Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 29-06-2009

SECÇÃO: Opinião

O PRIMEIRO CARTEIRO DO CANADÁ ERA PORTUGUÊS

A iniciativa partiu do único deputado português no parlamento federal canadiano, Mário Silva, que propôs um monumento a Pedro da Silva, o primeiro correio oficial canadiano. “ O objectivo da minha iniciativa legislativa é poder sensibilizar o Parlamento canadiano para o facto do contributo dos portugueses neste país, através da evocação do primeiro carteiro oficialmente reconhecido no Canadá. Criando um monumento ou Parque Nacional com o nome de Pedro da Silva”, referiu aquele parlamentar.
Mário Silva, deputado em Otava pelo partido Liberal, vai em breve introduzir este projecto-lei na Câmara dos Comuns e a sua aprovação vai defender apenas da complicada burocracia parlamentar, assegurou o seu chefe de gabinete.
É para mim uma honra introduzir este projecto-lei que reconhecerá o feito significativo de Pedro da Silva em ser reconhecido como o primeiro carteiro do Canadá então Colónia de nova França.

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Pedro da Silva, o primeiro carteiro oficial do Canadá era português e foi também o primeiro cidadão luso a chegar ao Quebeque. Por volta de 1705, Silva assegurava a tarefa inédita de entregar cartas e pacotes postais entre Montreal e Quebec City, quase sempre a pé, outras vezes de carroça puxada por dois cavalos ou bois, disse Bianca Gendreau, curadora do Canadian Museum of Civilization.
Gendreau acrescentou ainda que “ os Serviços Postais do Canadá lançaram em 2003 um selo em homenagem a Pedro da Silva, mas infelizmente sem a sua efígie, já que até hoje nenhuma imagem sua é conhecida e também não sabemos muito sobre a sua vida. Temos apenas alguns conhecimentos nebulosos e outros mais concretos, tais como a certeza que era pago 20 soldos por cada serviço (mais ou menos uma libra inglesa) pelo intendente de Nouvelle France, região que compreendia o actual Quebeque e outras províncias do actual Canadá.
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Pedro da Silva, o carteiro da nova França, nasceu em 1647 na antiga freguesia de S-Julião, em Lisboa. Na Colónia da Nova França, onde chegou antes de 1673 era conhecido como “ Le Portugais”, e aí trabalhou vários anos como carteiro. Mais tarde mudou-se para Sault-au-Malelot, na baixa de Quebec City, tendo negociado no despacho postal de vários produtos. Sabe-se que no extremo quente verão canadiano, ele viajava de barco, enquanto nos rigorosos Invernos canuki “ enfrentava com bravura as temperaturas frias para entregar o correio num carro puxado por cavalos ou bois.” Documentação datada de Julho de 1693 comprova que da Silva foi pago 20 soldos, (o que representava mais ou menos uma libra inglesa) para levar um pacote de cartas de Montreal á cidade de Quebeque. “Está provado pelos arquivos da Canadian Post que, em 1705 Pedro da Silva recebeu uma carta de comissão, assinada pelo Intendente da Nova França, Jacques Raudot, incumbindo-o da função de “ primeiro correio” da Nova França, tendo ainda sido contratado para levar mensagens do Governador do Canadá, entre as cidades de Quebeque e Montreal.”
Terry Fox. – “Herói Canadiano.”
Nasceu a 28 de Junho de 1958 e faleceu a 28 de Julho de 1981, apenas com 23 anos de idade. Terry Fox, nasceu saudável, teve uma infância normal, frequentou a escola, gostava de jogar à bola e cresceu normalmente até ao dia em que lhe foi diagnosticado cancro. Foi-lhe amputada uma perna e passou a usar uma perna artificial o que o levou a empreender um feito notável que espantou o mundo tendo no seu país sido considerado um dos heróis da história do Canadá ao tornar-se protagonista da mais bela história de amor e sofrimento que se pode legar à humanidade buscando apenas arrecadar fundos para pesquisas sobre o câncer.
Terry, apesar da sua perna artificial iniciou a sua longa e sofredora caminhada em Saint James (Thunder Bay) no dia 12 de Abril de 1980 na costa do Oceano Atlântico, encheu duas garrafas de água que colocou no carro de apoio para ser despejadas por ele próprio no Oceano Pacífico na outra costa do Canadá a cerca de 8000 kms de distância, não tendo conseguido os seus intentos por ter sido traído pelo cancro. Caminhou durante 142 dias fazendo uma maratona por dia (42200 m) num total de 5373 kilómetros, até que no dia 1 de Setembro de 1980 já no limite das suas forças foi forçado a desistir tendo morrido pouco tempo depois. Atravessou as províncias da Terra Nova, Ilha do Príncipe Eduardo, Nova Brunswick, Nova Escócia, Quebeque e parte de Ontário, tendo conseguido arrecadar 10 milhões e 500 mil dólares.
O seu nome não foi esquecido porque todos os anos se realizam por todo o mundo muitas provas de atletismo cujas receitas revertem a favor da causa Terry Fox.
Recordo-me de o ver na Televisão na sua penosa caminhada e ao escrever este texto também eu aqui lhe presto a minha homenagem.

Por: Alexandre Teixeira

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