Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 21-03-2011

SECÇÃO: Informação

‘A FAMÍLIA DITIRAMBOS e o ROMANCE DA DONZELA THEODORA’ História fabulosa de tradição popular

De referir que os Ditirambos, representam as mais antigas famílias de comediantes ibéricos do teatro de festa e feira. Aqueles que com adereços, cenários, máscaras, mastros, cordas, bacias, panos e tudo que podiam encontrar pelo caminho, viajavam montados na carruagem dos sonhos, de terra em terra, de feira em feira, de palheiro em palheiro, representando as suas patuscadas, farsas, comedias improvisadas, dramas de faca e alguidar, valendo-se de todos os recursos da arte do teatro mais puro.
Utilizando a linguagem antiga dos Cordéis, improvisam e contam histórias fabulosas da tradição popular. Neste espectáculo, contam a incrível história da DONZELA THEODORA que, como todos sabem ou imaginam, trata-se de um dos mais antigos contos da tradição do cordel ibérico. Já foi escrito e reescrito de mil formas, atravessou países e continentes, transformou-se num conto “viajante” e em alguns lugares até parece que a história aconteceu de verdade.
A DONZELA THEODORA, contada por estes Ditirambos, comediantes do teatro de Cabeceiras de Basto, acontece como uma experiência necessária na formação teatral destes jovens. Um mergulho na história do teatro, nos primórdios da comedia latina, nas formas mais simples de representar e celebrar com os espectadores a festa da teatralidade.
Esta montagem teatral, proposta para uma nova família de Ditirambos, deve percorrer como no antigamente todas as feiras, freguesias, lugares de festas, pátios e eiras onde o povo costuma (ou costumava) reunir-se. Essa é a sua missão, repetir e vivenciar para que o conhecimento da tradição seja a base com que possamos construir a modernidade.
A história é contada em forma de pantomima, onde os actores têm que utilizar todos os recursos corporais para transmitir o universo de cada personagem. A dramaturgia é apresentada em forma musical, onde os instrumentos são vozes das personagens que se misturam com os sons das acções físicas. A narrativa será acompanhada por grandes painéis (como folhas de cordel antigo) que anunciam as cenas e quadros que os espectadores vão assistir.
Ditirambos, uma família que pretende fazer do teatro uma festa, do conto o motivo para divertir e celebrar. Um exercício para a formação de públicos e actores, que juntos participam na transformação cultural de Cabeceiras de Basto.
A criação dramatúrgica desta peça é de Moncho Rodriguez do Centro de Criatividade da Póvoa de Lanhos. A trilha sonora e composição está a cago de Narciso Fernandes. Os assistentes e monitores, são Armando Luis / Roberto Moreira. Os figurinos e cenários são da responsabilidade de Marília Martins / Lurdes Dourado/CCPL. A nterpretação está a cargo dos alunos de Interpretação Teatral do Centro de Teatro – Cabeceiras de Basto. A sonoplastia, é de Hugo Ribeiro (CCPL), as mMáscaras - Nigel Cave e técnicos CCPL, a responsável pea Produção Local é Elisabete Andrade (CT-CB), a coordenação administrativa, é de Olga Sousa (CCPL) e a coordenação de Produção, de Tânia Cardoso (CCPL).

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