Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 28-02-2011

SECÇÃO: Recordar é viver

CAVAQUINHOS DA RAPOSEIRA

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Convívio com os sócios meteu matança de porco

Caros leitores, mais uma vez os Cavaquinhos da Raposeira entenderam, e muito bem, fazer um convívio para o Grupo e ao mesmo tempo para todos os associados. Assim pensaram, e assim fizeram, deitando “mãos à obra” como se costuma dizer. Entendeu a Associação que o Grupo dos Cavaquinhos da Raposeira tem melhorado de dia para dia, cumprindo os requisitos para a qual foi fundada.
Por esse motivo, nada melhor para elevar a moral e a motivação, que realizar um convívio entre Os Cavaquinhos e os seus associados. Devo dizer que os cavaquinhos e associados são praticamente todos família uns dos outros, mesmo que alguns sejam família já em terceiro grau. O mesmo acontece com os sócios. Uns são pais, outros cunhados, tios, sogros, sobrinhos, etc.
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No decurso deste convívio, foi promovida a matança do porco, que se pode fazer, porque não era para venda ao público mas, para consumo imediato e em “família”. Agora, com as novas leis, não se pode matar um porco como antigamente, motivo pela qual e depois de muito ponderar o que se devia fazer, é que se chegou à conclusão, porque somos uma associação em que um dos seus objectivos é preservar a cultura e a tradição popular, que se resolveu levar a cabo esta iniciativa.
Sabemos que a tradição da matança do porco já não é como era antigamente e tem muitas condicionantes, tal como certas tradições que envolva bens alimentares. No entanto, como se tratou de uma iniciativa para consumo próprio, pensamos que não infringimos a lei e não prejudicamos ninguém. O porco era saudável e ninguém ficou doente ao comer um rojão e uma febra grelhada na brasa.
Digo-vos, foi como voltar aos tempos antigos quando os nossos pais matavam um porco. Pelo menos nesse dia era uma farturinha. Nesse dia, comia-se bem e era uma alegria. Até a carne mais gorda frita num tacho às fatias juntamente com fatias de pão era para nós, naquele tempo, um manjar dos deuses. Agora, só se aproveita o que é mais magro. O resto é para deitar fora porque ninguém o quer comer.
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Apesar de nesse dia estar a chover “a cântaros”, estivemos bem recolhidos porque os Cavaquinhos pediram atempadamente autorização à EMUNIBASTO; para poderem utilizar os recintos cobertos e não só, no parque de merendas do Centro de Educação Ambiental de Vinha e Mouros. Devo dizer, com toda a justiça, que este espaço deve ser dos que melhor infra-estruturas tem para servir não só as populações de Cabeceiras de Basto, como todos aqueles que nos visitam em excursões dos outros concelhos.
Mesmo com chuva, algum nevoeiro e um pouco de ventania , os Cavaquinhos e toda a família associativa animou. Enquanto um amigo talhante ia desmanchando o porco em entrecosto, febras, rojões, as mulheres do grupo como a Maria Arminda, a Deolinda Morais, a Dores do Mosteiro de Dentro, a Ana Maria Vilela, da Raposeira, a Ana Maria Alves, a Paula Morais, a minha irmã Conceição e a minha nora, a Cristina Carneiro, iam fazendo a feijoada que, digo-vos, era de comer e chorar por mais. Outros foram pondo as mesas. Mas, enquanto se ia preparando o repasto, numa mesa ao lado, havia uma espécie de “mata bicho” que constava de fígado frito, rim, coração, rojão do “subentre” e até frango caseiro estufado, acompanhados de broa e uma boa pinga do tinto e algum do branco.
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Os participantes - cavaquinhos e associados – trouxeram alguma doçaria para a sobremesa, que estava deliciosa e após a qual foi servido o café, bom, tirado nas duas máquinas lá colocadas. Não faltou o digestivo e na ocasião foi servido vinho do Porto, wisky, entre outros.
Para animar a festa, não faltou a concertina da filha da Fatinha cabeleireira que, mora mesmo em frente à nossa sede. Foi um regalo ouvi-la. Tocou e teve quem a acompanhasse cantando. Correu tudo muito bem. O Parque Ambiental encheu-se de gente e alegria, apesar do mau tempo.
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Os grelhadores, enquanto cozinhavam as carnes, serviam ao mesmo tempo para aquecerem as pessoas que deles se aproximavam.
Os homens aproveitavam para jogar à patela, recebendo taças, mesmo que pequeninas.
Foi um dia bem passado. Aliás não é de estranhar, pois onde quer que estejam os Cavaquinhos, é meio caminho andado para uma jornada muito animada.
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fernandacarneiro52@hotmail.com
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Por: Fernanda Carneiro

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