Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 31-05-2010

SECÇÃO: Opinião

SOLIDÃO (Ao Zé Zé Magalhães)

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Ao amigo que perdeu a liberdade
Grave doença pulmonar o condenou
Já não agarra a vida com verdade
Porque a solidão na sua vida se instalou

Ó triste solidão porque persegues
Deixa ao menos quem tristezas quer chorar
Mais que um choro sofrido não consegues
Vai-te embora vai morar noutro lugar

Solidão não és boa companheira
Ninguém deseja um viver em sofrimento
Eu te peço por esta vez derradeira
Deixa o Zé Zé não lhe dês mais desalento

Já se foram os amigos verdadeiros
Angustiado conta os dias um a um
Os dias são amigos passageiros
Sonhos d’ outrora já não conserva nenhum

Solidão que não preza nem s’tá grato
Afastou as suas velhas companhias
Ligado ao oxigénio na sala ou no quarto
Resignado vai esperando melhores dias

Há sempre alguém que não esquece o Zé Zé
E o vai visitar no seu cantinho
Rua abaixo na calçada finca o pé
E à sua porta vai bater devagarinho

No seu sentir levam palavras de esperança
São afectos que lhe toca o coração
O povo diz quem espera sempre alcança
Finda a visita vem de novo a solidão


Por: Alexandre Teixeira

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