Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 25-10-2010

SECÇÃO: Opinião

Despedida

Ó longínqua pátria, por mim amada
País inesquecível dos meus sonhos
O lágrima atrevida, descarada
Vertida dos meus olhos húmidos e tristonhos

Ó terra distante, aldeia meu lar
Ó que bela e feliz infância passei por aí
Agora longe; continuo a sonhar
Estás no coração, terra onde nasci

Quem parte leva saudade
Quem fica sente saudade também
Quem volta tem amizade
Quem não volta não a tem

Tenho medo! Medo, de ter medo
Talvez medo do destino
O destino é um mistério segredo
Segredo e o meu sonho de menino


Um simples, e triste adeus na despedida
Uma palavra, um abraço e pouco mais
Quando chega a hora entristecida da partida
Despedaça-nos como onda contra o cais

Custa, custa tanto a separação
Quando há amor, prazer e amizade
Tudo que gostamos vem no coração
No coração vem também a revolta a dor e ansiedade

Quase não me despeço de ninguém
Esboço até um sorriso p’ra disfarçar
Assim ninguém vê as lágrimas de alguém
Mas no âmago o coração está a chorar

Partir é morrer um pouco
Fica o coração, vem a saudade
A mágoa imutável me põe louco
Me consome, castiga sem dó nem piedade
Fernando Carvalho

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