Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 07-02-2011

SECÇÃO: Informação

Secretário de Estado da Cultura sensível à recuperação do património em Cabeceiras de Basto

Secretário de Estado da Cultura visitando o Coro alto da Igreja de S. Miguel de Refojos
Secretário de Estado da Cultura visitando o Coro alto da Igreja de S. Miguel de Refojos
O Secretário de Estado da Cultura, Dr. Elísio Summavielle, acompanhado pela directora Regional de Cultura do Norte, Arq. Paula Silva, visitou no dia 27 de Janeiro dois monumentos históricos do património de Cabeceiras de Basto. Estamos a falar do Mosteiro de S. Miguel de Refojos e do Museu Terras de Basto, localizado na vila de Arco de Baúlhe.
O presidente da Câmara Municipal, Eng.º Joaquim Barreto, acompanhado pelos membros do executivo municipal, párocos e directora do museu, fez uma visita guiada à comitiva da Cultura, dando a conhecer os problemas que se têm acentuado, nos últimos tempos, na Igreja do Mosteiro de S. Miguel de Refojos.
No que se refere ao Mosteiro, foram identificados um conjunto de problemas que é necessário resolver, como o caso das humidades e recuperação da talha e altares, entre outros trabalhos de recuperação daquele monumento.
Visitando o Núcleo de Arte Sacra
Visitando o Núcleo de Arte Sacra
“Já foram realizadas várias intervenções no coro alto, recuperação do órgão e foi também criado o Museu de Arte Sacra, mas nós queremos continuar e esperamos que o Governo colabore connosco como colaborou noutros tempos”, salientou o presidente da autarquia, garantindo que, “com fundos comunitários a câmara está disponível para fazer uma parceria com o Governo e depois avançar com aquilo que é necessário fazer, como por exemplo isolar humidades e executar trabalhos de recuperação onde eles se mostrem mais necessários, como é o caso da talha”.
Depois de contactar directamente com a realidade do valor patrimonial do Mosteiro e Museu Terras de Basto, o Secretário de Estado mostrou-se sensível ao constatar o esforço financeiro e o empenho que a Câmara tem colocado na recuperação do património e na promoção da cultura, colocando esse património ao dispor da população numa política integrada de desenvolvimento.

Museu das Terras de Basto “jóia da coroa no nosso património ferroviário”

Recepção nos Paços do Concelho
Recepção nos Paços do Concelho
O Museu Terras de Basto foi para o governante “uma agradável surpresa”.
“É uma pequena jóia da coroa do nosso património ferroviário”, elogiou Elísio Summavielle, incentivando o Município “a potenciar este recurso que é um investimento importante para o futuro”.
Afirmando que o Mosteiro de S. Miguel de Refojos “é um belíssimo monumento”, Elísio Summavielle destacou “a prática importante que a Câmara Municipal tem seguido que é a conservação e manutenção” do património.
Visitando o Museu das Terras de Basto
Visitando o Museu das Terras de Basto
Quanto ao problema das infiltrações, o Secretário de Estado falou numa “avaliação que terá que ser feita do sistema de drenagem. O sistema que foi feito pelos monges na data da sua construção terá alguns problemas e deverá ser visto para ser devidamente avaliado com a colaboração da Direcção Regional de Cultura do Norte”.
“O caminho faz-se caminhando e estamos a acompanhar e a monitorizar estas situações e vamos elencar uma série de intervenções a ver se é possível candidatá-las, com o apoio da câmara, ao quadro comunitário de apoio”, assegurou Elísio Summavielle.
Reiterando o papel que as autarquias estão a ter na aproximação ao património, “que é um importantíssimo recurso que temos para o futuro”, o Secretário de Estado realçou que “há todas as razões para sermos optimistas porque é um recurso que todos queremos potenciar e se há coisa que Portugal tem, que é único na Europa, é o património e com ele muito trabalho pela frente”. E finalizou, “o nosso desenvolvimento passa pela recuperação dessa memória e pela revitalização desses valores patrimoniais”.
De salientar, ainda, que neste momento está a ser feito um levantamento dos casos mais urgentes a resolver no terreno pela Direcção Regional de Cultura do Norte com o objectivo de avançar para candidaturas.

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