Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 10-08-2009

SECÇÃO: Informação

Museu Terras de Basto apresenta Profissões de Antigamente – Uma viagem pelas memórias de trabalho

O Museu Terras de Basto, em Arco de Baúlhe, deste concelho tem patente ao público, desde o dia 8 de Agosto e até Junho do próximo ano, a exposição anual «Profissões de Antigamente – uma viagem pelas memórias de trabalho em Cabeceiras de Basto».
A abertura da exposição contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Engº Joaquim Barreto, acompanhado pelos vereadores, Dr. Jorge Machado e Profª Stela Monteiro, o Presidente da Junta de Freguesia de Arco de Baúlhe, Armando Duro, demais autarcas e convidados, que se deslocaram àquele espaço cultural localizado na vila Arcoense, para ali “embarcar” numa viagem pelas memórias do trabalho em Cabeceiras de Basto, abordando profissões como o agricultor, o cesteito, o tamanqueiro, o alfaiate, o latoeiro, o vitivinicultor, o carpinteiro e a moleira. A exposição apresenta assim, oito espaços com bancadas para os objectos das respectivas profissões, que apresentam testemunhos de vida e de trabalho e que outrora assumiram um importante papel na economia rural deste concelho, até às primeiras décadas do século vinte.

Visitando o novo espaço das reservas
Visitando o novo espaço das reservas
Depois de abordar a palavra trabalho e a história da definição do tempo de trabalho, a exposição faz igualmente uma reflexão sobre as novas formas de trabalho e a necessidade de procurar o equílibrio entre o tempo de trabalho e o tempo para viver, terminando com a descoberta de ditados populares e imagens sobre o trabalho que nos conduzem a questionar os modelos de comportamento que adoptamos perante a vida e as profissões.
À saída da exposição, o visitante poderá observar com algum pormenor uma imagem do monumento erigido ao agricultor, pela Câmara Municipal em 1997, de autoria do escultor Cabceirense António Pacheco, como forma de homenagear a ruralidade desta região.
De referir ainda que esta é uma exposição que apresenta audio-guias em português, um catálogo e materiais identificados em braille, que podem ser tocados e manuseados num Museu onde as pessoas contam.
Presidente da Câmara no uso da palavra
Presidente da Câmara no uso da palavra
Na ocasião, o presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, manifestou o seu contentamento pela inauguração de mais uma exposição de elevada qualidade, que nos transporta para um passado recente e que está patente ao público no Museu das Terras de Basto, equipamento cultural localizado numa antiga estação de caminhos de ferro, outrora votada ao abandono, hoje reflexo de um dinâmico projecto cultural de referência que deve ser preservado e acarinhado.
Dinamismo esse, que se reflecte também, no crescente número de visitantes provenientes de vários pontos do país que este Museu tem registado desde a sua abertura em 2004. O Museu Terras de Basto, é por isso, um equipamento que promove a cultura das nossas gentes, da nossa terra e nos projecta além fronteiras, referiu o autarca. Este é um motivo de orgulho, disse o edil Cabeceirense, que a propósito desafiou as pessoas a envolverem-se na dinamização dos equipamentos concelhios, valorizando-os e desta forma, enaltecendo e projectando o património local.
Enquanto espaço de descoberta e de formação, o Museu das Terras de Basto, apresenta a exposição “Profissões de Antigamete – Uma viagem pelas memórias de Trabalho” até Junho de 2010, podendo esta, ser visitada de Terça a Domingo, entre as 9h00 e as 12h30 e as 14h00 e as 17h30.

Reservas ocupam «vagões»

A jornada ficou ainda marcada pela abertura de dois “vagões” colocados nos carris daquela antiga estação ferroviária e destinados a albergar as Reservas do Museu Terras de Basto, cuja criação reflecte o crescimento e a importância deste Museu que tem em curso uma candidatura à Rede Portuguesa de Museus, visando a credenciação para que possa ser considerado um Museu da Rede Nacional de Museus. As Reservas completam assim, as valências de um museu do Século XXI, com o dever de conservar, inventariar, documentar e estudar o património cultural existente. A criação destes dois espaços, dá assim início à intervenção no património dos têxteis (trajes tradicionais locais, burel e lgdão, entre outros) e ao de metais/ferroviário e de objectos de uso local (tirefonds, lanternas, utensílios de trabalho e de manutenção, entre outros), representando o começo de um conjunto de “vagões” que se seguirão para honrar e preservar o património de Cabeceiras de Basto. De referir que os objectos são “guardiães da informação física que nos dão a memória, já que sem eles a “existência fica sem referências”. Os objectos arrastam histórias, rostos, pessoas, factos e factos, em suma a história da terra.
De referir ainda que as Reservas poderão ser igualmente visitadas, de acordo com os horários estabelecidos.

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