Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 15-11-2010

SECÇÃO: Informação

Cabeceiras de Basto: CPCJ leva jovens a debater problemáticas

Cerca de 150 adolescentes, com idades compreendidas entre os 13 e os 15 anos, da Escola Básica e Secundária de Cabeceiras de Basto, participaram no dia 27 de Outubro, numa iniciativa que colocou em destaque as diferentes problemáticas que afectam os adolescentes.
Promovida pela Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Cabeceiras de Basto, a iniciativa enquadra-se no Plano de Acção da Comissão e teve como objectivo prevenir os perigos a que estão sujeitos diariamente as raparigas e os rapazes.

150 adolescentes estiveram presentes
150 adolescentes estiveram presentes
A actividade, que teve como ponto de partida o visionamento do filme ‘Mentes Perigosas’ na sala de aula, levou os jovens a debater problemas e a questionar as entidades que se associaram ao evento, fruto do trabalho de parceria com a CPCJ.
O presidente da Câmara Municipal, Eng.º Joaquim Barreto, o responsável pelo Centro de Saúde local, Dr. China Pereira, a presidente do Agrupamento de Escolas de Cabeceiras de Basto, Prof. Maria do Céu Caridade, e o comandante da GNR foram as individualidades convidadas a responder às questões e dúvidas dos jovens.
A gravidez precoce, o consumo de álcool, tabaco e drogas foram os temas que dominaram a sessão, que decorreu na Sala Multiusos do Mercado Municipal Cabeceirense. Coube a Joaquim Jorge Carvalho, docente da EB 2,3 do Arco de Baúlhe e colaborador da CPCJ, moderar o debate.
Na sua intervenção, o presidente do Município de Cabeceiras de Basto agradeceu à CPCJ o “empenho” na organização desta iniciativa, referindo que “para que as entidades possam intervir é necessário que se conheçam os problemas”.
Destacando que o papel da autarquia deve ser de “moderador e regulador”, Joaquim Barreto lembrou que “quanto mais abertas foram as escolas à comunidade, mais facilmente a comunidade as podem ajudar”.
E lançou um apelo aos adolescentes: “oiçam os vossos professores porque nós não tivemos as oportunidades que vocês têm” hoje.
O responsável pelo Centro de Saúde local falou da educação para a saúde, realçando a existência de um Centro de Atendimento a Jovens (CAJ), anónimo e gratuito, que funciona às segundas-feiras das 14 às 17 horas.
O edil Cabeceirense no uso da palavra
O edil Cabeceirense no uso da palavra
O comandante da GNR alertou os mais novos para os problemas da droga sublinhando que “o guarda deve ser visto como um amigo” pois trabalha para que os “jovens se sintam cada vez mais seguros”.
A presidente do Agrupamento pediu a colaboração dos jovens no trabalho que a escola tem feito para a felicidade dos alunos. A professora Maria do Céu Caridade teve ainda oportunidade para falar das medidas a aplicar face aos comportamentos inadequados dos estudantes dentro da escola.
No final, a responsável sustentou que “sessões como esta são fundamentais para que a escola consiga levar a cabo a política de educação para a saúde nas várias vertentes, desde a prevenção de consumos de substâncias ilícitas, à prevenção da gravidez, da indisciplina e da agressividade”.
Ao serem confrontados por outras entidades, “os jovens são mais facilmente alertados para as problemáticas que os podem afectar”, justificou a professora, explicando que “há muito tempo que o agrupamento trabalha em parceria com as diferentes entidades, parcerias efectivas que se traduzem em actividades com resultado prático”.
Por sua vez, a presidente da CPCJ, Drª. Rosa Miranda, assegurou que “com a colaboração da Escola, da Câmara Municipal, do Centro de Saúde e da GNR é possível levar os alunos a reflectirem sobre problemáticas que já os atingem, ou poderão atingir, e alertá-los para as formas de prevenir situações que os poriam em risco”.
A próxima iniciativa deve ser desenvolvida com a EB 2,3 do Arco de Baúlhe, perspectivando-se ainda a dramatização de situações problemáticas que atinjam estas faixas etárias. As peças teatrais serão da responsabilidade do Centro de Teatro de Cabeceiras de Basto e dos alunos que deverão levar à cena as dramatizações orientadas pelos professores, avançou Rosa Miranda.
De acordo com Rosa Miranda, “os resultados do trabalho da CPCJ só são visíveis a médio/longo prazo mas nós acreditamos que vale a pena fazer este tipo de sensibilização porque a solução está na inteligência e na colaboração e é através destes parâmetros que nós queremos conseguir o melhor para os jovens”.
Recorde-se que a CPCJ tem como funções prevenir o perigo e intervir em situações de risco. A Escola, a GNR, a Câmara Municipal e o Centro de Saúde pertencem à Comissão alargada da CPCJ, que é a modalidade que tem a função de sensibilizar, prevenir e alertar para os perigos que existem e que podem entorpecer o crescimento equilibrado das crianças e jovens do nosso concelho. Por seu turno, a Comissão Restrita intervém nos casos de perigo.
No final do encontro, os jovens mostraram-se satisfeitos e empenhados em trabalhar em conjunto com a escola para a resolução das problemáticas.

© 2005 Jornal Ecos de Basto - Produzido por ardina.com, um produto da Dom Digital. Comentários sobre o site: webmaster@domdigital.pt.