Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 15-11-2010

SECÇÃO: Informação

Cabeceiras de Basto acolhe Encontros de Teatro de 26 a 27 de Novembro

A Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto e a EMUNIBASTO, E.M., com o apoio da ARCA – Associação Recreativa e Cultural do Arco de Baúlhe e do Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto vai promover nos dias 26 e 27 de Novembro, mais uma edição dos Encontros de Basto.
Trata-se de uma iniciativa que tem como objectivo divulgar e dinamizar a arte de representar neste concelho, nomeadamente nas freguesias de Arco de Baúlhe e Refojos, através da realização de sessões cénicas a levar a efeito nos próximos dias, proporcionando em simultâneo a todos os amantes da mesma, serões animados por diferentes espectáculos teatrais.
“A mãe de Fernando Pessoa” e “O Pássaro de Papel” são as duas peças seleccionadas para este ciclo de teatro. Um ciclo, que inicia no dia 26 de Novembro, pelas 21h30m, no Auditório Municipal Ilidio dos Santos, com a apresentação da peça “A mãe de Fernando Pessoa” a levar à cena pelo Grupo Amador de Teatro da ARCA – Associação Recreativa e Cultural de Arco de Baúlhe.  
De autoria de Joaquim Jorge Carvalho, esta peça ilustra a mãe de Fernando Pessoa, “num período de guerra e miscelânea dos heterónimos representados nas personagens que a rodeiam e numa história que antecede a sua partida para África de Sul. O drama de uma mãe que não gosta de poetas porque anda… a pari-los!”.
Por sua vez, no dia 27 de Novembro, Sábado, o Grupo de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, apresenta no Auditório da Casa do Povo do Arco de Baúlhe, a peça titulada “O Pássaro de Papel”. Uma iniciativa do Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, produzido pelo Centro de Criatividade da Póvoa de Lanhoso [CCPL], sob a direcção e encenção de Moncho Rodriguez, cujo início está agendado para as 21h30m.
Trata-se por isso, de um espectáculo produzido, que como todas as outras montagens do CCPL, está inserido num projecto amplo, de continuidade, que procura evoluir passo a passo com o despertar das sensibilidades dos espectadores.
Esta produção é feita a partir do conto de Aglaé D’Ávila Fontes com Sofia Lemos e Isabel Pinto, «O PÁSSARO DE PAPEL» tem como objectivo ser aceite por todos os públicos como uma celebração poética, que alerta para questões que não podem ser esquecidas, temas como da exclusão, do aceitar e saber conviver com as diferenças, do respeito pelas individualidades, principalmente neste momento onde corremos riscos de perda da identidade em prol de uma globalidade avassaladora. Este espectáculo é ainda e principalmente, um incentivo ao sonho como necessidade humana, vital.
Pela sua simplicidade e ao mesmo tempo pela linguagem plástica e poética, conseguida na fusão de imagens, música, texto, interpretação e movimento, cujo cenário virtual está a cargo de Rui Gato, Margarida Moura Guedes e Catarina Sobreiro, «O PÁSSARO DE PAPEL» é um espectáculo itinerante que pode estar nos mais diferentes palcos e ser celebrado junto dos mais diversos públicos, sobretudo aqueles onde dificilmente as grandes produções podem chegar.

Descentralizar a cultura

Ao apoiar esta produção, a Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, associa-se ao cumprimento do sonho de um novo teatro que possa realizar uma verdadeira descentralização, numa região carente, incentivando a vontade de sonhar, o que por si só, justifica a produção deste espectáculo que teve ante-estreia na Póvoa de Lanhoso, estreia em Fafe e foi apresentado em Cabeceiras de Basto no verão passado.
Agora, é a vez do Arco de Baúlhe acolher esta produção de som, música, cor e movimento, que será apresentada ao público através do Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto.
O pano sobe assim, naquele espaço cultural e assim, encerra mais uma edição dos Encontros de Teatro. Uma iniciativa agendada no Plano de Actividades Municipal, inserida numa estratégia de dinamizar várias componentes culturais, promovendo-as e valorizando-as, tais como o teatro, a arte de representar bem do agrado do público concelhio, divulgando em simultâneo os talentos locais e fomentando a arte cénica.
Por outro lado, o envolvimento das camadas mais jovens neste tipo de acções, dinamiza os espaços públicos e ocupa de forma salutar os tempos livres desta faixa etária da população.
Esta, como outras actividades promovidas pela Câmara Municipal e pela Emunibasto assentam numa lógica de parceria e descentralização, que têm como principal intuito levar junto das pessoas a residir em diferentes localidades, o contacto com outras formas de expressão artística, contribuindo assim para a valorização cultural das gentes desta terra de Basto.

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