Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 08-03-2010

SECÇÃO: Opinião

“A lágrima”

Se calhar ninguém me fecha os olhos
No dia em que adormecer na morte.
Nos meus caminhos nunca houve sorte! ….
Tudo foram tropeços e escolhas.

Uma manta de retalhos e folhos!...
Uns pés descalços, foram o meu suporte.
Nasci nu e brando, nunca fui forte
Meu infortúnio foi sempre aos molhos.

E, agora amor! Quem nos fechará?
Quando a morte me levar!...eu sei lá
Se há alguém que tenha pena de mim.

Que vivas tu amor, para mos fechar:
Verás assim, uma lágrima rolar,
Que limparás, com teu lenço de cetim.

Junho de 1980
Jaime de Sousa e Silva

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