Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 28-02-2011

SECÇÃO: Opinião

“CARLOS PINTO COELHO”

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Agraciado pelo Governo Francês a 19 de Março de 2010

Para que a memória se não apague.

Foi à quase um ano – 19 de Março de 2010 – que o Dr. Carlos Nuno Abreu Pinto Coelho, falecido a 15 de Dezembro último, foi agraciado pelo Governo Francês com as insígnias de “Oficial da Ordem das Artes e das Letras”, pelo embaixador de França em Portugal “Denis Delbourg”, na embaixada de França em Lisboa.
Ao entregar esta prestimosa comenda ao Dr. Carlos Nuno Abreu Pinto Coelho, o governo francês pretendeu homenagear a carreira de jornalista que entrevistou e divulgou importantes nomes das “letras Francesas” em Portugal e que ao longo dos tempos, deu um valioso contributo para o reforço dos laços culturais e de amizade entre Portugal e a França.
Num momento tão especial da sua vida, o jornalista contou com o carinho da sua mulher Clara Alvares e das suas quatro filhas, Ana, Filipa, Bárbara e Joana, entre muitos outros amigos e familiares.
Carlos Pinto Coelho e as suas quatro filhas
Carlos Pinto Coelho e as suas quatro filhas
Não sei se ele ansiava por este momento, mas esta condecoração foi muito importante para ele e justamente merecida.
Na altura, a sua filha Bárbara disse que, …”foi uma honra enorme poder assistir a tão grande prestigio atribuído ao meu pai, mas sobretudo perceber a imensa humildade com que o meu pai a recebeu. Ele sempre foi um pai muito presente e afectuoso”, afirmou sorridente. Entre os amigos, vários rostos conhecidos da cultura e da política portuguesas, todos visivelmente orgulhosos por este reconhecimento, mas sem esconder alguma tristeza pelo facto de o mesmo ter partido primeiro de França do que de Portugal, como seria de esperar.
Entre os presentes, o destaque para as palavras de Emídio Rangel: “Sou amigo e admirador do Carlos Pinto Coelho e, é essa razão que me traz aqui hoje. Num país, onde, às vezes, é extraordinariamente difícil reconhecer o mérito das pessoas, acaba por ser a França a faze-lo”, confessou.
A cerimónia, que por coincidência teve lugar no “Dia do Pai”- 19 de Março de 2010- até nisso tornou o momento mais especial, para o insigne jornalista e ilustre Mondinense, que afirmou após receber a comenda com que foi agraciado: “Estou muito feliz por ter aqui as minhas quatro filhas. Hoje veria com muita dificuldade ter um rapaz. Já sei tudo sobre as mulheres, até mais do que elas sabem sobre si mesmas, temos uma cumplicidade enorme…” revelou visivelmente feliz e emocionado.
Filho e neto de Mondinenses da Casa do Balcão da nobre família Pinto Coelho de Mondim de Basto, nunca deixou de honrar as suas origens.
Foi a França primeira-mente a homenageá-lo, enquanto o seu País anda esquecido.
Se agora o quiser fazer…Tarde demais. Só a título póstumo.

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