Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 17-01-2011

SECÇÃO: Correio do Leitor

Correio do Leitor

Prezada Fernanda,
Sou brasileira, filha de portugueses, minha mãe nasceu na freguesia de Abadim, Cabeceiras de Basto, e papai em Lisboa, se conheceram no Rio de Janeiro, e se casaram e assim viveram por 47 anos até que ele partiu há cinco anos, sem nunca ter voltado a Portugal, chegou ao Brasil com 13 anos... e mamãe com 18, graças ao nosso Bom Deus  está entre nós e foi algumas vezes à sua terra natal. Como sempre trabalhei em companhia aérea, tive oportunidades de conhecer Portugal e assim o fiz e AMEI!!! Sou tanto portuguesa como brasileira, porém a situação nossa financeira apertou e há vinte anos não mais voltei a terra lusitana, o qual tenho muitas saudades, ah! como tenho!!! Meus tios moram em Matosinhos, Porto e Algarve, e dois deles continuam em Abadim, por isso sou assinante e  recebo o ECOS DE BASTO, e leio-o inteirinho! Logo que o recebo leio a sua coluna, a sua crónica, eu adoro como a senhora descreve as situações, as pessoas... parabéns! Confesso que alguns anos atrás, eu fiquei tristinha com uma crónica sua, inclusive lhe escrevi, essa crónica era em referência a N. S. Fátima, o qual sou devotíssima, aliás sou católica fervorosa, mas já passou, as outras crónicas que a senhora escreveu se superaram a cada mês... 
Gostaria que soubesse que sou sua admiradora brasileira, e se um dia Deus me der a oportunidade de retornar ao Nosso Portugal (posso falar assim?) com certeza irei lhe procurar para conhecê-la pessoalmente, e se um dia vieres ao meu, ao seu Brasil, entre em contato comigo, pois serás muito bem recebida.
Meus tios e minha mãe como te falei são de Abadim, são eles: Rosa Barroso, Domingos Barroso, Emília Barroso, Diniz Barroso, Maria das Dores Barroso (mamãe), José Maria Barroso e António Barroso, esses três últimos são residentes no Brasil desde 1950, sendo que o meu tio António infelizmente faleceu mês passado aqui no Brasil, meu avô era muito conhecido em Abadim chamava-se Óscar Pereira Barroso, era conhecido como Óscar da casa da Igreja, até hoje meus tios são conhecidos como “os da Igreja”, tomara que você os conheça. Meus tios Rosa, Domingos continuam em Abadim até hoje, e o Diniz em Matosinhos. Me lembro muito de Abadim da praia fluvial, da ponte da Ranha, que saudade!!! Tenho esperanças de retornar um dia, eu sou mais portuguesa que minha mãe, faço questão de manter as raízes portuguesas.
Reforço meu convite, minha casa está aberta para você um dia vir aqui ao Brasil.
Beijo no coração.
Abraço carinhoso,
Luiza Maria Casimiro Sanches

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