Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 29-06-2009

SECÇÃO: Desporto

Riscos

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Desde há alguns anos a esta parte que se constata um desvio dos verdadeiros fins do desporto-uma atividade que visa as perfomance nos limites das possibilidades fisiológicas, quer se situe ao mais alto nivel, quer seja relativa a cada amador…
A ideia imposta pela sociedade de consumo de ser bem –sucedido, de parecer sempre jovem, agressivo,eficaz, faz do desempenho desportivo um simbolo ideologico. Transformado em espectáculo e em meio de prestigio, esse desempenho desportivo foi comercializado, enormemente mediatizado e imposto como modelo ético do “ultrapassar-se a si próprio”.
Fazer sempre mais é um fim em si mesmo perfeitamente admissível quando a preparação e a precaução, à medida do que se tem a ganhar; quando não for os erros, excessos e problemas são inevitáveis.
É o que acontece ao desportista de alto nivel, cuja especialização desportiva indefinitivamente repetitiva ao longo da carreira provoca, a par de um rendimento pontual máximo, uma fragilização de conjunto e frequentemente um desgaste prematuro de uma biologia anormal solicitada; e é o que acontece também ao desportista ocasional , cujo organismo, habituado à vida sedentária, logo não treinado, pode ser solicitado subitamente acima das suas possibilidades pela tentação de obter um bom resultado/desempenho . Podem então aparecer desequilibrios fisiologicos, rupturas musculoesquelécticas, comprometedores do equilibrio a nivel cardiovascular ou funcional nomeadamente coluna vertebral e aparelho locomotor.


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Por: António Correia

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