Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 17-01-2011

SECÇÃO: Informação

Plano de Acção para 2011 prevê a realização de um seminário, debate, workshop e teatro interactivo

“Intervir no perigo e preveni-lo” é fundamental, destaca Rosa Miranda
“Intervir no perigo e preveni-lo” é fundamental, destaca Rosa Miranda
CPCJ apresenta Plano de Acção dinâmico e integrador

“A criança deve ser protegida contra toda a forma de negligência, de crueldade e de exploração”.
(Declaração dos Direitos da Criança)

Um seminário sobre violência doméstica, um debate sobre sexualidade juvenil, um workshop sobre maus tratos infantis, a realização de um teatro interactivo sobre bullying (agressividade entre alunos) o encaminhamento dos jovens para as actividades propostas pelo projecto Basto Jovem são os grandes destaques do Plano de Acção da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) para este ano, um documento que vem também reforçar a articulação das parcerias, assim como a divulgação da CPCJ e dos seus objectivos junto da associação de pais e da comunidade, em geral.
Dezenas de jovens participaram nos debates promovidos pela CPCJ
Dezenas de jovens participaram nos debates promovidos pela CPCJ
O debate sobre a sexualidade juvenil será uma das iniciativas de relevo durante a realização da Festa da Saúde e da Solidariedade, agendada para o mês de Maio, enquanto o workshop sobre maus tratos infantis deve ocorrer em meados de Fevereiro/Março, juntando técnicos ligados ao sector da educação e saúde.
O seminário sobre violência doméstica deve realizar-se no final do ano, estando a ser estudada a melhor data para a realização do teatro interactivo sobre bullying. Nesta encenação teatral, a CPCJ espera poder vir a trabalhar com o ‘ouro’ da casa, explicou a presidente da comissão, Dra. Rosa Miranda.
A divulgação da CPCJ junto da associação de pais e da comunidade, o encaminhamento de crianças e jovens para as actividades propostas pelo projecto Basto Jovem e o maior envolvimento dos parceiros é um trabalho contínuo que será desenvolvido ao longo de todo o ano, salientou a mesma responsável.
Tendo por objecto a promoção dos direitos e a protecção das crianças e jovens em perigo, garantindo-lhes o necessário bem-estar e assegurando-lhes condições para um desenvolvimento integral, a CPCJ tem-se organizado para diagnosticar e equacionar problemas, um desempenho que compreende uma dinâmica de colaboração, co-responsabilização e solidariedade entre as várias entidades.
“Intervir no perigo e preveni-lo” continua a ser, assim, o principal desafio que a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens tem pela frente, realçou Rosa Miranda.
Para além da acção empenhada dos parceiros, a presidente da CPCJ realça o trabalho de voluntariado das diversas entidades e individualidades que integram a comissão restrita composta por 11 elementos, em nome individual e em representação dos vários quadrantes da sociedade (Administração Pública Local, Saúde, Educação, Acção Social). De referir, ainda, que na modalidade alargada a comissão é composta por 25 elementos.
Forças vivas do concelho responderam às dúvidas dos jovens
Forças vivas do concelho responderam às dúvidas dos jovens
“São pessoas fundamentais para o bom funcionamento da instituição, um trabalho de parceria que tem resultado”, sublinhou a presidente, afirmando: “temos sido ambiciosos quer na elaboração do plano anual, quer na concretização de soluções”.
“Cabeceiras de Basto é um exemplo e temos pessoas de todos os quadrantes que podem testemunhar essa efectiva colaboração”, acrescentou.
“O sucesso total não existe”, mas o balanço que a CPCJ faz do ano 2010 é muito positivo. Contudo, “apesar de todas as vantagens e do bom funcionamento, muitos casos ficam sem resolução devido à escassez de respostas sociais”, sendo por isso necessárias instituições com intervenção especializada para situações especiais.
No ano transacto, para além da promoção do teatro, a CPCJ possibilitou, com o apoio das forças vivas do concelho, o debate sobre temas e problemáticas que afectam os jovens. A sessão foi promovida no Mercado Municipal de Cabeceiras de Basto e na Casa do Arco de Baúlhe, após a visualização do filme ‘Mentes Perigosas’ em contexto de sala de aula.
De salientar, ainda, que a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens colabora em estreita relação com a Basto-Vida – Serviços de Acção Social e Cuidados de Saúde, Cooperativa de Interesse Público de Responsabilidade Pública, quer ao nível dos recursos humanos, quer ao nível das instalações e suporte logístico.
No que toca às famílias fragilizadas que integram crianças acompanhadas pela CPCJ, o alerta e sinalização dessas situações é também ponto comum.
Presidente da CPCJ fala de um Plano de acção ambicioso
Presidente da CPCJ fala de um Plano de acção ambicioso
Actualmente, a CPCJ de Cabeceiras de Basto tem activos mais de 150 processos, sendo que só em 2010 foram instaurados 72 processos.
Segundo a presidente da comissão, a violência doméstica e a negligência parental são os principais motivos que levam a instituição a intervir. Por seu turno, as idades mais afectadas situam-se entre os 0 e os 5 anos (primeira idade) e dos 6 aos 14 anos (adolescência).
De acordo com o professor Joaquim Jorge Carvalho, membro da comissão alargada da CPCJ, “a eficácia do nosso trabalho depende, em grande medida, do empenho efectivo de todos os seus membros, cuja dinâmica individual e colectiva se afigura absolutamente vital no cumprimento de tarefas e na prossecução de objectivos”, sendo que “a delicadeza e a complexidade dos casos obrigam a vigilância e entrega constantes”.
A actuação reactiva e a prevenção são fundamentais para “acautelar e, se possível, evitar cenários problemáticos”, concluiu o professor no documento de apresentação do Plano de Acção para 2011.

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