Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 07-02-2011

SECÇÃO: Informação

IMPRENSA REGIONAL
Ano Europeu do Voluntariado 2011

No passado dia 3 de Fevereiro passou por Lisboa a “Volta às Capitais” do Ano Europeu do Voluntariado 2011. O AEV 2011 constitui ao mesmo tempo uma celebração e um desafio. É uma celebração do compromisso de 94 milhões de voluntários europeus que nos seus tempos livres trabalham de forma gratuita nas suas comunidades, nomeadamente em escolas, hospitais, clubes desportivos, em actividades de protecção do ambiente ou no apoio às populações dos países em desenvolvimento. Os seus esforços fazem uma enorme diferença na vida de muitas pessoas O AEV 2011 é também um desafio para os três quartos da população europeia que não participa em qualquer actividade de voluntariado. Gostaríamos de dizer a estas pessoas que também eles podem marcar a diferença.
Este evento teve lugar no Fórum Picoas, em Lisboa e foi realizado em parceria com a Representação da Comissão Europeia em Portugal e a entidade Nacional do AEV 2011.
Um estudo do Eurobarómetro realizado em Maio de 2010 revelou que 3 em cada 10 europeus afirmam desenvolver actividades numa base voluntária. Há muitas definições e tradições diferentes quanto ao voluntariado. Um aspecto comum a estas actividades é o facto de, sempre que as pessoas se mobilizam para ajudar as outras e apoiar os mais necessitados, tanto a sociedade em geral como os voluntários beneficiam com isso. Através do voluntariado as pessoas aprendem, aproveitam as suas capacidades e alargam as suas redes sociais, o que pode frequentemente criar novas ou melhores oportunidades de emprego, bem como fomentar o seu desenvolvimento pessoal e social.
Através do Serviço Voluntario Europeu gerido pela Comissão Europeia, milhares de adolescentes e jovens adultos viajam para fora dos seus países de origem para ensinar, promover a sensibilização cultural e desenvolver competências importantes.
Para destacar o trabalho dos voluntários e incentivar outros a juntar-se-lhes, o Ano Europeu do Voluntariado em 2011 tem quatro objectivos principais:
- reduzir os obstáculos ao voluntariado na UE;
- dar meios às organizações de voluntários e melhorar a qualidade do voluntariado;
- recompensar e reconhecer o trabalho voluntário;
- sensibilizar as pessoas para o valor e a importância do voluntariado.

A Comissão vai incentivar novas iniciativas de redes à escala europeia para estimular os intercâmbios transfronteiras e as sinergias entre organizações de voluntários e outros sectores, nomeadamente as empresas.
Centenas de actividades e projectos vão ser destacados e promovidos ao longo do Ano do Voluntariado em toda a EU e, em particular em várias regiões de Portugal.

Saúde on-line

A Vice-Presidente da Comissão Europeia, Neelie Kroes, convidou os profissionais da saúde a combaterem o risco de estagnação dos cuidados de saúde europeus mediante uma maior utilização das tecnologias da informação e da comunicação (TIC). A Comissária sublinhou que, ao utilizar as TIC nos cuidados de saúde, não se trata de substituir o contacto humano, mas de ajudar as pessoas a alcançarem uma melhor qualidade de vida: a manterem se activas e a viverem autonomamente. Mudanças muito simples podem, na verdade, significar grandes diferenças em vidas muito ocupadas: “Quero com isto dizer, por exemplo, a oportunidade de iniciar aulas ginástica com um clique de um rato ou evitar consultas demoradas no médico através da tele monitorização e/ou dos exames com webcam”. A saúde on-line também é muito importante para garantir que não haja uma quebra nos sistemas de saúde europeus nos próximos anos: “Com os custos crescentes da saúde e a diminuição no número de profissionais da saúde, a incapacidade de melhorar radicalmente a nossa utilização da tecnologia traduzir-se-á numa catástrofe para a Europa e os cidadãos europeus.” As novas tecnologias poderão melhorar em muito a qualidade de vida de doentes e de pessoas idosas.

Direitos dos doentes nos cuidados de saúde transfronteiras

Um alemão idoso, que sofre de diabetes, leva consigo receitas médicas suplementares numa viagem à Itália, mas será que o farmacêutico local aceita essas receitas? Uma mulher polaca gostaria de ser submetida a uma operação à anca no país onde os netos vivem e trabalham, mas como pode organizar tudo a partir da Polónia? Um português deseja ser operado às cataratas por um especialista em Espanha, mas será reembolsado? Estes são apenas alguns exemplos de casos em que um paciente pode precisar de esclarecimentos sobre direitos e regras em matéria de cuidados de saúde transfronteiras. Uma directiva da UE recentemente adoptada esclarece os direitos dos pacientes relativamente ao acesso a cuidados de saúde seguros e de boa qualidade em toda a UE e ao respectivo reembolso. Os pacientes que se deslocam a outro país da UE para cuidados médicos gozam de igualdade de tratamento com os cidadãos do país em que são tratados. A nova directiva trará benefícios para os pacientes da UE em vários outros aspectos. Todos os estados membros da União Europeia, incluindo Portugal, terão agora de transpor a directiva para a legislação nacional a fim que os cidadãos possam beneficiar das vantagens por ela proporcionadas.

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