Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 31-05-2010

SECÇÃO: Última Página

Museu Terras de Basto festejou 6º Aniversário

O Museu das Terras de Basto localizado na vila de Arco de Baúlhe deste concelho, completou no dia 23 de Maio, seis anos de existência. Uma efeméride que foi festejada no dia 29 de Maio, com um animado convívio entre autarcas e amigos do museu, que desta forma assinalaram mais um ano de vida deste equipamento municipal. Música, dança e grande animação marcou presença neste aniversário que teve lugar ao fim da tarde e assim marcou a efeméride.
De referir que este Museu Terras de Basto, recebeu ao longo da sua xistência mais de 35 mil visitantes, fruto da dinâmica ali instalada, que permitiu apresentar indicadores superiores às médias anuais dos museus municipais nesta região e a nível nacional.
Trata-se por isso, de um equipamento cultural, que iniciou um novo ciclo e que apresentou já o seu processo de credenciação junto da Rede Portuguesa de Museus.

Valorizar e potenciar o património concelhio

De referir que a criação do Museu Terras de Basto resultou do aproveitamento das instalações da antiga Estação da CP do Arco de Baúlhe, que foi durante 41 anos “terminus” da Linha do Tâmega, gare e mercadorias, logradouros exteriores e salões do comboio histórico que a Câmara Cabeceirense, no quadro de uma estratégia de recuperação do património construído, lançou a feliz iniciativa de transformar aquelas instalações, em constante degradação devido ao abandono a que foram votadas após o encerramento da via férrea em 1990.
Este empreendimento, que representou na ocasião, um investimento municipal de cerca de 200 mil euros (40 mil contos), localiza-se num espaço bucólico de rara beleza rural e tem expostas peças e artigos artesanais regionais e uma gama valiosa de materiais e apetrechos ferroviários usados nos anos 40 e 50, não faltando as locomotivas a carvão e as carruagens que fizeram as delícias de muitos milhares de utentes nas deslocações para os grandes centros urbanos, delas se destacando a carruagem real outrora usada pelo rei D. Carlos e D. Amélia que, há poucos anos serviu, igualmente para acolher o antigo Presidente da República Mário Soares numa viagem que fez a estas terras nortenhas.

Uma viagem rumo ao conhecimento

Nunca é demais lembrara que o Museu das Terras de Basto pretende ser, um caminho e uma viagem, assumindo uma temática em torno do qual se desenvolve um projecto original. Os espaços físicos estão interligados culturalmente, onde podem ser observadas duas valiosas colecções: etnografia local e os instrumentos de trabalho da vida de uma estação ferroviária. Este museu aborda o conhecimento como missão, e através de testemunhos, objectos, emoções e sentimentos, tenta partilhá-lo com todos/todas os que ali se deslocarem para fazer uma viagem.
A entrada do Museu é a própria entrada da estação onde o visitante pode “picar o bilhete” e escolher a exposição a visitar, pois ali terá acesso a toda a informação dos serviços. Neste primeiro espaço existe lugar para encontrar uma área de “perdidos e achados”, dessedentar-se da viagem ou esperar pelo amigo/a confortavelmente instalado. Uma vez tirado o bilhete, o visitante poderá apreciar as exposições: “Vamos à aldeia” para descobrir o que ia num comboio de mercadorias e depois aceitar o convite e, lá “Vamos andar de Comboio”, com locomotivas alimentadas a carvão.
Depois de apreciar os jardins que, outrora distinguiram durante anos esta estação como uma das mais floridas da zona norte, vamos “Viajar, Viajar”, numa viagem pelas ideias, pelos sentidos, pela poesia e autores, predominantemente portugueses, mas sobretudo desafiando para uma constante interrogação ao que nos cerca.
O Museu das Terras de Basto, apresenta ainda exposições temporárias seja de fotografia, seja alusivas a outras temáticas. Possui rampas de acesso particularmente para os espaços da locomotiva, automotora e carruagens, onde não faltam as legendas em braille e as gravações que confirmam esta preocupação de promover a integração de todas as pessoas seja qual for a sua condição física o social.
Trata-se por isso, de um equipamento importante para potenciar o desenvolvimento sócio-turístico e cultural da Região de Basto e, particularmente, do Município de Cabeceiras de Basto. É um Museu onde as pessoas contam.

© 2005 Jornal Ecos de Basto - Produzido por ardina.com, um produto da Dom Digital. Comentários sobre o site: webmaster@domdigital.pt.