Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 28-02-2011

SECÇÃO: Correio do Leitor

Correio do Leitor

Ex.ma Senhora Professora Dona Benvinda

Não está certo! Vivo no Cacém há sessenta e três anos como V. Senhoria já sabe, porque já são muitas as cartas que escrevo para o nosso Jornal. Com mais cinco de Lisboa perfaz sessenta e oito, que deixei de privar todos os dias com a terra que eu amo. Sempre assinei todos os jornais que aí se produzem. Começamos pelo Jornal de Cabeceiras de José Salreta como seu Director.
Depois foi o Dr. Sousa Lobo, a seguir Mário Campilho, depois Alexandre Vaz, Gaspar Miranda Teixeira e por fim a ADIB. Assinei o Fórum até desaparecer. Assino o Boletim Informativo de Cavez, o BIC.
Ao receber o nosso Jornal Ecos de Basto, ninguém sabe como fico feliz, pois é ele que mata as minhas saudades que são muitas.
Quem acredita que leio tudo que nele vem inserido, desde os anúncios até aos mortos e futebol? Ecos de Basto é um Jornal muito bem apresentado que rivaliza com os melhores Nacionais.
Nele escrevem bons cronistas tais como Rita Magalhães, Alexandre Teixeira, José Costa Oliveira, Fernanda Carneiro, Francisco Vítor Magalhães e tantos outros.
Sempre que recebo o nosso Jornal, vou dar num cantinho com a rubrica: Caros Assinantes de Ecos de Basto que diz o seguinte: temos dirigido cartas educadas ou personalizadas aos nossos assinantes que façam o favor de pagar as suas assinaturas e, sempre com elevada educação. Este pedido já anda há muito tempo.
Tudo isto é possível porque há muitas adversidades na vida de qualquer vivente.
Penso que também há alguns desleixos. Um Jornal não é só papel? É preciso elaborá-lo, depois a impressão. Ora ninguém vive sem salário e a comida não cai do céu. Isso aconteceu nos tempos Bíblicos em que o povo Hebreu saiu da escravatura do Egipto e no deserto comia Maná, que Deus fazia cair todas as noites.
Um Jornal pelo menos para os que vivem longe da nossa terra como nós, traz-nos à lembrança todos os cantos e recantos das nossas brincadeiras de criança. Dos jogos que fazíamos com o pião, o botão, e a bola de trapos… Pois o nosso Jornal traz-nos nas suas dezanove páginas tudo o que nos faz lembrar dessa maravilhosa terra, que vive a todo o momento no nosso coração. Vá lá?... Quem sabe meus amigos ou até meus condiscípulos? Vamos pagar as nossas assinaturas, para que de um cantinho do nosso jornal, desapareça o pedido, pague o nosso trabalho.
Vamos ver se nos seguintes números desaparece o título aos assinantes atrasados.
Se não puderem pagar, dêem uma palavra de conforto a quem com denodo faz o nosso jornal para que nos cheguem as noticias da nossa terra sempre fresquinhas á nossa casa. Se o não fizermos não está certo. Desejo a todos vós os fazedores do nosso Jornal e também os meus sinceros cumprimentos para a Senhora Professora D.na Benvinda Dg.na Directora de O Jornal Ecos de Basto.
Sou vosso conterrâneo assinante e amigo:

Jaime de Sousa e Silva


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