Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 15-02-2010

SECÇÃO: Opinião

2010 – O ano do Tigre

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Depois de um ligeiro interregno volto ao contacto com os leitores numa altura em que milhões de chineses de todo o mundo, celebram a entrada do Ano do Tigre (Ano Novo Lunar 4708).
Começo naturalmente com votos de um bom ano para toda a comunidade chinesa. Sem entrar em estudos astrológicos, para os quais tenho pouca apetência e conhecimento, apenas digo que o Ano do Tigre, que sucede ao Ano do Boi em 2009 e ao Ano do Rato em 2008 está ligada à noção de vigor, determinação e coragem.
Perante a situação actual neste mundo globalizado, é também fácil concluir que estes atributos, vigor, determinação e coragem, são indispensáveis para ultrapassar de crise económica, financeira e social a que poucos países escapam, tendo sempre em atenção que tal só será possível com as políticas de apoio do governo, mas sobretudo com a actuação determinada dos trabalhadores e das empresas.
Para tal é necessário criar um clima de confiança, de motivação alicerçado num espírito de conquista.
Temos de ter a noção de que ninguém vai resolver os problemas por nós e que o discurso da penúria apenas serve para desmotivar.
Mais do que nunca há que ser inovador e criativo, e não mero burocrata sem alma, igual a muitos que infelizmente pululam pela nossa administração pública e não só.
Felizmente que o discurso interno da penúria e da incapacidade é diariamente contrariado pela capacidade e pela actuação dos nossos compatriotas quando são chamados a exercer cargos ao mais alto nível internacional.
Ainda recentemente tivemos a entrada em funções da
Comissão Europeia, a segunda presidida por José Manuel Durão Barroso, aprovada pelo Parlamento Europeu por uma larga maioria: 488 votos a favor, 137 votos contra e 72 abstenções

Num discurso Falar a uma só voz: Definir e defender o interesse europeu Durão Barroso afirmou a importância de, nestes tempos excepcionais, sermos audazes para lidarmos com a crise económica, as alterações climáticas e o problema da segurança energética.
Esta audácia e esta coragem que se compaginam bem com o ano do tigre, são também determinantes para a eficácia do Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social que tem como lema «Acabemos com a pobreza já!»

A este respeito Durão Barroso declarou que «A luta contra a pobreza e a exclusão social é uma parte integrante da estratégia para sair da crise. São geralmente as pessoas mais vulneráveis que acabam por ser mais duramente atingidas pelo impacto de uma recessão “.
Embora felizmente a dimensão e a degradação provocada pela pobreza na União Europeia não atinja os níveis de outras zonas do globo não nos podemos esquecer que segundo dados do Eurostat, perto de 80 milhões de europeus que representam cerca de 17 por cento da população da UE, entre os quais se encontram cerca de 1.800.000 nossos compatriotas (18 por cento dos portugueses) vivem abaixo do limiar de pobreza.
Para terminar este breve artigo formulamos os nossos votos de que no âmbito do Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social exista o vigor, a determinação e a coragem por parte dos governos, das organizações não governamentais, dos parceiros sociais e da população em geral para actuar junto das causas e combater as consequências da pobreza na Europa e no mundo.

Por: Abraão Veloso

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