido 3870 votos (40,61%), o CDS 660 votos (6,93%), o PCP/PEV 225 (2,36%) e o BE 165 votos (1,73%). A abstenção em Cabeceiras de Basto situou-se nos 44,4%, um pouco acima da média nacional (41,10%), e significativamente superior à média do distrito (37,5%). Dos 14140 inscritos votaram 9509 eleitores. O vento da mudança que se fez sentir em todo o país sentiu-se também em Cabeceiras de Basto. O PSD venceu em nove freguesias (Cabeceiras de Basto, Alvite, Basto, Bucos, Gondiães, Outeiro, Passos, Pedraça e Refojos) e o PS venceu em oito (Abadim, Arco de Baúlhe, Cavez, Faia, Painzela, Riodouro, Vila Nune e Vilar de Cunhas) (ver quadro).

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