Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 04-01-2010

SECÇÃO: Recordar é viver

A INCURSÃO MONÁRQUICA

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Ainda a Defeza da Pátria

Olá caros leitores, espero que tenham tido umas Festas Felizes de Natal e que também umas boas entradas. São os votos que, sinceramente, desejo a todos vós em especial aqueles que me acompanham através deste jornal, o Ecos de Basto.
Não estava nos meus planos da escrita tornar a falar do mais que falado Padre Domingos Pereira, o revoltoso monárquico da Raposeira, até porque, nos papelinhos antigos que tenho na minha mão, já tinha falado e mostrado a documentação toda. Pelos menos eu assim pensava.
Já vos falei nalgumas crónicas atrás, que o meu marido, o professor Manuel Carneiro se dedicou desde que se aposentou da actividade de professor, desde 1998, à investigação e estudo da história de Portugal incidindo mais na nossa história local. Dedica-se a essa actividade a título pessoal, para sua satisfação e na procura de mais conhecimentos. O que tem sido útil para mim e para aqueles que muitas vezes o procuram para tirarem dúvidas. Com isto quero dizer o seguinte:
Um dia destes estava ele na sua divagação pela Internet quando encontrou documentos que foram relatados e escritos na Revista “Ilustração Portuguesa” impressa na oficina de Composição e Impressão do “Século”, no ano de 1912. Nessas revistas foram publicados todos os factos acompanhados de fotografias sobre os acontecimentos relacionados com as Incursões Monárquicas, em Cabeceiras de Basto, bem como em Celorico de Basto, Chaves e Montalegre. Mas não vou falar dos outros concelhos mas, sim das notícias publicadas sobre os revoltosos aqui de Cabeceiras.
Talvez pensem que vos tenha massacrado um pouco com estas histórias em especial os mais novos que não têm muita aptidão para a história.
Talvez me repita algumas vezes, correndo esse risco com as palavras, vou juntar à minha crónica fotos que eu ainda não tinha publicado. Certamente que haverá pessoas que possuem estas revistas, não sei mas, mesmo assim, vou aproveitar a página que me concederam neste jornal para transcrever textos e fotos com legendas para desta forma, registar factos importantes que marcaram uma época em Cabeceiras de Basto.
Como vos disse em anterior crónica eu não sou monárquica. Sou filha de gente simples do campo, com muito gosto. Tenho sim, a paixão pelos livros de romance, pela história e em especial por estes factos que envolveram lutas entre os republicanos e os realistas.
Tenho que agradecer ao meu marido pelo facto de através da suas pesquisas me proporcionar estes momentos em que a minha imaginação me leva a esses tempos longínquos que não conheci. Para terem uma ideia, basta dizer-vos que o meu falecido avô ainda era uma criança naqueles tempos conturbados em Cabeceiras de Basto.
Não vou falar mais! Vou deixar espaço para as fotos e legendas. Com a devida vénia,

fernandacarneiro52@hotmail.com

1 – Em Cabeceiras de Basto: Os soldados republicanos alvejando uma guerrilha monárquica. 2 – Cozinhas improvisadas na Praça Barjona de Freitas, em Cabeceiras de Basto. 3 – Outro trecho das cozinhas regimentaes em Cabeceiras.
1 – Em Cabeceiras de Basto: Os soldados republicanos alvejando uma guerrilha monárquica. 2 – Cozinhas improvisadas na Praça Barjona de Freitas, em Cabeceiras de Basto. 3 – Outro trecho das cozinhas regimentaes em Cabeceiras.


1 – Posto da Cruz Vermelha em Cabeceiras: Os enfermeiros e o secretario de finanças Joaquim Ramos Taborda, ferido por uma bala dos conspiradores. 2 – Vista da praça em Cabeceiras: ao fundo o hotel Escacha d’onde fizeram fogo sobre o administrador.
1 – Posto da Cruz Vermelha em Cabeceiras: Os enfermeiros e o secretario de finanças Joaquim Ramos Taborda, ferido por uma bala dos conspiradores. 2 – Vista da praça em Cabeceiras: ao fundo o hotel Escacha d’onde fizeram fogo sobre o administrador.

1 – Casa incendiada no sitio da Raposeira. pertencente ao padre Manuel, irmão do padre Domingos, ambos chefes de guerrilhas em Cabeceiras de Basto. 2 e 3 – Outros aspétos das casas incendiadas. 4 – Casa do padre Domingos.
1 – Casa incendiada no sitio da Raposeira. pertencente ao padre Manuel, irmão do padre Domingos, ambos chefes de guerrilhas em Cabeceiras de Basto. 2 e 3 – Outros aspétos das casas incendiadas. 4 – Casa do padre Domingos.

1 e 2 – Infantaria 5 em Cabeceiras de Basto e as raparigas da terra. 3 – Galinhas boas. 4 – O coronel Sarsfleld comandante de infantaria 5 com o administrador do concelho dr. Florencio. 4 – Galinhas para a tropa. 5 – Trecho do mercado.
1 e 2 – Infantaria 5 em Cabeceiras de Basto e as raparigas da terra. 3 – Galinhas boas. 4 – O coronel Sarsfleld comandante de infantaria 5 com o administrador do concelho dr. Florencio. 4 – Galinhas para a tropa. 5 – Trecho do mercado.














Por: Fernanda Carneiro

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