Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 08-03-2010

SECÇÃO: Opinião

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BASTA ACREDITAR…

Num dia de Inverno,
Ao cair da noite,
Mil flores floriram e cobriram o céu.
Eram azuis,
Amarelas,
Vermelhas…
Possuíam todas as cores.
O céu ficou tal e qual um jardim.
E foi aí que a tua imagem nítida apareceu.
Apareceu e veio ao meu encontro.
Os teus braços abriram-se e foram a minha casa,
A casa onde entrei sem medos nem pudores.
Lá dentro ouvi gargalhadas sem fim,
E eu só consegui ficar a olhar!...
Quisera eu, rir assim…!
Quisera eu, ser um jardineiro no meio de tantas flores
Num céu tornado jardim.
Trazias nas mãos estrelas para eu as segurar.
As estrelas que dantes enfeitavam o céu nas noites limpas de ar claro,
Mesmo no inverno gelado.
Quiseste que eu te ajudasse a guardá-las.
Mas eu, só chorei…
Tive tanto medo!...
É que não as queria deixar cair!!
Então, amparaste-me com ambas as mãos,
Para que eu pudesse sentir que não existia no mundo lugar mais seguro do que aquele:
é um bom lugar para se guardarem estrelas” – sussurraste sem medo.
E eu abriguei-as nas minhas mãos trémulas e tímidas.
Temi que a tua imagem nítida voltasse a ficar obscura
Pelos embondeiros do céu florido.
E o tempo calou,
Enquanto eu soluçava silenciosamente por causa desse medo.
Naquele dia de inverno,
Ao cair da noite,
Onde mil flores floriram e cobriram o céu,
A tua imagem nítida surgiu e ficou para sempre!
Oh… incomparável alegria me trouxeste por entre o céu florido!...
Não foram precisas mil e uma estrelas ficarem a iluminar
Para que eu pudesse ver que:
Finalmente tu és…
Tu ficas…
E que as flores que cobrem o céu e
Formam um jardim de infinitas cores ficarão sempre ali:
Cada vez que eu for capaz de fechar os olhos e acreditar…
Foi então,
que dei gargalhadas sem fim e
Não mais fiquei a olhar.

Por: Magda Teixeira

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