Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 25-10-2010

SECÇÃO: Destaque

Obra de autor Cabeceirense reaviva memória da I República

Em dia de Centenário da Implantação da República em Portugal, dia 5 de Outubro, foi apresentado o livro ‘Cabeceiras de Basto: do fim da Monarquia ao 28 de Maio de 1926’, da autoria de Norberto Tiago Ferraz.

O Presidente da Assembleia Municipal, Dr. China Pereira, enalteceu a iniciativa do autor Norberto Ferraz
O Presidente da Assembleia Municipal, Dr. China Pereira, enalteceu a iniciativa do autor Norberto Ferraz
O livro foi apresentado no Auditório Municipal Ilídio dos Santos, na presença do Executivo Municipal Cabeceirense, familiares e amigos do autor, que realizou o trabalho durante um estágio profissional na Câmara e na empresa municipal Emunibasto.
Coube ao próprio autor apresentar a obra que abarca a evolução de Cabeceiras de Basto desde a I República até ao Golpe de Estado de 1926.
“Quando parti para a minha investigação tinha algumas ideias feitas e ao longo do tempo foi possível descobrir coisas novas. Foi um trabalho muito gratificante e enriquecedor pois é muito importante um povo com raízes”, considerou Tiago Ferraz, afirmando mesmo que “um povo sem memória pode estar condenado no futuro”.
Ao longo de seis capítulos, o autor caracteriza o concelho ao nível social, económico e político entre 1905 e 1926 e descreve os principais acontecimentos e conflitos ocorridos nesse mesmo período, fazendo ainda a evolução política municipal.
Nesta publicação editada pela Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto assumem destaque as figuras do padre Domingos Pereira, o administrador João Mendonça Barreto e o povo, que tanto se manifestava entusiasticamente a favor da Monarquia como da República.
Trata-se de “um contributo para conhecermos melhor a nossa história, abrindo-se novas portas ao estudo contemporâneo”, destacou Tiago Ferraz.
Quanto à obra intitulada ‘Cabeceiras de Basto: do fim da Monarquia ao 28 de Maio de 1926’, o Vereador do Pelouro da Cultura, Dr. Domingos Machado, sublinhou que se trata de um trabalho “que nos obriga a pensar e a repensar a nossa história colectiva. É uma obra muito sóbria e muito rigorosa, de consulta e leitura obrigatórias”.
Na sua intervenção, o Presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Eng.º Joaquim Barreto, agradeceu e elogiou o empenho do autor cabeceirense, afirmando que “estamos perante uma profunda investigação em que vale a pena apostar”. E, na ocasião, lançou o repto ao autor para que “continue o seu trabalho”.
Coube ao Presidente da Assembleia Municipal de Cabeceiras de Basto encerrar a sessão. Garantindo que estamos perante um “contributo decisivo para conhecermos o passado recente”, o Dr. China Pereira reiterou que “hoje Cabeceiras de Basto está mais rico”.
“Antecedeu a apresentação da obra um espectáculo, com a duração de uma hora, protagonizado pela Banda Juvenil Cabeceirense.
Aos jovens membros da banda, regente e direcção, o Presidente da Câmara Municipal agradeceu “tudo o que foi feito em nome da Cultura no concelho”.
Elogiando a competência e performance do grupo, o autarca Eng.º Joaquim Barreto disse: “a Banda Cabeceirense orgulha-nos a todos” e por isso “a todos muito obrigado pela actuação. Foi um gosto ouvi-los”, finalizou o edil.

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