Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 20-07-2009

SECÇÃO: Informação

Ciclo de Conferências «Políticas de Futuro»
«Associativismo e Cidadania» foi tema de debate

O politólogo, Dr. Pedro Adão e Silva, esteve no dia 9 de Julho, em Cabeceiras de Basto para falar ao numeroso público presente no Auditório Municipal Ilidio dos Santos, sobre «Associativismo e Cidadania». Uma conferência inserida num ciclo que vem sendo promovido pela autarquia local, com o intuito de proporcionar espaços de debate e de diálogo abertos à população, tendo em vista a partilha de experiências e de conhecimentos. Desta forma, deu-se igualmente início à nona edição da Festa do Associativimo e das Colectividades que o concelho acolhe até ao próximo Domingo, dia 12 de Julho.
Após a abertura, feita pelo edil Engº Joaquim Barreto, o vereador Dr. Jorge Machado, teceu alguns considerandos sobre o tema proposto, nomeadamente no contexto local, actualmente revelador de uma forte dinâmica associativa. O autarca caracterizou ainda os movimentos associativos registados no concelho antes e após o 25 de Abril, o papel que desempenharam nas últimas décadas, conquistando predominância social e promovendo a cidadania num espaço público, com regras. Por fim, realçou as mudanças sociais registadas que impôem novas formas de estar, também no associativismo, defendendo por isso a necessidade de qualificar os actores locais, ponto importante de uma rede à qual todos somos chamados a participar .

O politólogo, Pedro Adão e Silva, foi o orador convidado da 29ª  Conferência
O politólogo, Pedro Adão e Silva, foi o orador convidado da 29ª Conferência

Mais dinamismo
e autonomia

No uso da palavra, o orador convidado começou por estabelecer um paralelismo entre o sistema associativo americano e o europeu, destacando as singularidades registadas ao longo dos tempos, nomeadamente no que se prende com a liberdade de associação das pessoas, facto que se traduziu numa multiplicidade de associações e consequentemente de participação cívica e política que só mais tarde chegaria a Portugal, mas com uma forte influência Estatal e da Igreja. Um cenário que o tempo deixou para trás dando lugar a mais associações, mais dinamismo e mais autonomia. Perante uma plateia jovem, o politólogo, que é também docente universitário e comentador televisivo, deixou ainda algumas notas à forma como os jovens portugueses participam na esfera pública e política, comparando-os com os jovens europeus e concluindo que os mecanismos tradicionais de envolvência na vida pública estão hoje menos presentes, impelindo-os por isso, para novas formas e meios de participação, onde a internet assume cada vez mais um papel preponderante.
A evolução registada aos longo dos séculos, os sindicatos, a cultura cívica e voluntária, a escolarização, a precaridade laboral, a falta de recursos materiais, a ausência de competências essenciais para a participação no espaço público, o papel da escola, a necessidade de envolvimento e dinamização rompendo com os métodos tradicionais, a participação “invisível” e os movimentos dos cidadãos, entre outros, foram algumas das questões afloradas neste debate que se revelou muito participado e de grande importância.

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